Árvore de garrafas  Tudo se transforma. Foi com esse princípio que a artista carioca, radicada em Portugal, Lucia Zani criou uma árvore feita de embalagens plásticas instalada em um espaço público, em Sintra, Portugal. O que era lixo se transformou em arte. Para criar a escultura de 4,10 metros, foram usadas 3.000 embalagens plásticas, entre garrafões de 5 litros e garrafas de refrigerante, água e suco. O material reciclado foi todo lavado, cortado e pintado com tinta a base de água. Para recolher todo esse material, Lucia convocou a comunidade para ajudá-la. Essa também foi uma forma que a artista encontrou de trazer as pessoas para perto do projeto e fazê-las pensar sobre a reciclagem. Depois, recolheu o que faltava para criar a obra nas ruas da cidade. A idéia da intervenção urbana é trazer a reflexão sobre o consumo consciente, conscientizar as pessoas da importância de se reciclar e preservar o meio ambiente e fazer com que todos entendam o quanto o nosso lixo pode ser valioso. "Podemos sempre deixar uma mensagem e contribuir para o conhecimento e um novo olhar sobre a questão do lixo em nosso ambiente. Qual será o futuro do nosso planeta se não repensarmos o nosso consumo, se não separarmos os resíduos adequadamente? Gostaria que as pessoas pensassem sobre isso", afirma Lucia. Fonte: Bem Legaus / Mimirabolantes / Jornal Algarve
Escrito por Julia Lordello às 14h59
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Escolhas conscientes  Você já parou para pensar que tudo o que a gente consome traz algum tipo de impacto para o meio ambiente? Consumimos produtos e serviços do minuto em que acordamos até o momento de dormir. É energia elétrica, água, pasta de dente, arroz, gasolina, roupa, etc. É por isso que o consumo consciente é uma idéia que vem ganhando cada vez mais adeptos. São pessoas que estão escolhendo consumir menos e melhor para diminuir seus impactos sobre o planeta. Um grande responsável por essa mudança de consciência é o engenheiro Helio Mattar. Preocupado com o futuro do planeta, Helio se uniu a alguns amigos para fundar, em 2000, o Instituto Akatu (SP), que promove o consumo consciente e incentiva o consumidor a valorizar empresas com programas de responsabilidade socioambiental. Toda essa consciência começou dentro da casa do engenheiro. Lá, ele começou a observar os gastos com água e energia, a geração de lixo, as escolhas feitas no supermercado. Tudo para reduzir desperdícios e aprender uma maneira de consumir de forma mais sustentável. “Em casa, a água da máquina de lavar roupas é coletada em baldes e usada para lavar o piso da lavanderia”, conta Helio, que optou por um apartamento antigo para não elevar a pressão por novas construções na cidade. Outras boas práticas de Helio? Fechar a torneira ao escovar os dentes, separar os resíduos recicláveis, priorizar alimentos orgânicos, não deixar aparelhos eletrônicos em stand-by (para não gastar energia), etc. Atitudes simples que podem fazer toda a diferença. “Descobri que pequenos atos praticados por muitos fazem muita diferença para nós, para a sociedade e para o planeta”, diz. Com o projeto, ele está conseguindo levar todo esse conhecimento para a população e mostrar para as pessoas a importância que cada um tem na preservação do meio ambiente. O site do Instituto Akatu traz diversas dicas de como ser um consumidor consciente e, assim, ganhar mais qualidade de vida e contribuir para um futuro melhor e mais sustentável. Fonte: Revista Casa Claudia / Planeta Sustentável / Blog Auxina / Vida Simples
Escrito por Julia Lordello às 20h47
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Esverdeando a paisagem  Esverdear a paisagem de regiões no Brasil dominadas pela seca. É esse o maior sonho de Luiz Geraldo de Oliveira Moura. Com essa determinação, Luiz criou uma ONG para incentivar as comunidades a plantar mesmo em locais inóspitos. Com o projeto, comunidades estão conseguindo produzir o suficiente para comer e até fazer um dinheirinho. E isso já vem pintando alguns pontos verdes em meio ao bege sem vida dos mapas dessas regiões. Na infância, água nunca foi o problema na vida de Luiz. Nascido em Fortaleza (CE), onde mora até hoje, passou a vida vendo o Atlântico diante de si. Mas, durante as férias, ia até a casa dos avós, onde sentiu pela primeira vez os contrastes entre as vidas das populações urbana e rural. Em 1998, Luiz deixou para trás os 20 anos de uma bem-sucedida carreira de veterinário para fundar o Núcleo de Ensino e Pesquisa Aplicada (Nepa). A missão: criar uma alternativa de produção que não somente garanta a subsistência dessas comunidades, mas também a geração de renda, a preservação e a recuperação do meio ambiente. "Precisávamos inventar uma metodologia capaz de aproveitar ao máximo o pouco que se tem nessas regiões", diz. Depois de muitos estudos e reuniões, o modelo foi ganhando forma. E a melhor aposta era a agroecologia, sistema de cultivo sustentável que garante a preservação dos recursos naturais sem a utilização de agrotóxicos, fertilizantes minerais e outros produtos químicos. Definido o modelo, o Nepa começou suas atividades ao capacitar comunidades rurais, que passaram a ter acesso a modelos de produção com base na energia renovável, filtros biológicos, reuso da água, aquecedor e fogão solar, sistemas eólicos de irrigação e canteiros ecológicos. "Conseguimos implementar a agroecologia em nossa comunidade, que não tinha esperança na possibilidade de poder plantar a própria comida. Hoje, cultivamos e vendemos. Tudo isso é feito de uma maneira sustentável", conta Guerda Maia, uma das pessoas beneficiadas pelo projeto no interior da Bahia. O projeto ainda foi além. Luiz desenvolveu uma estratégia para incentivar o consumo de alimentos agroecológicos nos grandes centros urbanos, próximos às comunidades em que a Nepa atua. Assim, é possível levar uma alimentação mais saudável para a população urbana e uma fonte de renda para a comunidade rural. "Com o que ganham ali, as comunidades rurais descobrem que é possível construir uma vida digna e produtiva, mesmo em uma região com escassez de recursos naturais", afirma Luiz. Fonte: Revista Galileu / Cantinho do Debate / Revista Trip
Escrito por Julia Lordello às 13h53
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Um homem de impacto  Será que é possível viver no coração de Nova York, a maior cidade dos Estados Unidos (país campeão em emissão de CO2), sem causar nenhum impacto ao meio ambiente? O escritor Colin Beavan quis tirar essa dúvida na prática. Ele passou um ano (de 2006 a 2007) tentando diminuir a zero seus efeitos na natureza – e recrutou a mulher, a filha de 2 anos e até o cachorro a mudarem drasticamente suas atitudes. Nesse período, aboliram o elevador (carro e táxi, nem pensar), comeram alimentos produzidos por fazendas próximas, usaram lâmpadas mais econômicas e tiraram da tomada quase todos os eletrodomésticos. Também se empenharam em neutralizar suas próprias emissões plantando árvores e limpando praias voluntariamente. Ao fim de tantas mudanças de hábitos, Colin garante que a experiência foi perfeitamente possível – e compensadora. “Quando se fala em viver 100% de forma ecológica, a maioria das pessoas só pensa nas coisas das quais terá que abrir mão, mas não leva em conta os ganhos. Nos dias quentes, fomos a parques brincar com nossa filha nas fontes e conversar com os vizinhos. Se pudéssemos ligar o ar-condicionado, dificilmente sairíamos de casa”, afirma ele, que acaba de contar a experiência no livro No Impact Man e em um documentário com o mesmo nome. Quando acabou o ano, a família voltou a alguns antigos hábitos, como usar o elevador, mas o importante é que eles conseguiram aprender a viver melhor, com menos. Colin ainda aproveitou a experiência para criar uma ONG (www.noimpactproject.org) que propõe a todos nós vivermos de forma sustentável por pelo menos uma semana. A idéia do projeto é fazer as pessoas descobrirem quais mudanças podem fazer para ter uma vida melhor e mais ecológica. No site da ONG, é possível encontrar várias dicas de como ter atitudes mais sustentáveis. “Como podemos ser pessoas mais felizes ajudando a construir um planeta mais feliz? É isso que eu gostaria que cada um refletisse. Acredito, com todo o meu coração, que a forma de vida de cada pessoa faz diferença no mundo”, afirma Colin. Fonte: Vida Simples / The New York Times / Ecocentro / Planeta Sustentável
Escrito por Julia Lordello às 14h29
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Um prédio que produz mais energia do que gasta  Para a maioria dos arquitetos que trabalham com construções sustentáveis, um edifício de energia zero, que produz toda a energia utilizada pelos moradores, é a moradia dos sonhos. Mas o Elithis Tower, localizado em Dijon (França), ultrapassou esse ideal para se tornar o primeiro edifício de escritórios de energia positiva, ou seja, ele produz mais energia do que gasta. O edifício foi construído e desenhado pelo escritório francês Arte Charpentier para ser o prédio comercial mais ambientalmente correto. A torre descarrega na atmosfera seis vezes menos gazes do efeito estufa que um edifício comercial padrão. Todos os materiais utilizados na construção ecológica foram escolhidos de acordo com o seu impacto no meio ambiente. Além disso, foi instalado também um grande painel que disponibiliza todos os dados ambientais do prédio, como: consumo de energia diário, quantidade de lixo reciclado, consumo de água, etc. O mais bacana é que a sustentabilidade não está apenas na construção, mas em todo o projeto. Para se manter nas restrições energéticas, todos no Elithis Tower, proprietários, inquilinos, administradores, empregados e visitantes são convidados e orientados a seguir os mesmos conceitos do prédio. Assim, os usuários estão cientes das suas responsabilidades no consumo racional dentro do edifício. Esse é o grande diferencial do Elithis Tower, criar não somente um espaço sustentável, mas, acima de tudo, promover a cultura da consciência ambiental a todos os seus ocupantes. Fonte: It’sGreenDesign / Inhabitat / Energia Eficiente
Escrito por Julia Lordello às 15h34
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Iluminação sustentável  Economizar energia não só contribui para uma relação mais sustentável com o meio ambiente, como também ajuda a reduzir a conta de luz no fim do mês. Foi apostando nisso que a empresa sueca Ikea criou uma linha completa de lâmpadas, luminárias e todo o tipo de acessórios capazes de iluminar os lares e escritórios de forma eficiente e sustentável. Os produtos são equipados com painéis solares, lâmpadas LED e outras tecnologias que os tornam 70% mais econômicos e até quatro vezes mais duráveis que os tradicionais. Criada pelo designer Nicolas Cortolezzis e lançado pela empresa, a luminária Sunnan não precisa de nenhuma ligação elétrica, já que se carrega com a luz solar. A luminária ecológica utiliza como fonte de energia duas pilhas AA que são recarregadas por meio de painéis solares montados na sua base. Assim, ela pode acumular energia com a luz disponível durante o dia e usá-la à noite. Ela leva entre 9 e 12 horas para se abastecer completamente durante um dia ensolarado e pode ficar ligada por até quatro horas seguidas utilizando sua potência máxima. Uma grande sacada desse produto é que o conjunto da bateria/painel solar pode ser removido da sua base, permitindo assim que o mesmo possa ser deixado em algum local mais iluminado. Além de tudo, a Sunnan ainda tem outra característica sustentável: para cada luminária ecológica vendida nas lojas IKEA em todo o mundo é doada uma Sunnan movida a energia solar para a UNICEF. Isto irá permitir que crianças em lares sem eletricidade possam ler, estudar e brincar mesmo depois de anoitecer. Fonte: EcoDesenvolvimento.org / Zumo / EcoTech Daily
Escrito por Julia Lordello às 19h45
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RESUMO DA ÚLTIMA SEMANA A arte de criar uma cidade
 Se você fosse criar uma cidade, como ela seria? Como seriam os espaços públicos? Ela teria muitas árvores? Jardins? Teria mais carros ou bicicletas? Prédios ou casas? Quais seriam as regras? Como seria morar nela? Acredito que a maioria das pessoas já sonhou em ter uma cidade melhor, mais limpa, com mais qualidade de vida. Mas esses desejos acabam ficando nos sonhos, já que não podemos mudar a cidade. Opa! Como assim não podemos? Se nós não mudarmos, quem vai mudar? A cidade é um organismo vivo, e nós fazemos parte dela. Só acontecem coisas boas e ruins no nosso bairro, no nosso país, no mundo, porque existem pessoas que estão fazendo essas coisas acontecerem. Se essas pessoas (ou seja, cada um de nós) não fizerem nada, nada vai acontecer. Pensar nisso é fundamental para transformarmos a nossa cidade (e o mundo) em um lugar melhor. Resolvi escrever sobre isso porque algumas notícias dessa semana mostraram pessoas que criaram projetos que estão transformando de alguma forma cidades no mundo. O poeta Carlos Figueiredo, que criou o projeto Poesia no Metrô, em que poemas de consagrados autores brasileiros e portugueses, como Carlos Drummond de Andrade e Camões, são adesivados nas paredes do metrô de São Paulo. A idéia é incentivar a leitura, trazer a arte para perto do público e tornar o espaço público um lugar mais humano e agradável. A artista húngara Edina Todoki, que criou uma espécie de grafite ecológico. Edina mora em Nova York e encanta quem passa pelas ruas do Brooklyn com sua arte ecologicamente correta. Para criar sua intervenção artística, ela usa um material bem inusitado: ao invés de tintas, chumaços de musgo, aplicados em tapumes e em quadros que são fixados nas paredes de espaços públicos. A idéia é trazer mais verde para a cidade e conscientizar as pessoas da importância de se ter a natureza por perto. E o artista inglês Luke Jerram, que criou a exposição Play Me, I’m Yours (Toque-me, sou teu). A idéia do projeto é espalhar pianos em cidades do mundo inteiro para que as pessoas interajam com eles, se tornem donas do meio urbano e transformem os espaços públicos com música. A mostra passou por São Paulo em outubro do ano passado e a experiência foi tão boa que o idealizador resolveu deixar de presente um piano na Estação da Luz por tempo indeterminado. Desde que o piano chegou ao espaço, a rotina da entrada principal da estação nunca mais foi a mesma. Esse papo que mudar o mundo é utópico realmente não faz sentido. Qualquer coisa que você faça, de pequenas a grandes ações, você está mudando o mundo, porque o mundo é feito de pessoas, e uma dessas pessoas é você. Pense nisso! Um abraço e até semana que vem!

Para ouvir essa música clique aqui: http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/cdcapa.php?artista=Paulinho-da-Viola-&album=O-Essencial-de&codcd=000260-4
Escrito por Julia Lordello às 13h45
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Os mestres de ontem, hoje e sempre  A cultura popular faz parte do patrimônio imaterial de um país. Boa parte dessa riqueza é transmitida pela tradição oral e, se não tem quem continue, perde-se no tempo. São histórias transmitidas de geração em geração que poucos livros saberiam contar com tamanha precisão. No Rio Grande do Norte, um projeto de desenvolvimento social está decidido a preservar a cultura popular e trazer de volta a história dos mestres. É a Conexão Felipe Camarão. Felipe Camarão é um bairro da periferia de Natal, onde estava o antigo lixão da cidade. Também é um lugar de grande riqueza cultural, lá vivem e trabalham Mestre Chico Daniel com seu teatro de mamulengos, Mestre Cícero da Rabeca, Dona Odaíza Galvão, viúva do mestre Manoel Marinheiro, e toda uma legião de artistas populares que perpetuam o legado do Mestre Manoel Marinheiro, que durante 50 anos manteve viva a tradição do Auto do Boi-de-Reis. Os 400 meninos e meninas do bairro que freqüentam diariamente as atividades do projeto Conexão Felipe Camarão sabem tudo isso e muito mais. Além de conhecer a história da comunidade e suas origens, eles também aprendem a tocar flauta, fazer e tocar rabeca, jogar capoeira, percussão e participam de oficinas de Boi de Reis e mamulengos João Redondo (fantoches). É uma forma que a comunidade encontrou de não deixar morrer a sua história. Se os pequenos aprendem toda a tradição, a cultura popular sobrevive. Além disso, o projeto também ajuda a resgatar a cidadania e a auto-estima dos moradores do bairro. "A cultura é essencial para a formação do cidadão e fator de transformação social. Aqui a criança não vai aprender apenas a tocar um instrumento ou fazer algum tipo de arte, vai aprender também a refletir sobre o seu dia a dia, a sua realidade e seu futuro. Ela busca o entendimento da sua identidade e da diversidade que a cerca”, conta a coordenadora do projeto Vera Santana. O projeto também atua nas escolas de Natal, que tornaram-se parceiras da ONG. Abriram as portas para receber as atividades e discutir a educação popular. “As escolas respeitam e recebem o projeto. Os alunos vão até o projeto, o projeto vem até a escola. É uma integração que tem dado bons resultados”, diz Marcos de Carvalho, mestre de capoeira. Wagner Guerra, de 14 anos, participa das oficinas de lutheria e música. Ele está preocupado com a memória do país. “Hoje em dia, nós, brasileiros, temos um grande problema que é esquecer as nossas raízes. O Conexão, como outros projetos sociais espalhados pelo mundo, tem esse tema de cativar e proteger nossas culturas”, afirma o menino. Fonte: Programa Ação / CENPEC / Diário de Natal / Vida Simples / Conexão Felipe Camarão
Escrito por Julia Lordello às 12h19
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Pianos por aí  Ao cruzar a esquina de uma rua ou desembarcar do metrô, uma cena inusitada chama a atenção de quem passa. Um piano clássico estacionado em um ponto movimentado da cidade, pronto para que alguém se aventure a dedilhá-lo. Como ele foi parar ali? O responsável por isso foi o artista inglês Luke Jerram, que criou a exposição Play Me, I’m Yours (Toque-me, sou teu). A idéia do projeto é espalhar pianos em cidades do mundo inteiro para que as pessoas interajam com eles e improvisem uma trilha sonora ao vivo de uma cena cotidiana. "O Play Me, I’m Yours é uma forma de oferecer oportunidades para as pessoas serem criativas, se tornarem donas do meio urbano e transformarem os espaços públicos com música", diz Jerram. A mostra passou por São Paulo em outubro do ano passado e a experiência foi tão boa que o idealizador resolveu deixar de presente um piano na Estação da Luz por tempo indeterminado. Quem gostou desse presente foi o repositor de supermercado Damião Severino da Silva, 31 anos, que passou a usar seu dia de folga para sair de Ferraz de Vasconcelos, cidade onde mora, para tocar o piano que fica no saguão da Estação da Luz. “Eu só via piano pela TV. Aqui eu posso tocar e ainda dá um frio na barriga pelo fato de as pessoas me olharem. É tipo um show, né?”, fala, com ar de artista. Damião é iniciante, decidiu aprender sozinho. Há um ano, comprou um teclado e uma revista. “Meu sonho é ser famoso, mas famoso de tocar em uma churrascaria, não em qualquer lugar”, diz Damião. Mas a verdadeira estrela da Luz é o instrumento. Desde que chegou ao espaço, a rotina da entrada principal da estação nunca mais foi a mesma. Há sempre música por ali, boa ou ruim de ouvir, já que muitos curiosos, ou pessoas que nunca tiveram a oportunidade de tocar um piano, se arriscam. Acontece de tudo por ali. Franco Gonçalves, agente de segurança da Estação da Luz há 12 anos, lembra-se do dia em que um garoto cego chegou próximo do piano, tirou de uma sacola seus acessórios e passou sete horas afinando o instrumento. Terminado o trabalho delicado e cansativo, foi embora feliz. Em geral é assim: a pessoa passa por ele, olha e volta. De anônima, vira atração. “Ter um piano na estação socializa um instrumento ao qual muita gente não tem acesso. Não é como um violão, que você leva para qualquer lugar”, afirma a estudante Beatriz Kovacsik, 16 anos, que aproveita para dedilhar a “Melodia de Orfeu”. A música surge a qualquer momento. O advogado José Henrique Almeida, 26 anos, vai todo dia, na hora de almoço, à estação para tocar. Ele começa seu show com “Como é Grande o Meu Amor Por Você”, sucesso do rei Roberto Carlos. Ao terminar a música, olha para a mini-platéia ao redor e faz a pergunta que ele tanto esperava: “Alguém quer pedir uma música?”. Damião da Silva está certo: com o piano da Luz, todos podem se sentir um pouquinho como um artista.
Fonte: Vida Simples / Revista Época SP
Escrito por Julia Lordello às 09h52
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Pequenos que amam plantas  Crianças brincando à vontade entre rabanetes, alfaces, brócolis e beterrabas. Essa cena é cada vez mais comum graças a iniciativas de escolas que optam por cultivar hortas, onde os alunos aprendem desde pequenos a plantar, cuidar e amar os vegetais. Ângela Nogueira, professora da escola Alfa Cem, no Rio de Janeiro, é mais conhecida como tia Salada. Ela ganhou o apelido carinhoso ao ensinar ciências e biologia enquanto as crianças se divertem arando a terra (o que a professora chama de “carinhá-la”) e regando as mudas. As atividades fazem parte do projeto Alfa Alimentação e os Seres Vivos, desenvolvido em turmas da educação infantil ao ensino fundamental. “No cultivo, eles aprendem o ciclo vital dos seres vivos. A partir deste ano, passaram também a preparar alimentos com o que plantam. Criamos receitas, como o brigadeiro de cenoura”, diz Ângela. Na escola, planta-se nabo, batata-doce e alface, entre outras espécies. “Planto os vegetais e depois como tudo. Gosto de comer nabo, alface e tomate”, conta Guilherme Rosa, de 7 anos. No Centro de Educação e Cultura (CEC), também no Rio de Janeiro, os alunos tem inúmeras atividades na horta da escola. Eles regam, cuidam da horta, conhecem as épocas de plantio e ainda fabricam produtos alternativos, utilizando o que não é aproveitado para o consumo - como tinta com a couve, geléia com a pitanga, entre outros. A idéia do projeto é mostrar para as crianças como as plantas são fundamentais na nossa vida e como é importante cuidar e ter amor pela natureza. Tudo isso de uma maneira divertida e prazerosa. Outra escola na cidade que trouxe a educação ambiental para o dia-a-dia das crianças é a Escola Parque. Uma vez por semana, alunos da educação infantil substituem o lápis e o caderno por muita terra e mudas. Num espaço reservado pelo colégio ao cultivo de hortaliças, a criançada aprende técnicas de jardinagem, plantam as mudas e acompanham de perto o crescimento das plantas. A professora Fernanda Bastos afirma que, em algumas aulas, a atividade ainda se estende à cozinha, num espaço próximo a horta, onde as crianças usam os alimentos que plantaram e colheram para preparar pratos. “Além disso, incentivamos os alunos a catalogar as árvores do pátio da escola, para aprender o nome de cada espécie”, conta ela. Trazer a natureza para perto das crianças é mais que bacana, é fundamental para um futuro mais verde, saudável e sustentável.
Fonte: O Globo / Revista Crescer
Escrito por Julia Lordello às 15h10
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Projeto incentiva gosto pela leitura na Paraíba
 As crianças das escolas do município de Conde, na Paraíba, estão aprendendo a amar a leitura. Dos clássicos da literatura infantil às fábulas e histórias do folclore brasileiro. Mas nem sempre foi assim. Há alguns anos, a grande maioria não tinha qualquer interesse pelos livros. Liam apenas o que o colégio os obrigava e consideravam a leitura uma tarefa árdua. Com isso, os alunos tinham uma grande dificuldade no momento da alfabetização. As responsáveis por toda essa mudança foram as amigas Tereza Cristina de Brito e Anne Ceulemans. Juntas, elas criaram em 1996 a Associação Educativa Livro em Roda, que consiste em uma biblioteca itinerante que oferece para as escolas do município literatura infanto-juvenil, revistas, gibis e tudo o que possa despertar na criança o prazer de ler. A idéia surgiu depois de Tereza perceber que as crianças da Escola Municipal de Ensino Fundamental Regina Gomes de Almeida, onde ela dava aula, não tinham acesso aos livros e, com isso, não tinham o hábito de ler. Os alunos liam apenas para a escola, restringindo o ato de ler exclusivamente ao livro didático, o que era visto por todos como uma obrigação, não um prazer. "Queria proporcionar aos meus alunos autonomia da leitura. Queria que eles lessem não apenas para cumprir uma tarefa escolar, mas por prazer; que através da leitura eles obtivessem conhecimentos diversos para ampliar sua visão do mundo", diz Tereza. Foi aí que a professora teve a idéia de criar uma biblioteca viva para oferecer aos alunos uma variedade grande de textos. E nada de livros escolares. A proposta é levar literatura: histórias que façam cada criança viajar, encontrar com medos, ver suas dúvidas, dar muita risada, descobrir o mundo. E treinar muito, claro, sua capacidade de leitura, de entendimento, de prazer com o livro. Com a biblioteca, as crianças podem levar os livros para casa, sem nenhuma tarefa escolar a cumprir, o que ajuda também a desvincular a leitura como atividade apenas da escola. O projeto fez tanto sucesso que, em pouco tempo, as crianças queriam mais e mais livros, e a associação passou a cuidar também de outras escolas do município. Hoje, o projeto atende 18 das 21 escolas da cidade. São mais de 1.700 alunos que contam com uma coleção de cerca de 2.500 títulos. O acervo é transportado em uma caminhonete até as escolas da zona rural onde, semanalmente, as histórias são lidas pelas promotoras de leituras e os livros são expostos para empréstimo. “Toda quarta-feira fico olhando pela janela se a tia já vem. E quando chega o carro com os livros, é uma bagunça, é uma felicidade”, conta, feliz, uma das alunas atendidas pelo projeto. Fonte: UOL Notícias / Crescer / Canto Cidadão / Criança Esperança / Integração
Escrito por Julia Lordello às 21h41
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Grafite ecológico  Toda grande cidade precisa de áreas verdes para deixar o ar menos poluído, diminuir a concentração de calor e aliviar o estresse urbano. Mesmo assim, ainda há poucas árvores e jardins nas grandes metrópoles. Para transformar o espaço urbano, conscientizar as pessoas da importância de se ter a natureza por perto e ainda trazer mais verde para as ruas e praças, a artista húngara Edina Todoki criou uma espécie de grafite ecológico. Edina mora em Nova York e encanta quem passa pelas ruas do Brooklyn com sua arte ecologicamente correta, que tem atraído atenção da mídia e de críticos de arte do mundo inteiro. Para criar sua intervenção artística, ela usa um material bem inusitado: ao invés de tintas, chumaços de musgo, com volume e textura delicada, aplicados em tapumes e em quadros que são fixados nas paredes. O resultado disso é um grafite vivo, que continua a crescer depois de montado nas paredes do bairro. Ao contrário dos desenhos feitos com spray ou estêncil, suas obras podem e devem ser tocadas pelas pessoas. “A intenção ao usar matéria-prima orgânica é deixar a natureza mais próxima das pessoas que vivem nas grandes cidades. Minhas criações são destinadas a tornar nossas cidades mais verdes e sustentáveis, e acima de tudo mais confortáveis e humanas”, diz Todoki. Ela costuma visitar suas obras para ver a reação do público – e checar se precisam de água. “Tenho curiosidade em saber como as pessoas recebem o trabalho. Já percebi que algumas pessoas passam indiferentes pelas obras, outras ficam realmente tocadas, param para observar, acariciam, cuidam”, conta. Mais que trazer um pouco de verde para a cidade, a idéia da artista é fazer um trabalho de conscientização ambiental e mostrar para as pessoas o quanto é importante cuidar e ter um contato maior com a natureza. “Minhas criações são uma forma que eu encontrei de chamar a atenção das pessoas que vivem nos meios urbanos quanto a importância do verde nas nossas vidas. Eu acredito que se todos nós tivéssemos um jardim para cuidar, nós viveríamos uma vida mais equilibrada”, afirma Tokoni. Fonte: Vida Simples / GNT / YesLife / EcoDesenvolvimento
Escrito por Julia Lordello às 13h34
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Encontrando Camões no metrô  Já pensou você entrar no metrô de São Paulo e ter como companheiros de viagem Camões, Bocage, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa e outros grandes poetas? É exatamente isso que propõe o projeto Poesia no Metrô. A partir desta terça-feira (20/10), um público de 420 mil pessoas poderá ter uma experiência nova no metrô de São Paulo. Poemas de consagrados autores brasileiros e portugueses ficarão expostos nas estações e trens da linha verde. Quarenta e duas poesias vão ser adesivadas nas paredes, com letras grandes, para serem lidas mesmo à distância. A idéia é incentivar a leitura, trazer a arte para perto do público e tornar o espaço público um lugar mais humano e agradável. “Queremos sensibilizar o público, levando poesia para o duro dia-a-dia das pessoas, e estimular a leitura”, afirmou o poeta Carlos Figueiredo, idealizador da iniciativa. Para lançar o projeto, os poetas Marcelo Tápia, Micheliny Verunshk, Cláudio Willer e Carlos Figueiredo recitaram poemas pelos corredores do metrô na manhã de hoje. Quem passou por lá pode ler os versos nas paredes e escutar as poesias. O Estudante Adilio Duarte encontrou Camões durante o seu trajeto. “Quem vê, Senhora, claro e manifesto/ O lindo ser de vossos olhos belos/ Se não perder a vista só em vê-los/ Já não paga o que deve a vosso gesto.” Foram esses versos que Adilio leu curioso. Não entendeu muito bem o que Camões queria dizer, mas gostou. “Não tenho costume de ler”, disse. O poeta Figueiredo tratou de aproximar o rapaz do poeta e explicou que Camões exaltou uma musa elogiando seus olhos. Esse é, inclusive, um dos grandes objetivos do projeto: trazer a poesia para a vida de pessoas que nunca tiveram a oportunidade de conhecer e ler esse tipo de arte. Os textos ficarão expostos durante três meses nas estações. No ano que vem, a idéia é espalhar os poemas por todas as linhas do metrô paulistano. Imagine milhões de pessoas lendo poesias todos os dias. Será que, depois disso, as coisas vão continuar iguais? É esperar para ver. Fonte: O Estado de S. Paulo / Catraca Livre / Executivas e Chiques / Época SP
Escrito por Julia Lordello às 21h12
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Esculturas sustentáveis  Todo dia escovas de dente usadas, garrafas plásticas, mouse pads quebrados e outros objetos que não tem mais utilidade para as pessoas são descartados indevidamente nas ruas e praias do mundo inteiro. Essa grande quantidade de lixo, além de sujar a cidade, traz doenças para as pessoas e prejudica os animais que vivem no mar. Para conscientizar a população da importância de descartar corretamente o lixo, reciclar e preservar o meio ambiente, o publicitário carioca Chico Cordeiro teve a idéia de transformar todo esse lixo em arte. Incomodado com a sujeira das praias que freqüentava, ele passou a recolher parte do lixo que encontrava na areia e transformou objetos que aparentemente não interessavam a mais ninguém em matéria-prima para a produção de esculturas. Com muita criatividade, Cordeiro criou animais marinhos, como peixes e tartarugas, feitos de lâmpadas, barbeadores, restos de brinquedos, pedaços de garrafas de vidro e outros materiais descartados. As peças têm cerca de 40 centímetros e são produzidas a partir da colagem de cada item. “A idéia é reproduzir as espécies que são prejudicadas pelo lixo”, comenta o artista. O projeto deu tão certo, que, em 2004, suas peças foram usadas para ilustrar uma campanha de conscientização da Fundação Onda Azul, ONG que se dedica ao estudo e conservação dos recursos hídricos e trabalha pela preservação do meio ambiente. Depois da campanha, Cordeiro passou a guardar não só o lixo encontrado nas praias, mas nas ruas em geral. Ele também conta com a ajuda de amigos que saem por aí limpando um pouco a cidade e descobrindo novas matérias-primas para sua arte. Todo o material é armazenado em armários, potes e caixas de papelão na sua própria casa. Ele não pensa em parar por aqui. A idéia do publicitário é continuar o trabalho e construir uma grande reprodução do fundo do mar, com algas, peixes e outras formas de vida próprias do ambiente marinho. Fonte: Blog da Globo Rural / Falando de Propaganda
Escrito por Julia Lordello às 20h12
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RESUMO DA ÚLTIMA SEMANA Melhor que aspirina

Você já parou para pensar como a gente muda quando está doente? O simples fato de ter uma perna engessada ou uma dor de dente já faz uma grande transformação em quem a gente é. Imagine quando o problema é maior? Acredito que a grande mudança não é pelo fato de ter que fazer coisas que não estávamos acostumados, como tomar remédios e fazer exames. O problema está em não poder fazer as coisas que fazíamos. Quando você está em um hospital, não pode ir trabalhar, cuidar da sua casa, ir ao cinema, sair para jantar com os amigos, fazer uma caminhada. Enfim, todas as coisas que fazem parte da sua vida e, logo, fazem você ser quem você é. Quando a gente deixa de fazer essas coisas, de alguma maneira estamos deixando de lado a nossa própria identidade. É por isso que é muito importante ter alguém para cuidar da gente nessas horas. E eu não estou falando em apenas dar o remédio na hora certa ou ajudar a tomar banho. Estou falando de um remédio que é melhor que qualquer comprimido: o afeto. Resolvi escrever sobre isso porque duas notícias dessa semana foram sobre projetos que levam alegria, tranqüilidade e afeto para a difícil rotina de pacientes internados em hospitais. O projeto PetSmile, que leva uma equipe de 20 bichinhos treinados para brincar com pacientes e tornar as instituições de saúde lugares mais leves e afetuosos. Desde a sua fundação, em 1997, o PetSmile já beneficiou mais de 12 mil pessoas. E o projeto Cancioneiro do Brasil, que utilizou a música como uma forma de ajudar no tratamento de crianças internadas no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. Durante as oficinas de música, as crianças tiveram aulas de harmonia, percussão e canto. Depois de 50 encontros, a turma produziu um CD com quinze canções. Enfim, por trás de cada pé machucado, de cada doença, grave ou não, há um ser humano inseguro, cheio de incertezas e dores. Por isso, tente ser sempre compreensivo e amável com quem está doente. Dar um abraço, perguntar com interesse como a pessoa está, comentar que ela está bonita no dia, pode fazer toda a diferença. Acho que é uma forma de lembrar a essa pessoa que, apesar de tudo isso, ela ainda está ali, viva e cheia de sonhos. O afeto é um remédio poderoso em qualquer tratamento. Pense nisso! E nos vemos aqui semana que vem. Um grande abraço para todos!

Para ouvir essa música clique aqui: http://www.kboing.com.br/musica-e-letra/guilherme-arantes/1018441-o-melhor-vai-comecar/
Escrito por Julia Lordello às 12h13
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Crianças internadas em hospital lançam CD de músicas populares  Pensando em uma nova forma de ajudar no tratamento das crianças internadas, o Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, descobriu uma eficiente alternativa: a música. Foi assim que surgiu o projeto Cancioneiro do Brasil. Durante as oficinas, coordenadas pelo artista popular Itaércio Rocha, as crianças tiveram aulas de harmonia, percussão e canto. Além de se divertirem, elas puderam aprender cantigas de roda e brincadeiras populares. Depois de 50 encontros, a turma produziu um CD com quinze canções. Das 15 músicas, oito tiveram composição de letra ou música feita pelas crianças internadas no Pequeno Príncipe e seus pais. A faixa “Varredeira”, por exemplo, foi integralmente composta pela paciente da cardiologia Dhésmila Smith, 14 anos, em homenagem à equipe de limpeza do hospital. “Reggae do Dia”, por sua vez, foi composta por Bárbara Trelha, mãe de um paciente em tratamento. “Trabalhamos aqui olhando para esse espaço como um espaço real. Não negamos que aqui acontece a dor, a morte. Mas também acontece a vida, a alegria, que é inerente ao ser humano, que precisa do processo criativo”, afirma Itaércio. Quem quiser comprovar, ao vivo, o resultado do projeto pode ir ao show que a garotada apresenta hoje (18/10), às 20hs, no Teatro Guairá. O valor arrecadado com a venda dos ingressos e dos CDs será revertido para o hospital. O show, que também faz parte das comemorações pelos 90 anos do Complexo Pequeno Príncipe, terá a participação de artistas que fizeram parte da gravação do CD, como Carlos Careqa, Thayana Barbosa, Grupo Mundaréu, Coral Brasileirinho, entre outros. Aqui no 365 Dias que Acalmaram o Mundo já tivemos uma notícia sobre o projeto Cancioneiro do Brasil (no dia 23 de junho). Quem quiser ler, é só procurar no histórico do blog. Fonte: Revista Crescer / Hospital Pequeno Príncipe / Paraná Online
Escrito por Julia Lordello às 10h15
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O cinema vai atrás do povo  As luzes se apagam. O projetor começa a rodar e a tela se ilumina. Risadas, olhares atentos, apreensão. O público observa ansioso as primeiras imagens. Na tela, “Lisbela e o Prisioneiro”, “Dois Filhos de Francisco”, e outros grandes filmes brasileiros. Esta não é uma exibição comum, ao menos não para o público, que assiste cinema pela primeira vez. Na tela, fantasia e realidade se misturam. “Era eu na garupa daquela bicicleta”, identifica-se Geni da Silva, 63, moradora da Vila Sacadura Cabral, em Santo André, no Grande ABC, depois de assistir a um dos filmes. É o projeto Cine Tela Brasil, criado pelo casal de cineastas paulistas Luiz Bolognesi e Laís Bodanzki, que revela a magia do cinema a milhares de brasileiros que nunca tiveram acesso. O projeto nasceu em 1996 com o nome de Cine Mambembe. A idéia era realizar exibições itinerantes e gratuitas de curtas-metragens em comunidades que não tinham salas de cinema. “Começamos com a exibição de curtas, que naquela época só eram exibidos em festivais. Então, decidimos ir atrás do público. Sem ele o cinema não acontece. Nossa primeira experiência foi em cidades da Grande São Paulo. Depois viajamos para o interior do Brasil, do sul da Bahia até o Amazonas, levando o cinema para os sertões, passando por pequenas cidades e aldeias indígenas”, conta Luiz. O casal percorreu cerca de 15 mil quilômetros, de janeiro a agosto de 1997. Na bagagem, um projetor 16 milímetros, uma tela de 1,80 por 2,20 metros, equipamento de som, um gerador e, principalmente, muitos filmes para fazer sonhar e pensar. Ao final de cada sessão, sempre muitos aplausos. “Uma de nossas grandes satisfações era ver famílias inteiras reunidas vestindo sua melhor roupa para ir ao cinema”, diz Laís. Em 2004, finalmente Laís e Luiz conseguiram patrocinadores e o projeto ganhou uma estrutura profissional, mudando de nome para Cine Tela Brasil e passando a exibir grandes longas-metragens brasileiros e realizar oficinas para formar cineastas nas cidades por onde passa. Se antes eram só os dois viajando no próprio carro, agora o projeto viaja sobre as rodas de um caminhão-baú que instala em cada cidade um cinema de verdade, com direito a uma tela de sete metros de largura, som estéreo, ar-condicionado, banheiro e platéia para 225 pessoas confortavelmente sentadas. “Grande parte do público está indo ao cinema pela primeira vez. É comovente. As crianças deliram, assistem os mesmos filmes repetidas vezes. As senhoras também ficam muito tocadas com a oportunidade nessa altura da vida”, conta Laís. Os filmes já foram vistos por mais de 500 mil espectadores e, se depender do casal, esse número só irá aumentar. Até o final do ano, o Cine Tela Brasil está com a agenda lotada.
Fonte: Revista Época / Ação / Revista dos Bancários / EducaRede / Itaú Cultural
Escrito por Julia Lordello às 15h17
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Trocas, saberes e vínculos: o projeto da Associação Vaga Lume  Há nove anos, três jovens moradoras da cidade de São Paulo, sensibilizadas com o difícil acesso à leitura pelas comunidades rurais na região Norte do país, lançaram-se em um desafio: levar livros para escolas rurais da Amazônia. Assim nasceu a Associação Vaga Lume. Criada por Sylvia Guimarães, Maria Teresa Meinberg e Laís Fleury, a associação tem como principal trabalho o programa Expedição, que leva livros e monta bibliotecas nessas comunidades. Para elas, criar espaços de leitura é uma forma de incentivar a organização comunitária, elevar a qualidade de educação dessas escolas e ainda levar o fascinante mundo da leitura para quem não tem acesso aos livros. O projeto deu tão certo que, além de criar mais de 84 bibliotecas em remotas comunidades na Amazônia, elas partiram para outra missão: contribuir para a integração da Amazônia com as demais regiões do país. É o programa Rede, que consiste em promover encontros entre crianças de Castanhal e Soure, no Pará, com outras da cidade de São Paulo. Após estudar no norte do país a melhor forma de levar livros a crianças, adolescentes e até adultos, elas perceberam que aproximar as realidades e mostrar diferenças também poderia ser um modo de educar. Esses encontros começaram a existir através de uma das mais simples maneiras de se comunicar: enviar cartas. As crianças começaram a enviar cartas umas para as outras contando como são as suas brincadeiras, seus hábitos, etc. “O objetivo maior sempre foi incentivar a ler e escrever e a partir disso as crianças começaram a adorar colocar os sentimentos nas cartas, contar sobre suas vidas e conhecer como era o dia a dia de quem morava tão longe”, afirma Maria Deolinda Ferreira dos Santos, hoje diretora distrital de quatro escolas da região de Castanhal. Depois de um ano com os dois programas dando certo e as crianças da região lendo vorazmente, a Vaga Lume precisava aumentar e atualizar o acervo de literatura infantil. E a idéia também veio em rede: aproveitaram o envolvimento com as crianças paulistas para mobilizá-las a arrecadarem livros novos para os amigos de longe. E como o Rede dá margem a muitas histórias, a Vaga Lume sugeriu também um intercâmbio pedagógico entre as escolas, que culminou no 1º Acampamento de Integração, com 30 participantes, em 2008. “Nos últimos dias a integração foi tanta que não dava para saber quem era de São Paulo e quem era do Pará!”, diz Maria Deolinda. Em seis anos de atuação, o Rede já alcançou 16.783 alunos, sete instituições de São Paulo e 40 escolas na Amazônia. “Essa experiência marcou a vida de cada um de nós e as crianças levam isso para o futuro. Os pais comentam que os discursos delas revelam uma consciência maior em relação ao respeito às pessoas, às suas culturas e ao ambiente”, afirma Helena Stefano, coordenadora de suporte pedagógico do Colégio Oswald Caravelas (SP).
Fonte: Revista Crescer / Revista Conhecimento e Inovação
Escrito por Julia Lordello às 14h05
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