Um atalho virtual para o reencontro  O publicitário santista Stylianos Mandis Junior, de 35 anos, é uma espécie de anjo da guarda da internet. Criador do maior cadastro eletrônico de desaparecidos do país, ele tem sob seus cuidados o perfil de 26.017 brasileiros. Nele constam o nome, características físicas e onde cada um dos desaparecidos foi visto pela última vez. O site Desapareceu.org, criado voluntariamente por Mandis, já conseguiu reunir centenas de famílias. “Já conseguimos localizar por meio do site 1.500 pessoas, mas acredito que esse número seja ainda maior já que existem famílias que se encontram e não informam no cadastro. É inspirador. Quero que cada vez mais famílias se reencontrem”, diz ele. Tudo é feito de forma simples: basta preencher uma ficha com os dados da pessoa desaparecida e deixar um e-mail para contato. O cadastro fica on-line 24 horas e recebe mensagens. As pistas surgem dos internautas, gente que visita o site apenas por curiosidade. Mandis também tem a ajuda de voluntários que dedicam parte de seu tempo à busca de desaparecidos. Há sete anos, quando criou o site, ele sabia pouco de programação, mas o suficiente para criar um banco de dados público e gratuito de pessoas desaparecidas. Em pouco tempo, ele tinha em suas mãos o maior cadastro desse tipo do país. Foi aí que as histórias de reencontro começaram a surgir. A brasileira Cleonice da Cunha, de 45 anos, que mora em Nova Jersey, nos Estados Unidos, é um exemplo disso. Ela conseguiu localizar o pai em Rio Grande da Serra, região metropolitana de São Paulo, através do site. Eles não se viam havia 40 anos. O reencontro aconteceu há cinco anos. “Um pedacinho de mim está completo agora. Tinha um elo perdido na minha vida, que agora eu consegui completar. O Mandis é meu anjo’’, conta, emocionada, Nice. Fonte: Revista Época / A Tribuna / SRZD / Ação
Escrito por Julia Lordello às 11h57
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Para recarregar o celular é só pedalar  Que tal carregar o seu celular enquanto pedala em sua bicicleta? Essa é a proposta do Nokia Bicycle Charger Kit, um aparelho ecologicamente correto criado pela Nokia que recarrega a bateria do celular usando a energia cinética da bicicleta. A idéia é economizar energia, incentivar as pessoas a ter atitudes mais sustentáveis, como andar de bicicleta, e ainda levar energia limpa para lugares que tem a bicicleta como meio de transporte comum e que muitas vezes não tem acesso a eletricidade. O processo é simples: basta pedalar que o dínamo entra em contato com o pneu e gera energia suficiente para recarregar as baterias do telefone. O dínamo é um pequeno aparelho constituído por um eixo móvel, um imã e uma bobina. É o movimento de rotação da roda, ou da correia, que transfere energia para o eixo do dínamo, gerando eletricidade. O recarregador começa a funcionar quando a bicicleta atinge 6km/h e o tempo de recarga varia de acordo com a disposição do ciclista e o telefone. Segundo a Nokia, 10 minutos de pedalada produzem energia suficiente para quase meia hora de conversa ou mais de 30 horas em standby. O kit é emborrachado e resistente a umidade e poeira, compatível com qualquer celular da Nokia com um carregador de tomada de 2mm e pode ser removido ou recolocado facilmente. A idéia é que o ciclista possa usar o aparelho de forma simples e por muito tempo. Fonte: O Dia / EcoDesenvolvimento / Folha Online / Globo.com
Escrito por Julia Lordello às 23h48
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Faxineiro devolve US$ 50 mil esquecidos em quarto de hotel  Khan, de 51 anos, é uma pessoa comum que trabalha há 20 anos como faxineiro. Mas em pouco tempo ficou conhecido no mundo inteiro por um simples gesto. O faxineiro estava limpando um quarto no hotel que trabalha, no Paquistão, quando encontrou US$ 50 mil em dinheiro vivo. O dinheiro era de um trabalhador japonês que ficou hospedado no quarto e acabou perdendo a quantia. Khan, que ganha o equivalente a pouco mais de R$ 400 por mês e tem cinco filhos, não teve dúvidas e devolveu todo dinheiro ao dono. “Os tempos são difíceis para todos, mas isso não significa que nós deveríamos tomar coisas que não nos pertencem. Nunca pensei em ficar com o dinheiro. É o meu dever como ser humano e como profissional”, afirma ele. O gerente do hotel, Rajid Uddin, disse que houve outros casos parecidos onde itens perdidos foram devolvidos, mas nunca nessa magnitude e que o hóspede ficou aliviado quando o dinheiro foi encontrado. “O hóspede estava naturalmente muito preocupado já que não conseguia descobrir onde havia perdido o dinheiro. A atitude de Khan foi maravilhosa. Temos que ter muito orgulho de pessoas como ele”, afirma Rajid. Khan recebeu um prêmio do hotel pela sua honestidade e foi convidado pelo governador para uma cerimônia em sua homenagem. Fonte: BBC Brasil / Folha Online / Estadão / The Nation
Escrito por Julia Lordello às 23h16
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12 de Julho Garota de 11 anos doa desenhos que faz para ajudar a recuperar o Golfo do México  Uma garota de 11 anos disposta a ajudar. É assim que a jovem Olivia Bouler se apresenta aos que querem saber mais sobre a iniciativa que criou voluntariamente para ajudar a recuperar o Golfo do México. Inconformada com os danos ambientais causados pelo vazamento de petróleo na região, a pequena artista teve uma idéia: decidiu doar os próprios desenhos que faz para todas as pessoas que doam algum dinheiro para colaborar com a recuperação da área afetada pelo acidente. “Quando soube o que tinha acontecido na região, Olivia imediatamente compreendeu o risco que os animais estavam correndo. Ela chorou e ficou muito preocupada com os pássaros e outros bichinhos. Então tivemos uma conversa em família sobre o que poderíamos fazer para ajudar e ela teve a idéia de escrever uma carta para a National Audubon Society oferecendo seu talento como artista. Estamos muito orgulhosos”, conta a mãe da jovem. A organização sem fins lucrativos, criada com o objetivo de conservar e restaurar ambientes naturais (com foco em aves), abraçou a causa. Em pouco tempo, a iniciativa virou um sucesso. Olivia já ajudou a levantar US$ 165 mil com suas ilustrações. O êxito foi tanto que a AOL criou para ela um site dentro do portal e doou US$ 25 mil em nome da menina para a ONG. Tudo é feito de forma simples: a própria AOL se encarrega de enviar os desenhos pelo correio para os doadores que procuram o site criado para a menina. Basta mandar um email com o protocolo da doação e o endereço. Os desenhos feitos por Olivia são baseados no amor que ela sente pelos pássaros e nas próprias lembranças dela, que costumava passar férias na casa dos avós em Orange Beach, no Alabama, local próximo ao acidente. “Eu sempre me interessei por animais, principalmente pássaros. Quero muito ajudá-los. Espero que as pessoas olhem meus desenhos e percebam como as aves são bonitas, importantes e como precisamos preservá-las”, afirma a menina. Fonte: Estadão / EcoDesenvolvimento / VOANews / CNN
Escrito por Julia Lordello às 23h14
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RESUMO DA ÚLTIMA SEMANA Divida seu tesouro
 Todo mundo tem alguma habilidade, talento ou conhecimento que aprendeu. Pode ser costurar, restaurar um móvel ou simplesmente ler e escrever. Então, que tal usar esse talento para mudar o mundo? Não é preciso grandes revoluções para isso. É só ensinar o que você sabe a outra pessoa de forma amorosa, com delicadeza, paciência e respeito. Passe adiante o seu conhecimento para o outro, que esse outro irá passar para outro, que irá passar para outro. E assim, você vai formar uma grande corrente de conhecimento. Duas notícias dessa semana foram exemplos de pessoas que decidiram oferecer seus conhecimentos para outras pessoas. O climatologista Dario Schworer e sua esposa, a enfermeira Sabine, que há 7 anos decidiram viajar pelo mundo para ensinar e aprender atitudes sustentáveis e espalhar respeito e amor pela natureza. O casal já visitou 47 países e não pretende parar tão cedo. E a artista chilena Marcela Muñoz, que criou o projeto Solidariedade com Arte para ensinar a arte do mosaico para meninos carentes de São Paulo. Ensinar é uma arte feita de gentileza e muita generosidade, que nos ajuda a lembrar que não estamos sozinhos no universo. Para crescer, precisamos compartilhar. Não espere uma oportunidade para dividir o que você sabe. Ensine um funcionário do seu prédio a ler e escrever, empreste livros para os filhos da sua secretária para incentivar o gosto pela leitura, ensine um amigo a consertar um aparelho eletrônico. O conhecimento é um tesouro que a gente tem que ninguém pode roubar. Divida esse tesouro com os outros. Um abraço e até semana que vem!
Escrito por Julia Lordello às 23h43
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O lugar mais lindo do mundo  “Esse é o lugar mais lindo do mundo”. É assim que a agricultora Marilda Rieg descreve o lugar onde vive, no interior do estado de Santa Catarina. E não é só ela que acha isso. A maior parte dos agricultores da região tem muito orgulho de seu trabalho e de suas terras. Esse sentimento de alegria e orgulho se deve muito ao trabalho da ONG Acolhida na Colônia, que já conseguiu transformar a vida de 180 famílias e de outras tantas que se beneficiam indiretamente com o projeto. A idéia é simples: valorizar o modo de vida no campo através do agroturismo e conseguir uma renda alternativa para uma comunidade de proprietários rurais conseguir se manter em suas casas. Tudo de forma sustentável. Antes do projeto, eles tinham que deixar tudo para ir para as cidades em busca da sobrevivência. Agora, eles podem continuar trabalhando na terra porque existe uma alternativa, criada por uma jovem que nem sequer conhecia a vida no campo. Thaise Guzzatti sempre teve uma vida de privilégios e gostava dela. Para se formar em agronomia, teve que estagiar no campo. Foi quando a moça fútil percebeu o sofrimento de quem vive da terra. “Era impossível passar por uma experiência como aquela sem que algo mudasse em mim. Foi uma vivência decisiva para a minha vida”, conta. Foi aí que Thaise teve uma idéia para mudar a vida dessas pessoas: transformar aquelas propriedades em atrações turísticas. Assim nasceu a ONG que promove um turismo diferente, em que os agricultores abrem suas casas e oferecem hospedagens simples e aconchegantes com direito a conversas na beira do fogão à lenha. A proposta é que os visitantes possam conhecer um pouco da cultura, da história e do dia-a-dia de quem vive no campo. Hoje, graças ao trabalho da ONG, esses agricultores não precisam mais deixar suas casas. Os jovens da região não sonham mais com a cidade grande. Eles querem ficar, continuar e ampliar. Fonte: Brasileiros / Diário Catarinense / Revista Vida Simples / Época
Escrito por Julia Lordello às 23h04
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Juntando os cacos  Tirar meninos carentes das ruas de São Paulo para iniciá-los na arte do mosaico e prepará-los para o mercado de trabalho. É esse o objetivo do projeto Solidariedade com Arte, criado há 7 anos pela artista chilena Marcela Muñoz. Graças à iniciativa, mais de 300 garotos já aprenderam técnicas de pintura, quebra, queima (fusing), colagem e rejunte de pastilhas de vidro em peças de decoração. A idéia do projeto é elevar a auto-estima e a confiança desses jovens, educar e formar bons profissionais. Tudo começou quando Marcela foi contratada para dar um curso de capacitação em mosaico para os meninos do projeto O Futuro em Nossas Mãos, mantido pelo Grupo Votorantim e pela BM&F. A artista ficou encantada com a possibilidade de ensinar a sua arte para quem precisa e, mais ainda, percebeu que essa poderia ser uma ótima forma de ajudar a transformar a vida de jovens em situação de risco. “Quando terminou o curso, os garotos me olharam e disseram: e agora? Levei-os, então, para meu ateliê. Para ter trabalho que gerasse renda para eles, propus brindes de fim de ano à Votorantim e a empresa encomendou dez mil relógios de parede. Assim tudo começou”, conta. Com a criação do projeto social, Marcela abriu as portas para meninos de rua, desocupados e ex-presidiários. Conseguiu parcerias com indústrias que doam materiais: ferramentas, tintas, tubos de cola e refugo de vidros. E passou a receber pedidos de brindes e de peças para serem vendidas. Além dos aprendizes, que ganham ajuda de custo de R$ 150 por mês, ela emprega 17 jovens de 18 a 30 anos na Oficina Pedacinhos de Arte, que fica na Vila Mariana, com piso salarial de R$ 724. Depois de treinados, muitos vão trabalhar em grandes empresas ou montam ateliê próprio. “O projeto me deu uma oportunidade que jamais esperava. Por diversas vezes estive diante de cair na criminalidade, mas hoje eu posso dizer que tenho uma profissão, mais do que isso, posso dizer que sou um artista, pois o que eu faço é arte e tenho muito orgulho disso”, afirma um dos alunos do projeto. Fonte: Casa e Jardim / Sentidos / Pedacinhos de Arte
Escrito por Julia Lordello às 21h34
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Retrospectiva Uma viela recuperada
 Morador de uma casa alugada no bairro do Butantã, o revisor José Américo Justo enfrentava um problema com a viela que margeia sua casa. A ruazinha malcuidada estava sempre com o mato alto e o chão enlameado. Há três anos, José decidiu mudar isso. Contratou uma equipe, pediu para retirar o mato e cobriu a rua com brita e cascalhos. Depois, plantou árvores frutíferas e floríferas - como romã, acerola, carambola, manacá, ipê -, flores e ervas, e passou a cuidar do local. O que era um lugar sujo e degradado se transformou em um belo jardim para todos. “Cuidar do que está além da porta da nossa casa é um gesto de delicadeza com o lugar onde vivemos. Na viela que recuperei, flores e frutas brotam, atraindo passarinhos e borboletas, tão difíceis de ver em São Paulo”, afirma José Américo Justo. Imagine o que aconteceria se todas as pessoas resolvessem cuidar dos jardins de seus bairros? Seria, no mínimo, uma bela maneira de deixar as cidades mais humanas, verdes e bonitas. Fonte: Planeta Sustentável / Revista Arquitetura e Construção / Vida Simples
Escrito por Julia Lordello às 23h48
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Artista transforma malotes velhos em bolsas ecológicas  Depois de décadas de trabalho em um banco, o porto-alegrense André Denardin, de 42 anos, percebeu que centenas de malotes iam para o lixo ao atingir o fim de sua vida útil. Há três anos, ele decidiu fazer alguma coisa para mudar essa história: pediu autorização para recolher os malotes, fez aulas de modelagem e costura no Senai e comprou uma máquina. Foi assim que nasceu a viaeco (www.elo7.com.br/viaeco), uma marca de bolsas sustentáveis feitas com malotes velhos e outros materiais reaproveitados. Só no banco em que trabalha são aproximadamente 400 malotes girando para lá e para cá. Cada um dura entre cinco e oito anos. Imagine a quantidade de malotes que são descartados todos os anos no Brasil inteiro. A preocupação com o meio ambiente está presente em todas as etapas de criação do artista, que não largou o trabalho no banco e usa todas as horas livres para criar. Ele usa um reservatório de água da chuva para lavar os tecidos, manda as encomendas de suas bolsas em caixas reaproveitadas e ainda compra o restante dos materiais necessários para a criação em empresas que também têm como filosofia a preservação ambiental, como botões de fibra de coco e rebites e ferragens de baixo impacto ambiental. “Vivemos num tempo em que se abandonam objetos usados. Devemos ter um olhar diferente. Dar nova vida a eles. A moda também tem seu papel na reorganização do planeta”, afirma André. Fonte: Zero Hora / Blog Ar Puro / Revista Terra da Gente / Elo7
Escrito por Julia Lordello às 21h47
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Família suíça viaja o mundo trocando experiências sustentáveis  Há 7 anos, o guia de montanha e climatologista Dario Schworer e sua esposa, a enfermeira Sabine Schworer, decidiram abandonar a vida que levavam e viajar pelo mundo utilizando, apenas, meios de transportes não-poluentes, como bicicleta e um barco a vela. Foi assim que o casal de apaixonados pela natureza começou uma incrível viagem pelos sete continentes do planeta. A idéia dos dois é trocar dicas sobre sustentabilidade com os moradores locais e espalhar respeito e amor pela natureza. O casal vive essa aventura desde 2003, já teve três filhos durante esse tempo e, mesmo assim, não pretende parar tão cedo. Segundo Dario, eles continuarão até percorrer todos os países do mundo e os filhos irão junto com eles até o final. Até agora, os Schworer estiveram em 47 países e colecionam uma porção de ensinamentos sustentáveis que adquiriram nos lugares por onde passaram. No Equador, por exemplo, eles ensinaram a comunidade de Chimborazo – que vive em uma área onde o derretimento das geleiras poluiu os aqüíferos e traz problemas de abastecimento para a população – a purificar a água a partir dos raios ultravioleta do sol. Já no Caribe, aprenderam com um nativo a construir uma casa sobre o mar com garrafas PET e, tempos depois, transmitiram o ensinamento a uma comunidade chilena. Além de aprender e ensinar atitudes sustentáveis, a família Schworer faz questão de visitar escolas locais para conversar com as crianças e, também, recolhe o lixo que encontra no chão, em todos os locais que visita. Até agora, os viajantes acreditam ter coletado cerca de 22 toneladas de resíduos. “Grandes feitos podem ser alcançados em plena harmonia com a natureza. É possível todos nós termos uma vida mais sustentável”, afirma o casal. Fonte: Blog Planeta Sustentável / Estadão / CNN / Boas Notícias
Escrito por Julia Lordello às 20h08
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Me leva?  Se você quer a companhia de um cão ou um gato, que tal adotar um vira-lata ao invés de comprar um de raça? Muitos cães e gatos são abandonados ou simplesmente já nasceram nas ruas e vivem por aí, com fome, sujeitos a doenças e maus-tratos. Pensando em dar um lar a esses bichinhos, já existem muitas ONGs e grupos de proteção que recolhem os animais das sarjetas para serem tratados, vacinados e muito bem cuidados, prontos para receber um dono-amigo. Um exemplo disso é a ONG Vira-Lata é 10. A idéia do grupo é mostrar como os vira-latas podem ser excelentes companheiros e encontrar uma família amorosa para cada um dos bichinhos que moram no abrigo da instituição. "Animais domésticos são valiosos pela companhia e pelo carinho, que independem de raça ou pedigree. Acredito que as pessoas estão mais conscientes, às vezes levam até cães velhinhos e com deficiência física. Pensam: por que vou comprar um cão, se há tantos animais em asilos precisando de uma família?", diz Ana Tancredi, voluntária da ONG. Mesmo quem não tem como cuidar de um animalzinho pode ajudar com contribuições para ração e remédios. "Você escolhe um afilhado, normalmente um cão ou gato mais velho e doente, que dificilmente será adotado, para ser seu padrinho ou madrinha", diz Juliana Bussab, voluntária da ONG Adote um Gatinho. A dona de casa Simara Sukarno, de 52 anos, é um exemplo de quem decidiu transformar a vida dos bichinhos por conta própria. Seu apartamento é o reino das yorkshires Meylin e Belinha e da maltês Taylan. Mas as cadelinhas têm sempre companhia de um "intruso”. O vira-lata Bob, atual convidado, há seis meses vive de patas para o ar. Na refeição tem patê francês, carne moída e legumes refogados. Recebe aulas de agility e ganhou até roupas de inverno. Ela cuida de cada cãozinho vira-lata até encontrar um bom lar que o adote. "Ele só vai sair da minha guarda se eu encontrar o dono certo", afirma Simara. Fonte: Revista Vida Simples / Folha Online / Miaaudote
Escrito por Julia Lordello às 14h45
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Projeto de dança comemora 15 anos com apresentação em comunidade do Rio  O domingo foi de festa para o projeto Dançando Para Não Dançar, que promove aulas de balé clássico para crianças e adolescentes em comunidades de baixa renda do Rio de Janeiro. O cenário não podia ser outro: um domingo de sol com o bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio, ao fundo. Uma laje na comunidade do Cantagalo foi transformada em local de apresentação dos bailarinos do grupo. A platéia ficou encantada. Foi uma comemoração muito especial: o projeto, que surgiu no local, completou 15 anos. De lá pra cá, a iniciativa conseguiu, através da dança, formar não só excelentes bailarinos, mas principalmente bons seres humanos. A idéia do grupo é utilizar a dança para ensinar valores como disciplina, determinação e cidadania, e promover a inclusão social através da arte. “É uma grande vitória. Nesses anos, nós conseguimos cumprir um dos nossos objetivos que é abrir aos moradores de comunidades o acesso à cultura, em especial à dança e à música clássica”, afirma a bailarina Thereza Aguilar, que desde o início está à frente do projeto. Atualmente são quase mil crianças atendidas em 13 comunidades carentes da cidade. Muitos já se profissionalizaram e trabalham até em companhias do exterior. Além da dança, as crianças e os jovens do projeto têm aulas de inglês, alemão, reforço escolar, aulas de informática, assistência médica e acompanhamento com assistente social, psicólogo e fonoaudióloga, inclusive para os familiares. “Com educação e arte é possível resgatar qualquer jovem. Não só a ele, mas as famílias também. Há um compartilhamento. Os familiares acabam voltando aos estudos e se capacitando profissionalmente. Por exemplo, por meio de algumas parcerias, o projeto consegue convites e toda semana pais e filhos vão a espetáculos de dança, ao cinema, a teatro. As famílias passam também a ter uma vida cultural. Elas crescem e se desenvolvem com tudo isso”, conta Thereza. Fonte: RJTV / SRZD / Dançando Para Não Dançar
Escrito por Julia Lordello às 22h03
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RESUMO DA ÚLTIMA SEMANA Acerte a bola
 Vamos reconhecer que, de vez em quando, as coisas na vida ficam difíceis mesmo. Nem sempre temos saúde, grandes amigos, famílias estruturadas, oportunidades. Então, o que fazer nessa hora? Você pode culpar o mundo ou simplesmente entender que a vida nem sempre é fácil, ou melhor, ás vezes é muito difícil, e precisamos aceitar a realidade e partir para a superação. Há um tempo li uma matéria maravilhosa do Eugenio Mussak, na revista Vida Simples, que contou a incrível história de superação do pianista João Carlos Martins. Martins começou a estudar piano aos 8 anos e desenvolveu uma rápida carreira de pianista internacional, dedicando-se à obra de Bach com devoção, a ponto de ser considerado o mais importante intérprete do célebre compositor. Depois de tocar nas principais salas de concerto do mundo, no auge da fama, aos 26 anos, jogando uma partida de futebol com os amigos, caiu sobre o próprio braço e perdeu os movimentos da mão. Para muitos seria o fim, mas não para Martins. Ele passou por cirurgias, sessões dolorosas de fisioterapia e voltou ao piano e às melhores salas de concerto. Mas o destino não ficou satisfeito. Anos depois, em plena atividade, o pianista sofreu um assalto violento na Bulgária que afetou-lhe novamente as mãos. Voltou às salas de cirurgia e de fisioterapia. E o pianista retornou ao piano mais uma vez. Até que, em 2002, a seqüela das lesões venceu e provocou a paralisia definitiva de suas duas mãos. Mas, mais uma vez, Martins se superou e para não se afastar da música passou a estudar regência. Dois anos depois, passou a reger a English Chamber Orchestra, em Londres. A história de Martins é inspiradora e um ótimo exemplo da imensa capacidade que o ser humano tem de superar as adversidades. Algumas notícias dessa semana me fizeram pensar sobre isso. O pescador Léo do Peixe que, ao ver que sua cidade não tinha muitos livros, decidiu separar parte de sua barraca para expor livros que são emprestados gratuitamente à população. A idéia era espalhar o gosto pela leitura. Hoje, ele tem mais de 12 mil livros e quinze pontos de leitura espalhados por Pirapora. O projeto jegue-livro, na comunidade de Auzilândia, que transforma jegues em bibliotecas ambulantes para levar a literatura para regiões que não têm acesso aos livros. O TeleLibras, primeiro jornal brasileiro da internet traduzido para todos os públicos, criado pela fonoaudióloga, mestre e doutora em mídia Cláudia Cotes. O jornal é feito por (e para) deficientes. A idéia é tornar os noticiários de TV acessíveis a todos os deficientes. E a oficina de fotografia que ensina moradores de comunidades carentes a transformar latas em máquinas fotográficas através de uma técnica de fotografia chamada Pin Hole. A idéia é que a fotografia seja acessível para todos e que os moradores tenham um olhar mais humano em relação a sua própria comunidade. Costumo dizer que o que não tem jeito não tem jeito. Não adianta reclamar. Precisamos agir. Ao invés de pensar no problema precisamos pensar na solução. Tem problema que é grande mesmo. Tão grande que a gente se sente pequeno e parece quase impossível acertar a bola na cesta. Mas não desista. Tenha perseverança. Pode demorar, mas um dia a bola entra. Um abraço e uma excelente semana para todos nós!
Escrito por Julia Lordello às 23h40
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Fotografia muda a vida de moradores dos Bultrins  Com uma lata velha reciclada e lançando mão de uma técnica de fotografia chamada Pin Hole (buraco de alfinete, em inglês) é possível ter em mãos uma máquina fotográfica. Com essa pequena descoberta, a vida de jovens em uma comunidade de Vila Esperança, nos Bultrins, em Olinda, Região Metropolitana do Recife, começou a mudar. Tudo porque eles passaram a enxergar a própria comunidade de outra forma. Uma forma mais humana, generosa, cheia de histórias e vida. “Depois que veio esse curso de fotografia, nos ensinou a ter mais amor pela nossa comunidade e respeito com os outros. E agora eu posso falar para a minha mãe que eu sei fazer algo bom, sei fotografar”, revela Odair José, um dos alunos. O curso que Odair se refere é a Mostra e Oficina de Fotografia Criativa, que tem como objetivos aproximar as pessoas da arte de fotografar e promover a inclusão social de comunidades de baixa renda através da fotografia. Na oficina, tudo é feito de forma simples. A idéia é que a fotografia seja acessível para todos. Os alunos recolhem latas descartadas e fazem um furo com um prego. Dentro dela vai uma cartolina preta. Com um pedacinho de alumínio e fita-isolante, é feita a "portinha" para deixar entrar só a quantidade de luz suficiente. A imagem fica gravada em um papel especial que é comprado em lojas de material fotográfico. Depois dos aprendizados, os alunos ainda fizeram uma exposição de suas fotos para mostrar a verdadeira imagem da comunidade onde vivem e chamar atenção para as carências locais. Todos ficaram encantados com o resultado. “É incrível como uma imagem tão bonita pode sair de uma lata”, diz, com orgulho, Cláudio de Souza, aluno do projeto. Fonte: NETV / Globo.com / Vida Real / Atelier Multicultural
Escrito por Julia Lordello às 23h39
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Voluntários ajudam a cuidar dos parques e praças de Nova York  Nesta época do ano, os parques e praças de Nova York ficam lotados de turistas e moradores. É no auge do verão que se percebe como a área verde da cidade é bem cuidada. A começar pelo belíssimo Central Park. E o segredo da boa conservação desse parque é especial: são as pessoas da cidade que cuidam dele voluntariamente. Os moradores literalmente colocam as mãos na terra. São Setecentos grupos, milhares de pessoas que reservam um tempo do dia, da semana, nem que seja do mês, para cuidar do quintal da comunidade. É como se fosse uma obrigação. Cobrança da própria consciência. Eles plantam árvores, recolhem o lixo, cuidam do jardim, fazem doações, campanhas de conscientização ambiental e tudo o que podem para transformar a cidade em um lugar mais verde e agradável para todos. “Aqui encontrei a razão de viver. Eu aprendi a cuidar das coisas, aprendi sobre as plantas, a ver como isso é bom para o parque, para a cidade e para as pessoas”, conta uma das voluntárias. Graças à iniciativa, os passarinhos apareceram, o parque ficou mais limpo, seguro e se encheu de cores. “Se você voltar no tempo para a década de 70, 80, a cidade era péssima, os parques estavam abandonados. Só quando todos começaram a usar os parques como recurso para coisas boas a cidade voltou a ser melhor. É incrível. Tudo mudou”, afirma Jason Schwartz, que também cuida do parque. Fonte: Jornal Hoje / O Eco / Surucuá / Central Park Conservancy
Escrito por Julia Lordello às 23h17
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Retrospectiva Artista transforma lixo marinho em jóias
 Um cesto de roupa quebrado, restos de plástico, tampinhas de garrafa. Para muitos esses materiais são apenas lixo. Mas não para a designer Barbara de Vries. Barbara consegue enxergar arte nesses simples materiais descartados. E mais, consegue com sua arte transformá-los em verdadeiras jóias. É isso o que propõe o seu projeto It’s a Man Made World, que transforma o lixo encontrado na praia em lindos brincos, colares e pulseiras. Com o projeto, ela pretende conscientizar as pessoas quanto a poluição das praias e, principalmente, mudar a maneira como vemos e tratamos os nossos resíduos. Barbara teve essa idéia enquanto caminhava em sua praia favorita nas Bahamas. A enorme quantidade de lixo encontrada na areia e no mar sempre a incomodou. Um dia, olhando todo aquele lixo marinho, resolveu fazer alguma coisa. Foi aí que surgiu a idéia de reciclar todo esse material transformando-o em arte. Para mostrar o quanto nosso lixo pode ser valioso, ela criou jóias. Para Barbara, o plástico fica tanto tempo na natureza para se decompor que poderia ser comparado aos diamantes: ambos são para sempre. E é exatamente isso que a artista quer mostrar com esse projeto. No site do It’s a Man Made World, as pessoas encontram também informações sobre os enormes problemas que são causados pela poluição nas praias e como é possível mudar isso, além de indicações de pessoas e organizações que trabalham nessa área. Uma parte do dinheiro recebido com as vendas das peças vai para o Cape Eleuthera Institute, uma organização nas Bahamas que trabalha com projetos de sustentabilidade e preservação ambiental. Fonte: EcoDesenvolvimento / Planet Green / TreeHugger / Time Magazine
Escrito por Julia Lordello às 17h28
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Um mundo para todo mundo  Ajudar a construir um mundo para todo mundo. Um lugar que inclua surdos, cegos, pessoas com deficiências intelectual ou física. É esse o sonho da fonoaudióloga, mestre e doutora em lingüística e mídia Cláudia Cotes. E foi com esse ideal que ela criou o primeiro jornal brasileiro da internet traduzido para todos os públicos: o TeleLibras. Um programa informativo como outros, mas cujo compromisso vai além da notícia. É feito por (e para) deficientes. Tem audiodescrição e interpretação em Libras, linguagem de sinais usada por deficientes auditivos. No Brasil, existem cerca de 6 milhões de surdos e 5 milhões de cegos. São 11 milhões de pessoas praticamente excluídas dos sistemas de informação, já que os noticiários da TV não são adaptados para elas. O TeleLibras, que é apenas um dos projetos da ONG Vez da Voz, criada também por Cláudia, veio para mudar isso. Funciona assim: se o telespectador tem dificuldades para enxergar, pode imaginar a cena ao ouvir um relato detalhado do que está acontecendo no ambiente. Se não escuta, pode assistir pela linguagem de sinais. E nada daquelas janelinhas no canto inferior da TV com uma pessoa dentro. O apresentador surdo fica ao lado – e no mesmo plano – do que fala e ouve. Em tela cheia. O jornal é feito por 23 profissionais, entre deficientes (cadeirantes, surdos, cegos, com síndrome de Down) e não deficientes, e todos os programas estão disponíveis para download de graça no site da ONG (www.vezdavoz.com.br). O primeiro programa foi ao ar em 2006. De lá pra cá, já foram mais de 200 noticiários e cada vez mais cegos e surdos se informam pelo TeleLibras. “Acredito que as pessoas precisam de educação de qualidade, independente das diferenças. Toda pessoa com deficiência precisa de oportunidades. Sabe o que é um cara do interior da Bahia contar que vai até uma lan house só para ver o programa? É maravilhoso”, conta, orgulhosa, Cláudia. Fonte: Revista Época / Folha Online / Sentidos / Vez da Voz
Escrito por Julia Lordello às 15h11
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