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Escrito por Julia Lordello às 23h42
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Inclusão pelo esporte  Nesta quinta-feira (03/12), é celebrado o Dia Internacional das Pessoas com Deficiências. A idéia é conscientizar a todos de que ninguém é igual a ninguém e ainda promover melhorias no dia-a-dia de quem tem alguma deficiência. Pesquisas no mundo inteiro já estão conseguindo provar que uma ótima maneira de melhorar a qualidade de vida e a inclusão de pessoas com necessidades especiais é através do esporte. Atualmente, a atividade física é considerada um complemento no tratamento convencional de deficientes. "Quem pratica esporte se adapta muito mais rapidamente ao mundo e à sua situação, vê mais resultados e tem mais incentivos. O esporte melhora a coordenação, a resistência, a força, o intelecto, além de ser ótimo para a auto-estima, o que ajuda a pessoa a se sentir incluída", afirma Roberto Vital, chefe do Departamento Médico do Comitê Paraolímpico Brasileiro. No Instituto Benjamin Constant (IBC), no Rio de Janeiro, pessoas com diferentes deficiências visuais praticam todo tipo de esporte: natação, judô, atletismo, futsal, etc. Bolas com guizo no futsal e guias ligados ao atleta por uma corda na corrida são algumas das adaptações para a prática dos esportes. Mas há modalidades criadas especialmente para cegos e portadores de baixa visão, como o goalball. Nesse jogo, todos os jogadores são vendados. Assim, os que têm pouca visão não levam vantagem sobre os que não enxergam nada. A manha do esporte é perseguir a bola, que possui guizos, pelo som. E depois localizar a trave de nove metros de largura, bem maior do que as convencionais, para fazer o gol com as mãos. "O jogo, além de divertido, favorece a independência dos deficientes visuais, ao desenvolver sua orientação espacial", diz a coordenadora de Educação Física do IBC, Soraia Corrêa. Em São Paulo, um projeto está transformando a vida de alguns pequenos esportistas com deficiência física: é o Cesta de Três, criado pela Associação Desportiva para Deficientes (ADD), que consiste em ensinar o basquete em cadeira de rodas para crianças de 6 a 16 anos. "O esporte é um grande convite ao deficiente para se integrar. Ele se fortalece de todas as formas, na reabilitação física e na convivência social", afirma a psicóloga Eliane Assumpção, coordenadora de projetos infantis na ADD. Larissa Leme, 13 anos, paraplégica, descobriu isso no Cesta de Três. "Para quem anda, fazer uma cesta não é tão gratificante quanto para alguém que a faz sentado. É maravilhosa a sensação de ter conseguido vencer tantos obstáculos", explica ela. Fonte: Revista Crescer / EcoDesenvolvimento
Escrito por Julia Lordello às 21h49
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Sorrisos garantidos  Elizeu Souza Marinho, 16, morador da comunidade de Paraisópolis, em São Paulo, só falava olhando para baixo. Não tinha os dentes da frente, e mal se ouvia a sua voz. “Não me lembro do som do meu riso”, diz. O maior sonho de John Lennon Machado, 17, era ter um sorriso alinhado e sentir prazer ao se olhar no espelho. Esse era também o desejo de Maria Rita da Conceição, 13 anos. Foi pensando nessas pessoas que o dentista Fábio Bibancos criou há 7 anos a ONG Turma do Bem, que conta com o trabalho voluntário de cirurgiões-dentistas que atendem crianças e adolescentes de baixa renda, proporcionando-lhes tratamento odontológico gratuito até completarem 18 anos. A idéia de Bibancos é fazer com que cada dentista no Brasil adote pelo menos um sorriso de uma criança ou adolescente carente, atendendo gratuitamente em seus próprios consultórios. “Isso teria um grande efeito multiplicador e acabaria sendo um sinal de que a idéia de as crianças brasileiras sorrindo bonito – todas elas, e não só as ricas – não é o sonho de um idealista”, diz. A ONG compromete-se a selecionar o paciente, sempre um aluno da rede pública, e os dentistas se inscrevem para fazer o tratamento. Foi com base nessa adoção que o sorriso de Elizeu, John Lennon e Maria Rita foi recuperado, e o mesmo aconteceu com outras 12 mil crianças brasileiras. Hoje, 6.000 dentistas fazem parte do projeto. Em congressos de odontologia, Bibancos luta para aumentar a legião de voluntários. Afirma que os jovens recuperam mais que o sorriso: resgatam a dignidade. "Um dentista é muito mais do que um cara que tem habilidade manual. É uma pessoa de formação humanista, que precisa saber cuidar do outro, ter sensibilidade para entender o momento pelo o qual a pessoa está passando. As pessoas deixam de sorrir, comer e beijar porque não têm dentes. A odontologia pode ser um meio de resgate social", afirma Bibancos. Fonte: Folha de S. Paulo / Revista Época / Veja SP / Globo.com / Orbitas
Escrito por Julia Lordello às 23h47
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Voluntários viram Papai Noel em Seul  Dezembro é o mês que contagia qualquer canto do universo com o espírito do Natal. São luzes decorando as ruas, famílias preparando as ceias e árvores enfeitadas comemorando a chegada do bom velhinho. Mais que uma comemoração, o natal é uma época de esperança. Foi pensando nisso que um grupo de voluntários sul-coreanos saiu pelas ruas da cidade de Seul, nesta terça-feira (1/12), de uma maneira bem inusitada: vestidos de Papai Noel. Foram mais de 1.000 pessoas que resolveram se unir para arrecadar fundos para projetos sociais e levar uma mensagem de paz para o mundo. Antes de sair para a passeata, todos se reuniram em uma praça e fizeram o símbolo de um coração. Depois, caminharam pelas ruas da cidade e se encontraram em outro ponto onde houve shows e apresentações feitas por pessoas da própria comunidade. Durante todo o tempo, as pessoas podiam doar qualquer quantia através de urnas que alguns voluntários carregavam. A idéia do grupo foi mostrar para as pessoas que quando nos unimos podemos fazer coisas realmente boas. E foi exatamente isso que eles fizeram. Fonte: UOL Notícias / Yahoo Korea / Cool Forward Mail / Revista Crescer
Escrito por Julia Lordello às 23h49
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Aldeia indígena no Pará ganha centro de informática  No último domingo (29), a aldeia indígena do Mangue, no município de Itaituba (PA), ganhou um centro de informática. Os equipamentos oferecem acesso à internet e vão beneficiar os cerca de 150 índios das etnias munduruku e apiaká que vivem no local. A indiazinha paraense Ikõ Biray, de 12 anos, ficou entusiasmada com os computadores. “Quero ser enfermeira para ajudar meus irmãos índios”, disse ao navegar pela primeira vez na internet. E esse não é um caso isolado. Cada vez mais aldeias estão conectadas através da internet. Um bom exemplo disso é o projeto Índios Online, uma rede virtual que há cinco anos tem conectado índios e aldeias de todos os cantos do país. Atualmente a rede reúne 24 etnias. A idéia é resgatar a cultura, a auto-estima e a cidadania dos povos indígenas, dando a eles a possibilidade de contar a sua própria história para o mundo e ainda reivindicar seus direitos. "A história e a realidade dos indígenas durante muito tempo foi contada apenas por antropólogos e outros pesquisadores, mas raramente por eles próprios. Esse projeto está conseguindo mostrar para o mundo os índios na visão dos índios", afirma Sebastian Gerlic, da ONG Thidewas, responsável pelo projeto. Segundo estimativas da Thidewas, o projeto alcança mais de 50 mil pessoas. "Em textos, fotos e vídeos, os indígenas mostram um perfil de suas culturas, arquivam memórias, partilham conhecimentos, lutam pelos seus direitos e conseguem ser cidadãos mais ativos". Fonte: Globo.com / Folha Online / Deutsche Welle / Tek
Escrito por Julia Lordello às 23h22
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Escrito por Julia Lordello às 18h39
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Segunda sem carne  Existem muitas maneiras de trazer a sustentabilidade para o nosso dia-a-dia. Uma delas é reduzir o consumo de carne. O gás metano emitido no processo digestivo do gado é o terceiro fator para o agravamento do aquecimento global no planeta, com 16% das emissões de gases estufa – ultrapassando as emissões dos meios de transporte. Além disso, um estudo da organização WWF estima que 1 quilo de carne de gado exige 16 mil litros de água, contando a ração e a água consumidas até seu terceiro ano de vida. Pensando nisso, a Sociedade Vegetariana Brasileira, em parceria com a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo, criou a campanha Segunda Sem Carne. A idéia é conscientizar a todos que deixar de consumir proteína animal ajuda a preservar o meio ambiente e incentivar as pessoas a deixarem a carne de lado ao menos um dia da semana, às segundas-feiras. O designer Érico Almeida, 26 anos, faz parte do time que mudou seus hábitos em nome do planeta. “Há um bom tempo não como frango e carne vermelha. Eu me sinto mais leve não só fisicamente. Fico feliz de estar contribuindo de alguma forma”, conta Érico. Na Grã-Betanha, a campanha vigora desde junho por iniciativa do ex-beatle Paul McCartney. “Temos que nos preocupar com a mudança climática. Ao fazer pequenas mudanças na alimentação, uma pessoa pode fazer grandes contribuições ao planeta. A alimentação vegetariana faz bem à saúde e protege a Terra”, afirma Paul. Amanhã é segunda-feira. Que tal começar a campanha? Fonte: Vida Simples / La Vanguardia / UOL Notícias / o Globo / Gazeta do Povo
Escrito por Julia Lordello às 18h38
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Passarela de todos  Um desfile de moda contra a ditadura da beleza. Essa é a idéia do projeto “E Aí, Beleza? Eu sou assim!”, que aconteceu nesta semana no Typographia Brasil, em Santos (SP). Para celebrar a diversidade, a ONG Tam Tam levou pessoas de todas as idades, cores e classes sociais - deficientes ou não - para as passarelas. O evento contou com a participação de jovens com síndrome de Down atendidos nos projetos da ONG e atletas como o surfista Picuruta Salazar e o jogador Paulo Henrique Ganso, do Santos. Lá, todos viraram artistas. Segundo o educador Renato Di Renzo, um dos responsáveis pela iniciativa, a proposta é criar uma passarela de todos, para expressar as diferenças, promover a diversidade e mostrar como a arte pode ser um ótimo meio de quebra de preconceitos e inclusão social. "Um artista é um artista, não importa se é louro ou moreno, gordo ou magro, se fala ou faz gestos. A Tam Tam faz um trabalho de inclusão social através da arte, do encontro, da troca, onde as pessoas se ligam pelo talento e não pela doença", diz. Com 20 anos de atuação na cidade de Santos, a associação Tam Tam atende gratuitamente cerca de 200 pessoas por mês. A entidade já ofereceu formação em arte, teatro, dança, literatura e reciclagem a mais de 25 mil pessoas, portadoras ou não de deficiências. Fonte: Época SP / Estado de S. Paulo / Jornal FaAC
Escrito por Julia Lordello às 19h20
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Um dia sem compras  Imagine um dia sem comprar nada, nadinha. Não vale nem jornal de manhã. Nem um mísero chiclete na esquina. Zero. É exatamente essa a proposta dos organizadores do Dia sem Compras, iniciativa criada há 16 anos por uma fundação canadense, a Adbuster, para questionar o consumo desenfreado. A idéia é mostrar para as pessoas como muitas vezes compramos coisas sem necessidade e conscientizar a todos que ao reduzir o consumo, conseguimos diminuir a pressão sobre os recursos naturais e geramos menos esgoto, calor, poluição e desmatamento. Ou seja, comprar menos é bom para o ser humano e para o meio ambiente. Este ano, o movimento está acontecendo hoje (27 de novembro). A data é uma provocação, já que cai justamente na época do ano em que começa o frenesi das compras de Natal. O objetivo é ficar pelo menos 24 horas sem gastar nem um centavo. O movimento, para lá de bem-humorado, já conquistou adeptos em 64 países, que realizam as ações em diferentes dias. Em Portugal, por exemplo, onde o Dia sem Compras chegou há seis anos, manifestantes se divertem distribuindo folhetos engraçados, com dicas sustentáveis, no Porto e em Lisboa. "O importante é fazer as pessoas pensarem nisso”, afirma uma das manifestantes. Na Inglaterra, jovens fantasiados de Papai Noel abraçam os passantes e tentam convencer os consumidores a voltarem para casa sem comprar nada. Em várias cidades do mundo, a troca é incentivada, em feiras especiais cheias de livros, roupas, brinquedos e CDs. Que tal experimentar? É de graça! Fonte: Revista Vida Simples / Diário de Notícias / Adbuster / Gaia
Escrito por Julia Lordello às 16h23
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Manobra verde  Além de unir arte e esporte, a marca carioca de roupas Addict leva outro preceito muito a sério: o de preocupação com o meio ambiente. Foi pensando nisso que a marca lançou o SK8, shape de skate feito de lâminas de bambu prensada. Até a cola e a resina usadas em sua confecção são ecologicamente corretas. Além de usar uma matéria-prima verde, a idéia da marca é mostrar para as pessoas que o skate também pode ser um ótimo e ecológico meio de transporte. “Esse é um skate para ser usado no dia-a-dia, como meio de transporte. Através da Addict, queremos passar a idéia de preservação ambiental aliada à criatividade. Esta é a nossa filosofia de vida, algo natural em nossa equipe”, diz João Mello, um dos sócios da marca, que trabalha com colaboradores de arte, grafite e design de produto – como Bernardo Sodré, que desenvolveu o skate. O engajamento da marca também se vê nas roupas feitas de PET reciclado e em outros produtos, como a luminária feita com madeira reciclada de caixote de feira. Além disso, suas duas lojas, no Rio de Janeiro, foram todas decoradas com materiais coletados em caçambas e ferros-velhos e móveis de segunda mão. “Pegamos muitas peças em bom estado nas caçambas da Zona Sul e damos a nossa releitura. O que muitas acham que é sucata, para nós é sustentabilidade”, afirma Marcelo Macedo, outro sócio. Fonte: Revista Vida Simples / O Globo / Addict
Escrito por Julia Lordello às 23h54
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Costura do bem  Cada vez mais grifes estão aderindo a atitudes sustentáveis e trazendo projetos sociais e ambientais para o mundo da costura. Um exemplo disso é a parceria entre o estilista Alexandre Herchcovitch e a ONG Florescer. Com o projeto Moda Reciclada, Alexandre conseguiu ensinar um pouco da sua arte para as costureiras da ONG e juntos eles criaram peças de uma maneira simples, econômica e sustentável: usando roupas que iriam para o lixo como matéria-prima. O resultado disso são roupas criativas, bonitas e ecologicamente corretas. O mais bacana foi que todas as roupas recicladas foram doadas por pessoas comuns, que com o projeto também passaram a entender a importância de se reaproveitar e evitar o desperdício. No fim, ainda teve uma exposição da coleção em um shopping da cidade de São Paulo para que todos pudessem conhecer a iniciativa e ver o quanto o nosso lixo pode ser valioso. “É preciso evitar o desperdício. Por isso, reciclar é uma ótima saída para a moda. Daqui a alguns anos, haverá vários ateliês especializados em transformar as roupas que você não quer”, diz Alexandre. A Osklen, uma marca que já nasceu engajada em questões sociais e também ambientais, é outro exemplo de iniciativa verde no mundo da moda. Em 2007, a marca fundou a sua própria ONG, o Instituto-e, que pesquisa tecidos e técnicas sustentáveis e apóia várias iniciativas de cooperativas pelo Brasil. "Estamos vivendo um período de reflexões e o mundo está à espera de uma nova direção, de caminhos para que se torne sustentável social, ambiental e economicamente”, afirma Oskar Metsavaht, criador da Osklen. A Hering também aderiu à sustentabilidade. Desde a coleção de inverno deste ano, a marca está vendendo uma linha criada em conjunto com o Grupo Cultural AfroReggae, de Vigário Geral (RJ), que oferece aulas de música e dança, além de outras atividades, a jovens carentes. As estampas foram desenvolvidas por Bragga, um designer da comunidade, e uma porcentagem das vendas é revertida para a ONG. A parceria com a Hering foi uma ótima maneira que o AfroReggae encontrou de afastar o preconceito, melhorar a auto-estima dos moradores da comunidade e ainda mostrar o projeto para pessoas de todo o Brasil. “Como a nossa marca tem força nacional, essa iniciativa vai ajudar a divulgar pelo país inteiro o trabalho do AfroReggae”, diz Marcos Ribeiro, diretor de marketing da Hering. Fonte: Revista ELLE / Planeta Sustentável / Manequim / Press Pass
Escrito por Julia Lordello às 20h38
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Inclusão por meio da arte  Um cachorro tomando sorvete, o homem lâmpada, a mulher com um olho verde e outro vermelho, e uma enfermeira são alguns dos personagens nas telas criadas por artistas muito especiais. São pequenos pintores que estão descobrindo na arte uma forma de se expressar, aprender e por em prática a sua criatividade. Todos eles tem algo em comum: são portadores de deficiências intelectuais, como autismo e síndrome de Down. E graças ao Instituto Olga Kos, estão conseguindo realizar um sonho: fazer uma exposição de suas primeiras telas. Tudo isso começou com o projeto Pintou a Síndrome do Respeito, que é o principal projeto da entidade, em que jovens e crianças aprendem a manusear tintas e pincéis inspirados pela obra de um artista brasileiro, que também ministra as oficinas. O homenageado da edição atual é o pintor Gustavo Rosa. A idéia é, através da arte, afastar o preconceito, melhorar a auto-estima e criar condições para que as pessoas com deficiência participem cada vez mais da vida em sociedade. “Aprendi muito com eles. Fiquei fascinado com a facilidade que eles têm para pintar. Nunca fiz algo tão prazeroso e gratificante como este projeto do Olga Kos”, afirma Rosa. As oficinas são gratuitas e no final de cada módulo é feita uma exposição com as obras dos alunos e do artista convidado. A exposição dessa edição será lançada amanhã no Museu Brasileiro de Escultura (MuBE), nos Jardins, zona sul de São Paulo. "A arte faz muito bem para a auto-estima deles. Há aluno que mudou até a postura física, que andava arqueado, olhando para baixo e falava pouco. Agora, está com as costas eretas e até conversa bem ao telefone”, afirma Olga Kos, diretora do instituto. Fonte: O Estado de S. Paulo / Veja São Paulo / Revista Crescer / Artistas e Artes
Escrito por Julia Lordello às 23h13
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Cidadania na cozinha 
Há seis anos, o Instituto Lina Galvani, localizado próximo à comunidade do Jaguaré (SP), decidiu buscar uma forma de contribuir para o desenvolvimento da região. Foi aí que surgiu a idéia de formar os jovens da comunidade em alguma profissão e inseri-los no mercado de trabalho. Para fazer isso, o instituto fez uma pesquisa para descobrir qual eram os sonhos e interesses desses jovens. Descobriram que uma grande parte deles gostava da área de culinária. Assim nasceu o projeto Cozinheiro Cidadão, que deu origem ao que hoje é o Programa SERvindo. O projeto consiste em formar auxiliares de cozinha, garçons e baristas através de cursos gratuitos dados na própria comunidade. A sala de aula é uma cozinha experimental. A idéia é aprender colocando a mão na massa. "Para a gente que mora na comunidade este curso está sendo um aprendizado, a descoberta de um mundo novo", diz a aluna Uridéia Andrade, 19 anos. Os cursos são divididos em duas etapas. Nos primeiros três meses, eles aprendem noções de nutrição, cidadania, recebem aulas teóricas e práticas sobre habilidades específicas e viajam pela culinária de vários países. Na segunda parte do programa, os alunos deixam a sala de aula e saem para fazer estágio nos restaurantes que são parceiros do projeto.
O estágio, além de ser uma ótima forma de aprendizado, é uma porta de entrada para o mercado. Muitos alunos, depois desse período, acabam sendo empregados nos próprios estabelecimentos. “Hoje eu não saio do projeto por nada. Quando estou em casa, tenho vontade de voltar para a aula. Fico contando os minutos para voltar ao curso porque é muito bom”, conta Juliana da Silva, 19 anos.
Mais que ensinar a trabalhar na cozinha, o objetivo do projeto é mostrar para esses jovens do que eles são capazes e formar não apenas cozinheiros, mas também bons seres humanos. “A gente utiliza a gastronomia para trabalhar comportamento profissional, cidadania e auto-estima”, afirma um dos coordenadores do projeto.
Fonte: Orbitas / Ação / Folha Online
Escrito por Julia Lordello às 23h52
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RESUMO DA ÚLTIMA SEMANA Simples assim

Você já parou para pensar como a gente tem tendência a complicar tudo na vida? Se precisamos emagrecer, já inventamos uma dieta quase impossível, cortando uma grande parte dos alimentos que gostamos. Se queremos ter atitudes mais sustentáveis, já pensamos em instalar painéis solares e sistemas de coleta de água da chuva. E se a idéia é ajudar alguma ONG, esperamos algum momento mais calmo financeiramente para doar uma quantia satisfatória. Não que fazer uma boa dieta, ter painéis solares e sistemas de coleta de água da chuva, e doar uma grande quantia para uma ONG seja um problema. Mas precisamos ao invés de idealizar e complicar tanto, simplificar. É começando a fazer as pequenas coisas que vamos conseguir alcançar as grandes. Duas notícias dessa semana me fizeram pensar sobre isso. O grupo de voluntários que decidiu fazer uma simples (e fundamental) ação no Hospital das clínicas de Vitória (ES): oferecer café da manhã para os pacientes e seus acompanhantes. E o projeto Adote uma Cartinha e Faça uma Criança Carente Feliz, promovido pelos Correios, que faz uma simples (e maravilhosa) ação: recebe as cartas de crianças carentes endereçadas ao Papai Noel e atende alguns desses esperançosos pedidos. Além dos funcionários dos Correios, qualquer pessoa pode participar e adotar uma carta. Para isso é preciso ir a uma agência, comprar o que a criança pediu e depois despachar o presente no mesmo lugar. Simplifique! Muitas vezes, as coisas na vida são mais simples do que imaginamos. A gente é que complica. Pare com esse auto-boicote já. Não perca tempo tentando fazer o risoto se você nem sabe fazer o arroz. Aprenda, faça o arroz, e depois, é claro, parta para o risoto. Tudo em sua perfeita ordem. Um abraço e até semana que vem!

Para ouvir essa música clique aqui: http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/cdcapa.php?artista=Jair-Oliveira&album=Simples&codcd=009297-6
Escrito por Julia Lordello às 15h14
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Dançando no escuro  A foto acima poderia ser uma simples imagem de um espetáculo de dança. Mas não é. Essas meninas têm algo muito especial: elas dançam no escuro. São as bailarinas de uma companhia de balé para deficientes visuais. Juntas, crianças e adolescentes, algumas totalmente cegas e outras que enxergam só um pouco, dançam com uma precisão impressionante. O grupo já recebeu 14 premiações em festivais de dança na categoria portadores de deficiência. O que parecia ser impossível tornou-se realidade com o esforço e a dedicação de uma bailarina e fisioterapeuta: Fernanda Bianchini, que há 15 anos trabalha como voluntária do grupo. As aulas começaram no Instituto para Cegos do Padre Chico. “Para ensinar, tive de entrar no mundo do deficiente visual, entender suas limitações”, conta Fernanda. Deu tão certo que, em 2003, ela fundou a Associação de Balé Fernanda Bianchini, na Vila Mariana, com aulas gratuitas para cegas. O aprendizado acontece pelo tato: as alunas tocam o corpo da professora, reproduzem o movimento e depois têm a postura corrigida. O método foi desenvolvido pela própria bailarina. “Dançar melhora a auto-estima, a postura das alunas e aumenta a noção espacial. Isso ajuda na locomoção porque diminui o medo de andar na rua. É um ganho de vida. O balé para essas meninas tem outro significado, porque elas aprendem a ver a dança com os olhos do coração”, afirma a professora. Com a dança, as pequenas bailarinas passam a se cuidar mais, a ter mais equilíbrio, coragem, e principalmente, entendem que é possível sonhar porque os sonhos muitas vezes realmente acontecem. "O balé é tudo para mim. Com ele corrigi minha postura e passei a me entrosar melhor com as pessoas", diz Camilla Fukunaga, uma das bailarinas do grupo. Segundo Gisele Dantas, que há três anos está na companhia, o balé muda a maneira dos deficientes visuais olharem o mundo. “Nós temos a tendência a olhar para baixo. O balé ensina a não olhar para as minhoquinhas, e, sim, para as estrelas”, conta a menina. Fonte: Época SP / Fantástico / Crescer / Itaú Cultural / Revista Sentidos
Escrito por Julia Lordello às 14h19
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Catadores de arte  Todas as terças e quintas, Peterson Emboava, de 20 anos, e seu irmão Marlon, de 18, saem de Guaianases, zona Leste de São Paulo, e pegam trem, metrô e ônibus para chegar à Vila Madalena, zona Oeste. Uma hora e meia para ir, mais o mesmo tempo para voltar para casa, depois de passar a tarde criando capas de livros em papelão. Os meninos são filhos de Ailton Emboava, catador de papelão, e aprenderam a transformar o material que garante o sustento da família em arte participando do projeto Dulcinéia Catadora. O grupo existe desde 2007 e foi inspirado em um projeto similar argentino. A idéia é mostrar para cada um desses profissionais o quanto é importante para o meio ambiente e para a sociedade o seu ofício, elevar sua auto-estima e ainda levar cultura para o seu dia-a-dia. O projeto funciona da seguinte forma: o grupo cria livros com papel reciclado e capas feitas de papelão. Tudo isso feito de forma artesanal por artistas, pelos próprios catadores e seus filhos. Além de ser ecologicamente correto, já que tudo é feito com material reciclado, o projeto ainda transforma a vida de catadores de recicláveis, já que compra o papelão por um preço mais alto que as cooperativas de reciclagem, como uma forma de valorizar esse trabalho, e ainda traz a arte para perto deles. Cada um que participa da confecção dos livros ainda ganha um valor diário por seu trabalho. "Não somos assistencialistas. Apenas mostramos que eles são capazes, sem a pretensão de resolver a vida deles", diz a artista plástica Lúcia Rosa, idealizadora do Dulcinéia Catadora. Os autores dos livros, que vão desde estreantes até grandes nomes da literatura como Manuel de Barros e Haroldo de Campos, não recebem nada pelas publicações. Toda a renda com a venda dos livros é revertida para o próprio projeto. "O importante para nós é o processo, a troca entre todos eles, o que ainda melhora a auto-estima porque eles percebem que são capazes de criar. E a noção de reciclagem é bem enfatizada, porque é o gancho que dá a auto-estima para o catador. Ele é uma pessoa muito útil para a sociedade", afirma Lúcia. É assim que Peterson vê seu pai: uma pessoa com uma atividade essencial para que tenhamos um planeta melhor. E Ailton, por sua vez, enxerga o envolvimento do filho no projeto como um reconhecimento pela importância de seu trabalho. "A gente trabalha beneficiando o meio ambiente e o Dulcinéia mostra uma utilidade a mais, que ainda traz conhecimento", opina. Fonte: O Estado de S. Paulo / Planeta Sustentável / Folha Online
Escrito por Julia Lordello às 13h55
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Papai Noel por um dia  Nos envelopes postados nos Correios, meio milhão de cartas têm só o destinatário, sem endereço. É para Papai Noel, a quem crianças pedem de brinquedos a cestas básicas. Graças à generosidade e dedicação de alguns voluntários, os pedidos não vão para a lata de lixo. Muito pelo contrário. Grande parte dessas crianças recebe seus presentes em casa. É o projeto Adote uma Cartinha e Faça uma Criança Carente Feliz, promovido pelos Correios, que desde o dia 17 de novembro recebe as cartas de crianças endereçadas ao bom velinho com um objetivo: que a solidariedade consiga atender alguns desses esperançosos pedidos. A idéia é contribuir com um natal mais feliz para inúmeras crianças carentes do país e ainda incentivá-las a escrever e acreditar em seus sonhos. O projeto existe há mais de 20 anos. Começou com uma iniciativa dos funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), que ao receber muitas cartas destinadas a Papai Noel, comoveram-se com o conteúdo e decidiram atender, eles mesmos, aos pedidos das crianças. Em 1997, a ação transformou-se em projeto coorporativo e desde então é desenvolvido nas 28 diretorias regionais da empresa. Além dos funcionários dos Correios, qualquer pessoa ou empresa pode participar e adotar esses pedidos. Para adotar uma carta é preciso ir a uma agência, comprar o que a criança pediu e depois despachar o presente no mesmo lugar. As cartinhas passam por uma triagem e a equipe da empresa dá preferência às cartas de crianças de bairros carentes. Os presentes mais pedidos nas cartas são bonecas, bicicletas, material escolar, bolas, roupas e cestas básicas. O analista tributário Luís Carlos Pankoski achou incrível a oportunidade de ser Papai Noel por um dia. No ano passado, ele aderiu ao programa e doou um patinete. "As crianças ficam ansiosas, e para elas é uma alegria receber presente de Papai Noel. Eu mesmo acreditava", afirma. Fonte: Folha Online / EcoDesenvolvimento / Globo.com
Escrito por Julia Lordello às 17h23
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Voluntários oferecem café da manhã em hospital de Vitória  A idéia de visitar o hospital não costuma ser das mais agradáveis. Até porque quem vai ao hospital está doente, ou está acompanhando um paciente, o que também não é uma tarefa fácil. E ainda existe um grande número de pessoas que vem de longe, são pessoas que precisam sair muito cedo de casa para conseguir atendimento. Pensando em ajudar e trazer um pouco mais de tranqüilidade para essas pessoas, um grupo de voluntários decidiu fazer uma simples ação no Hospital das Clínicas de Vitória (ES): oferecer café da manhã. O trabalho começa antes das 6h. A rotina de receber o pão, cortar, passar manteiga, embalar, preparar o café e ferver o leite é feito por empresárias, professores, costureiras e outras pessoas comuns que antes de irem para o trabalho doam um pouco do seu tempo para ajudar o outro. Com muita boa vontade e sensibilidade, eles servem todas as pessoas que fazem fila no refeitório do hospital. "É muito bom. Muitas vezes a gente não tem dinheiro para comprar um lanche", diz uma das beneficiadas. A idéia de oferecer café com leite e pão para os pacientes veio da voluntária Polyana Campos. Os pais dela ficaram mais de um ano internados no hospital e ela percebeu que só os doentes recebiam lanche. Os acompanhantes muitas vezes ficavam o dia inteiro sem ter nada para comer. Decidida a mudar isso, se uniu a alguns amigos e criou o projeto. Hoje, o grupo consegue oferecer mil pães e muitas garrafas de café com leite todos os dias. “É simplesmente um ato de coração, um trabalho de amor ao próximo”, afirma Polyana. Fonte: Jornal Hoje / Globo.com / Revista Vida Natural e Equilíbrio
Escrito por Julia Lordello às 23h20
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Pequena gigante  Uma vida dedicada a cuidar e proteger os elefantes. É essa a história de Sangduen Chailert, uma mulher que pesa 43 quilos e mede apenas 1,55 metros de altura, mas vive entre gigantes no norte da Tailândia. Sangduen, que é mais conhecida como Lek – ou “pequenina” em tai, é uma heroína: cuida de elefantes que foram maltratados ao longo da vida, já salvou centenas deles e está conseguindo transformar a maneira de tratar esses animais na Ásia, para que eles não entrem na lista dos animais em extinção. A tailandesa nasceu há 46 anos em uma tribo pequena na montanha, e seu amor pelos gigantes chegou quando menina. Seu pai ganhou um filhote como pagamento por ter salvo a vida de um homem. Cresceu junto com o Ouro Puro – seu nome – e desenvolveu um amor pelo bicho de “inteligência assombrosa e surpreendente delicadeza”, como diz Lek. Rapidamente percebeu os abusos que os bichos sofrem – não só na Tailândia, mas em toda a Ásia. Criou o Jumbo Express, ambulâncias que resgatam e levam veterinários até elefantes machucados em vilas remotas. E, através de sua campanha, recebeu muitas doações para comprar um terreno e criar um centro de reabilitação dos elefantes em 1995, e mais tarde um abrigo na floresta para levar os elefantes já recuperados dos maus tratos. Foi assim que nasceu o Parque Natural dos Elefantes, onde mais de 30 gigantes acinzentados andam livres lentamente em uma enorme área verde. Além de cuidar dos paquidermes, o parque é uma ótima maneira que Lek encontrou de conscientizar as pessoas da importância de proteger os animais e aproximá-las carinhosamente dos gigantes. Lá, turistas do mundo inteiro se transformam em voluntários, conhecendo, alimentando e até dando banho nos elefantes. Ao cuidar, as pessoas aprendem sobre os animais, ajudam o projeto de conservação e passam a respeitá-los. Assim, o parque cumpre uma dupla função – protege os elefantes e educa tailandeses e turistas para um tratamento mais digno aos animais. Por causa do seu trabalho, em 2005 a revista americana Time nomeou Lek heroína do ano na Ásia. Mesmo pequena, Lek faz uma grande, uma enorme diferença. Fonte: Revista Vida Simples / Revista Selecciones / Broken Fortune Cookie Lost in Translation
Escrito por Julia Lordello às 15h12
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Casas de bambu

A idéia do Instituto de Desenvolvimento Comunitário Sustentável - INCOMUN era produzir casas populares baratas, bonitas, confortáveis, duráveis e ambientalmente sustentáveis. Depois de muita pesquisa, a solução encontrada foi a utilização de bambu. O bambu cresce com facilidade, é resistente, flexível e abundante no Brasil e tem mil utilidades. Pode ser transformado, por exemplo, em papel, fibras e utilizado como matéria-prima na construção civil. No atual contexto mundial, em que o desenvolvimento sustentável não é mais uma opção, e, sim, uma necessidade, o bambu foi redescoberto como recurso de baixo custo, renovável e não poluente. Por isso, ele tem tudo para se firmar como alternativa à madeira e contribuir para uma arquitetura mais sustentável. O instituto já conseguiu construir alguns protótipos em Aracaju (SE), que custaram 48% menos que uma moradia convencional com as mesmas dimensões. Agora, o Incomun quer espalhar essa construção sustentável pelo Brasil. Enquanto isso não acontece, o grupo sai por aí dando workshops, palestras e ensinando as pessoas como pode ser simples e ecológico construir casas de bambu. “Demonstramos que uma casa de bambu pode ser construída pela metade do preço de uma construção convencional, e que a tecnologia é simples, tendo assim uma grande função em comunidades pobres. É um projeto de fato sustentável”, afirma Ricardo Nunes, arquiteto e idealizador do Incomun. Fonte: Orbitas / Revista Arquitetura e Construção / Planeta Sustentável / Folha do Paraná
Escrito por Julia Lordello às 23h27
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Pintando e bordando novas oportunidades

De donas de casa a microempresárias. Foi essa a transformação que aconteceu na vida de 12 moradoras de comunidades carentes de Santa Teresa, no Rio de Janeiro. Tudo começou em 2006, por uma iniciativa da Instituição Marquês de Salamanca, que começou a dar aulas de artesanato às mães de crianças da creche mantida pelo grupo. A idéia era criar um projeto social voltado para mulheres sem condições de sustentar as suas famílias. Com o projeto, o instituto pretendia disseminar cultura, fortalecer a auto-estima e capacitar profissionalmente essas mulheres para o mercado de trabalho. "No início elas pintavam panos de prato e sabonetes. Todas participavam do projeto com freqüência assídua, levavam a sério, passavam o dia trabalhando, conversando sobre o assunto, queriam mais informação", conta Mônica Iglesias, coordenadora do grupo. O projeto deu tão certo que além de melhorar a qualidade de vida e a auto-estima delas, foi criada a marca Toque de Mão. A idéia surgiu das próprias artesãs que conseguiram colocar em prática as aulas e transformaram o conhecimento adquirido em produtos artesanais originais. Todos os produtos são inspirados nas obras de grandes pintores brasileiros como Cândido Portinari, Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti. A obra de cada um deles se transforma em inspiração para a criação de capas de almofadas e bolsas. “As pessoas ficam muito admiradas porque sabem que o grupo não tem formação em artes plásticas, em bordado. Todo mundo aprendeu junto. É para confirmar que potencial todo mundo tem. Basta desenvolver”, comenta. Valdete das Neves é uma das artesãs do grupo. O projeto fez uma grande diferença na vida dela. Antes, mal sabia costurar. Agora, ela pinta, costura, borda e ainda ganha dinheiro com a sua arte. "A idéia era ajudar essas mulheres a se sentirem úteis, mas acabou se transformando em fonte de renda séria. O trabalho mudou as vidas delas. Além do apoio psicoterápico, hoje elas são mulheres seguras e com uma profissão", afirma Mônica. Fonte: Bom dia Brasil / O Globo / Bolsa de Mulher
Escrito por Julia Lordello às 22h13
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RESUMO DA ÚLTIMA SEMANA Mudança à vista!

Você já reparou como os nossos valores estão mudando? Uma grande parte da população parece estar mais consciente, respeitando o meio ambiente, tentando aderir a atitudes mais sustentáveis. Outro dia meu médico me disse que recusa as sacolinhas plásticas quando vai à farmácia ou ao jornaleiro. Achei fantástico. Parece pequeno, mas não é. Imagine se cada pessoa no mundo resolvesse aderir a pelo menos uma atitude sustentável? E acho que é isso que está começando a acontecer. Cada vez mais pessoas comuns, que não são ambientalistas nem grandes entendedores do assunto, estão começando a entender que pequenas atitudes feitas por um grande número de pessoas podem fazer uma grande diferença. São pessoas que ainda demoram no banho mas já reciclam o lixo, ou ainda não usam sacola retornável mas dão preferência a alimentos orgânicos. Enfim, pessoas que estão aprendendo a ter escolhas mais conscientes. E esse é um ótimo começo. Algumas notícias dessa semana me fizeram pensar sobre isso. O grupo de percussão Drum-Lata, formado por alunos de Barra Mansa (RJ), que transforma materiais que iriam para o lixo, como latas, baldes e tubos de PVC, em instrumentos musicais. O projeto Rifiuto con Affetto (rejeitado com afeto), criado por estudantes de design em Veneza, que transformou contêineres de lixo em vitrines, colocando prateleiras internas e portas transparentes na parte da frente para deixar tudo à vista. Lá dentro são deixados objetos que ficam à disposição de quem passa pelas ruas da cidade e ganham uma segunda chance ao serem escolhidos por alguém. A idéia do projeto é mostrar que nem tudo o que se joga fora é lixo. O casal que resolveu celebrar seu casamento de uma maneira bem mais sustentável: sobre bicicletas. Vestidos a caráter, Willian Cruz e Priscila Teixeira encontraram os padrinhos e outros amigos na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, e seguiram todos de bicicleta até o cartório onde foi realizado o casamento civil.
E o grande número de pais que está descobrindo uma maneira simples e sustentável de prolongar a vida útil das roupinhas, objetos e móveis de seus filhos: a troca. As crianças crescem tão rápido que, muitas vezes, as roupas e objetos que não tem mais utilidade ainda estão praticamente novos. Por isso, muitas pessoas estão doando ou trocando com outros pais esses produtos. Não precisa fazer coisas muito complicadas para começar a mudar o mundo e cuidar do meio ambiente. As pequenas ações do dia-a-dia contam muito. Comece com uma atitude. Recuse sacolas plásticas, recicle o lixo ou simplesmente plante uma árvore. Depois, você vai entender o bem que isso vai fazer para você e para o planeta. E aí, é só começar a aumentar a lista de ações verdes. Pense nisso. Um abraço e uma excelente semana para todos nós!

Para ouvir essa música clique aqui: http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/cdcapa.php?artista=Lulu-Santos-&album=Lulu-Acustico&codcd=004922-0
Escrito por Julia Lordello às 23h52
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De filho para filho  Você não sabe o que fazer com as roupas que já não servem para os seus filhos? Ou não tem mais onde colocar os móveis e brinquedos que já não tem mais função para eles? Pois saiba que já existe um grande número de pessoas que está transformando esse problema em solução. São pais que descobriram uma maneira simples e sustentável de prolongar a vida útil das roupinhas, objetos e móveis de seus filhos: a troca. As crianças crescem tão rápido que, muitas vezes, as roupas e objetos que não cabem ou não tem mais utilidade ainda estão praticamente novos. Doar ou trocar esses produtos com outros pais faz com que as peças tenham muito mais vida pela frente, reduzindo assim a quantidade de resíduos no mundo. A jornalista Márcia Cunha, 45 anos, orgulha-se ao dizer que, quando a filha Teresa era bebê, comprou pouquíssimas roupas para ela. “Desde que ela nasceu, ganhava roupinhas dos amigos que tinham filhos mais velhos, e isso se tornou um hábito”. Claro que Márcia manteve a corrente de doações e, quando sua filha deixava de usar algumas peças, estas já eram passadas para outras pessoas. “Doei todas as roupinhas da Teresa, fiquei com uma ou outra peça, só para guardar de lembrança”, conta. Para ela, essa atitude é óbvia e econômica, e ela nem pensava e agir de forma diferente. Criada numa família com quatro irmãos, bem próxima a cinco primas mais velhas, o reaproveitamento de roupas foi uma constante em sua vida. Na sua casa, tenta manter esse espírito de reutilização. O berço usado por Teresa já tinha sido de quatro crianças antes dela. Hoje, o móvel está em outra casa, acompanhando o sono de mais uma criança. Quando teve a filha Luiza, hoje com 4 anos, a radialista Mariana Tinoco, 37 anos, recebeu uma oferta de uma amiga: ela tinha uma menina mais velha em casa e muitas roupinhas que deixaram de ser usadas.
“Essa amiga me deu a idéia e eu adorei. Nem havia pensando nisso, mas aceitei o empréstimo. Depois que as peças deixavam de servir, eu devolvia, para que outras pessoas pudessem ser beneficiadas”, lembra. Com o tempo, passou a emprestar ou doar também os objetos que comprava. “Receber e doar é muito melhor do que gastar dinheiro ou jogar as peças fora. E a roupa ainda vem com uma energia ótima, pois foi comprada pela mãe com todo o carinho para a filha usar. Quer coisa melhor do que isso?”. Para Heloisa Torres, Gerente de Operações do Instituto Akatu, que promove o consumo consciente, a troca e a doação de roupinhas e objetos mostra como é possível de forma simples adotar atitudes mais sustentáveis. “É uma questão de consciência e de criatividade. Sempre é possível estender a vida útil de muitos objetos e roupas que temos em casa. E, no caso das roupinhas e acessórios de crianças, há um componente especial: são trocas e doações feitas com muito carinho”, afirma Heloisa. Fonte: Revista Crescer / Instituto Akatu / Gazeta do Povo
Escrito por Julia Lordello às 23h51
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Rumo ao altar, de bike  Sem igreja nem tapete vermelho. Mesmo assim uma entrada triunfal, em plena Avenida Paulista (SP). Willian Cruz e Priscila Teixeira resolveram celebrar seu casamento de uma maneira diferente e bem mais sustentável: sobre bicicletas. Os noivos não pediram presentes para os convidados – a única exigência era ir ao casamento de bike. Ninguém reclamou da idéia original. Para quem não tinha uma, eles indicaram lugares acessíveis para alugar. Vestido a caráter, o casal encontrou os padrinhos e outros amigos na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, e seguiram todos de bicicleta até o cartório do Jabaquara, na Zona Sul, onde foi realizado o casamento civil. Juntos, percorreram oito quilômetros. Tudo para mostrar como pode ser simples e divertido ter uma vida mais verde e sustentável. “Eu uso a bicicleta como meio de transporte para tudo, e aí foi até uma idéia dela. Ela disse: “então vamos para o cartório de bicicleta”. Também é uma forma de manifestação, para mostrar que dá para fazer outras coisas de bicicleta além de dar uma volta no parque. Dá até para casar. Não precisa chegar ao casamento de carro”, afirmou o analista de sistemas Willian Cruz. Até quem não foi convidado, participou. Quem passava pelas ruas na hora do casamento ecologicamente correto desejou sorte para o casal e teve até pedestres aplaudindo. “Eles estão de parabéns, é um exemplo”, disse uma paulistana. Além do tradicional vestido de noiva, a bicicletada teve direito a espumante, chuva de arroz e de pétalas de rosas, e ainda placas e faixas afixadas nas bicicletas e no espaço público com dizeres para lá de românticos e ecológicos, como “Para o meu amor passar”, "Menor motor e mais amor!" e “Unidos pela bike”. Fonte: Globo.com / SPTV / Blog Planeta Sustentável / TreeHugger / EcoDesenvolvimento
Escrito por Julia Lordello às 16h59
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Não jogue fora  Nem tudo o que se joga fora é lixo: muitas coisas que descartamos por falta de uso ou de espaço ainda podem ser utilizadas. Pensando nisso, três estudantes de design em Veneza criaram o projeto Rifiuto con Affetto (rejeitado com afeto). Elas modificaram um contêiner de lixo comum colocando prateleiras internas e duas portas transparentes na parte da frente para deixar tudo à vista, como numa vitrine. Lá dentro são deixados objetos, roupas, sapatos que ficam à disposição de quem passa e ganham uma segunda chance ao serem escolhidos por alguém. “O objetivo do projeto é estimular uma reflexão individual sobre o desperdício, fazer com que as pessoas pensem se acumulam objetos por necessidade ou por imposição da indústria”, afirma Roberta Bruzzechesse, uma das criadoras do Rifiuto con Affetto. Já houve quem encontrasse uma impressora em ótimo estado e quem levasse para casa um belo par de botas. “A gente quer que as pessoas entendam que esses objetos que elas jogam no lixo podem ter uma segunda vida e que é importante cada um de nós ajudar a reduzir os resíduos em geral”, diz Roberta. Os contêineres foram colocados em vários pontos de Veneza, e a população recebeu instruções de como usá-los. A idéia agora é que o projeto cresça e essas vitrines se espalhem por toda a cidade e, quem sabe, pela Itália. Enquanto a idéia não pinta por aqui, você pode refletir sobre o que anda jogando fora. Será mesmo que não pode interessar a alguém? Fonte: Revista Vida Simples / Tafter
Escrito por Julia Lordello às 20h56
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Capa ecologicamente correta para iPhone e iPod  A empresa norte-americana Vers está lançando no mercado capinhas para iPhone e iPod feitas com madeira sustentável. Para isso, a companhia firmou um convênio com instituições ambientais, como The Arbor Day Foundation e U.S. Forestry Service, para assegurar que a cada árvore usada para fabricar os pequenos suportes de madeira sejam replantadas outras 100, em um esforço para reflorestar parques destruídos por queimadas e outros desastres naturais nos Estados Unidos. Além de ser renovável, a madeira é um material resistente, o que torna o produto ainda mais sustentável. Isso porque os iPhones e iPods ficam mais protegidos e, consequentemente, duram mais. E quanto maior a vida útil de um produto, menor será o impacto ao meio ambiente. “Estamos empolgados em oferecer um produto que vai além do conceito de sustentabilidade, ajudando a restaurar o meio ambiente. Nós somos grandes incentivadores do uso artesanal e sustentável da madeira para a confecção destes produtos, que os tornam únicos e muito resistentes”, afirma David Laituri, designer e co-fundador da Vers. Os produtos são oferecidos nas opções imbuia, cerejeira e bambu. Fonte: Blog da Globo Rural / TreeHugger
Escrito por Julia Lordello às 20h39
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