Pessoas do mundo inteiro se unem pelo planeta

 

Você já parou para pensar sobre as mudanças climáticas? Todos os dias jornais do mundo inteiro publicam notícias sobre racionamento de água, ondas de calor, intensidade das chuvas, a necessidade de reciclar o lixo, de reflorestar, etc.

Tudo isso parece muito distante de sua vida diária? Pois saiba que todas essas dificuldades que o planeta está passando começaram na casa de cada um de nós. No porta-malas cheio de sacos de supermercado que descarregamos em casa, nas horas que ficamos debaixo do chuveiro desperdiçando água, no nosso cesto de lixo.

São problemas que estão conectados com o consumo e hábitos da vida moderna. Por isso as mudanças climáticas têm muito haver com você. Sua moradia não acaba na porta do seu apartamento. Ela vai além. Você mora em uma cidade, em um país, neste planeta.

Pensando nisso, pessoas do mundo inteiro estão se unindo para conscientizar a todos sobre a importância que cada um tem na luta contra o aquecimento global e, mais que isso, para fazer um apelo a lideranças mundiais para que proponham ações decisivas de enfrentamento às mudanças climáticas.

Um exemplo dessa união é a campanha internacional Tictactictac, criada pela Campanha Global de Ações pelo Clima. Esse nome tem um significado sério: reproduzindo o Tictac do relógio, quer dizer que há pouco tempo para agirmos.

Cada um contribui para a campanha de um jeito e as desenhistas brasileiras Mariana Borga e Claudia Fugita, da agência Y&R, escolheram mostrar, em desenho animado, as conseqüências do aquecimento global na nossa vida e de que jeito devemos encarar o problema.

Com muita criatividade, elas criaram a animação Adaptação. A idéia é mostrar que, para não atrapalhar o processo de evolução, é preciso aceitar a natureza como ela é. Para ver o desenho, basta ir ao You Tube(http://www.youtube.com/watch?v=oY4E8PYSdCc).

Jamie Cullum, Lilly Allen, Fergie e mais de 60 artistas de todo o mundo também entraram na campanha. Juntos, gravaram uma nova versão da canção Beds are Burning, do grupo australiano Midnight Oil. A idéia é transformar a canção em um hino ecológico para pedir justiça climática na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança climática em Copenhague, a ser realizada em dezembro.

A música está disponível para ser baixada gratuitamente no site da campanha (www.timeforclimatejustice.org) e cada download representará um pedido individual por um acordo climático na conferência.

Hoje (15/09), acontece outra grande manifestação pela preservação do planeta. É o movimento Blog Action Day, em que mais de 9.000 blogs de 150 países se unem para falar de um mesmo tema num único dia: Mudanças Climáticas. A idéia é mostrar que juntos podemos de fato transformar o mundo. O 365 Dias que Acalmaram o mundo aderiu ao movimento e a notícia que você está lendo faz parte da manifestação.

Independente do que for decidido em Copenhague, serão os indivíduos os responsáveis pela construção de novos valores e hábitos de vida que podem manter a temperatura da Terra em equilíbrio. Faça sua parte!

Fonte: Vida Simples / Planeta Sustentável / UOL Notícias / Blog Action Day / WWF



Escrito por Julia Lordello às 15h10
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Vira-lata salva vida no Chile

 

No mês passado, um adolescente chileno de 15 anos foi salvo de um incêndio pelo próprio cachorro, em Concepcíón, a 500 quilômetros de Santiago.

A família de Christián estava celebrando as festas pátrias do Chile no térreo da casa e o garoto estava jogando videogame no segundo andar. De repente, houve um curto-circuito e o fogo começou a consumir rapidamente o piso superior da casa, quase todo feito de madeira.

"Foi tudo num abrir e fechar de olhos. Eu havia saído para procurar meu pai e logo ouvi que gritavam: “incêndio!”. Corri até minha casa porque meu filho estava no segundo andar”, contou a mãe de Christián, María Cuevas.

Todos entraram em pânico, inclusive o garoto que estava sozinho no piso superior da casa. Exceto Lucky, o vira-lata da família.

Sem que ninguém pedisse nada, o cão subiu correndo até o segundo andar, atrás de seu dono.

"O cachorro subiu entre as chamas até o segundo andar. Como meu filho estava desesperado e não conseguia nem se mexer, Lucky puxou ele pelo braço", disse María.

Depois do susto, Christián e Lucky ficaram bem. O garoto escapou ileso do incêndio, e o vira-lata teve apenas alguns pêlos chamuscados. O segundo andar da casa ficou totalmente destruído.

A família afirmou que será eternamente grata a Lucky. Se não fosse a fidelidade e a coragem do cão, Christián não teria conseguido sair da casa.

"Mesmo com a casa em chamas, ele teve coragem de subir e salvar meu filho. Lucky é o nosso herói", afirmou María.

Fonte: Globo.com / MundoMascotas.org / Seu Cachorro



Escrito por Julia Lordello às 20h25
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Moda sustentável

 

Vestir-se é um ato cotidiano. Todos os dias a gente acorda, toma banho e põe uma roupa. O que vestimos acaba sendo um pouco o reflexo das nossas escolhas e de quem nós somos.

É por isso que cada vez mais pessoas optam por vestir roupas sustentáveis, que causem o menor impacto possível no meio ambiente e respeite as pessoas e a natureza.

Existem muitas formas de se vestir de forma consciente. É possível comprar roupas feitas com materiais renováveis ou recicláveis, dar preferência a empresas que tenham programas de responsabilidade social e ambiental, fazer bazar de trocas com as amigas, consertar e dar vida nova a suas roupas antigas e até doar as roupas que você não usa mais para quem precisa.

A americana Suzanne Agasi criou o site Clothing Swap com o intuito de ficar na moda sem descuidar do planeta. O projeto é simples: Suzanne organiza encontros para trocas de roupas e acessórios entre amigas e ainda doa as roupas que sobram para instituições de caridade.

A idéia é incentivar a troca de roupas e mostrar o quanto pode ser divertido, econômico e ecológico renovar o armário com peças de segunda mão.

Algumas brasileiras também estão optando por esse jeito divertido e ecológico de se vestir. Em São Paulo, a psicanalista Sylvia Loeb entrou na onda quase por acaso. Depois de uma arrumação que fez no guarda-roupa, três anos atrás, ela retirou algumas peças que já não usava e decidiu convidar as amigas para um bazar de trocas em sua casa. Detalhe: elas também teriam que fazer uma limpeza no armário.

O encontro rendeu peças "novas" para todas. A idéia deu tão certo que a troca de roupas virou uma tradição entre as amigas.  O que sobra das trocas também não volta para o armário. "Doamos para bazares beneficentes", diz Sylvia.

Para Ana Zanesco, fundadora do do Instituto Ecotece, que trabalha para divulgar princípios e práticas mais verdes no setor da moda, fazer bazares de troca é fundamental para consumir menos e de forma mais consciente.

"As trocas são ótimas. Esticamos a vida útil dos produtos, reduzindo a necessidade de mais matéria-prima e processos fabris para a produção de novas peças", afirma.

Na indústria da moda, algumas grifes também aderiram à consciência ecológica e social.

Um exemplo é a Sementeira, marca carioca que tem uma linha de roupas feitas com fibras de algodão orgânico e pigmentos cultivados sem agrotóxicos e em regime de manejo sustentável.

Outra que se preocupa com a sustentabilidade é a Osklen, que tem desenvolvido matérias-primas menos agressivas ao ambiente e que geram oportunidades de renda para comunidades e pequenos produtores. “As pessoas querem se vestir sem agredir o planeta. Atualmente utilizamos mais de 20 diferentes categorias de materiais de origem reciclada, orgânica, natural e artesanal”, afirma Oskar Metsavaht, criador da Osklen.

Fonte: Revista Bons Fluidos / Vida Simples / Época / À moda da casa



Escrito por Julia Lordello às 17h55
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Remédio animal

 

Jack e Nina andam orgulhosos pelos corredores de hospitais na cidade de São Paulo. Eles sabem que têm uma grande missão: levar alegria e bem-estar à portadores de necessidades especiais, crianças e idosos internados em hospitais.

Eles são cães terapeutas e fazem parte de um projeto muito especial: o PetSmile, que leva uma equipe de 20 bichinhos treinados para brincar com pacientes e tornar as instituições de saúde lugares mais leves e afetuosos.

A equipe ainda conta com a lebre Lili, a chinchila Fidel, a tartaruga Telha, o porquinho-da-Índia Roy e outros notáveis companheiros que vão de quarto em quarto para ajudar os pacientes a esquecer, por algumas horas, as dificuldades dos tratamentos médicos.

Desde a sua fundação, em 1997, o PetSmile já beneficiou mais de 12 mil pessoas. Atualmente realiza cerca de 6 visitas mensais em 9 instituições em São Paulo.

A presença de animais é comum em hospitais dos Estados Unidos há décadas. No Brasil, o método ganhou popularidade no final dos anos 1990 e, a cada ano, ganha novos adeptos. É chamado de zooterapia ou terapia assistida por animais.

Estudos atestam que o simples contato com um bichinho desses promove sensações de bem-estar, com reflexos de ordem física e emocional.

Entre outros aspectos, ajuda a controlar o estresse, a diminuir a pressão arterial e os riscos de problemas cardíacos. Ainda: aumenta as células de defesa e eleva os níveis de endorfina, aliviando dores e minimizando os efeitos da depressão.

"A presença do animal é acolhedora. Os pacientes relaxam e aderem melhor aos tratamentos. Observamos também a ausência de percepção de dor. O bicho é um terapeuta. Ele ensina respeitar a vida e a dignidade de cada pessoa, sem discriminação e preconceito e, por onde passa, deixa um sorriso", afirma a médica veterinária e psicóloga Hannelore Fuchs, 82 anos,  idealizadora do PetSmile.

A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo é uma das instituições visitadas por esses ilustres terapeutas. Na pediatria do hospital, Serginho, 10 anos, que possui distrofia muscular, espera ansioso cada visita. Assim que vê os bichinhos abre um sorriso. “Quanto tempo! Estava com saudade”.

Com o auxílio de uma voluntária, por não conseguir se movimentar, ajuda a alimentar Roy, o porquinho-da-Índia. Feliz, se despede e faz um pedido: que o retorno seja breve.

O cão Jack é o que mais chama atenção. Dócil e maior do que a maioria das crianças, é requisitado o tempo todo.

Os voluntários do projeto também saem transformados dos encontros. "É um trabalho em que ajudamos a quebrar um pouco esse clima tenso de hospital, mas também saímos daqui melhores. É uma experiência única", diz Marina Queirós, voluntária e dona de Jack.

Fonte: Portal Terra / Viva Saúde / Revista Döhler / Blog da HCTV



Escrito por Julia Lordello às 15h37
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RESUMO DA ÚLTIMA SEMANA

O nome de quem tem nome

Você sabe o nome do carteiro da sua rua? E dos garis? E dos operários que trabalham na obra da sua casa?

Todos eles têm nome, identidade, dor de cabeça, mãe, sonhos. Todos têm uma história. Como você.

Pensar nisso é essencial para darmos o valor merecido a esses trabalhadores. Temos a tendência de valorizar determinadas profissões e minimizar outras, como se ser um empresário, por exemplo, fosse mais importante do que ser um gari. O que não é uma verdade.

O empresário é fundamental para a sociedade já que cria negócios, investe no país, gera empregos, etc. E o gari também. Se não fosse ele, nossas ruas estariam cheias de lixo, a cidade estaria mal cuidada, ratos e baratas fariam a festa. Ou seja, seria um verdadeiro caos.

Algumas notícias dessa semana foram sobre projetos feitos especialmente para operários, garis, enfim, esses heróis que andam por aí cuidando e construindo o nosso bairro, a nossa cidade, o mundo.

A ONG Mestres da Obra, projeto de inclusão social, que monta ateliês-escola dentro de canteiros de obra, onde os operários transformam resíduos da construção civil em arte. A idéia é trazer arte, qualidade de vida e resgatar a auto-estima desses trabalhadores.

A ONG Educa São Paulo que criou uma biblioteca comunitária para os garis. O projeto deu tão certo que despertou o interesse até de quem não sabia ler. Foi aí que surgiu a idéia de criar um programa de alfabetização na própria biblioteca. A biblioteca virou sala de aula com 120 garis matriculados, encantados com a idéia de aprender a ler.

E o programa Troca de Funções: hoje eu sou você, do Shopping Iguatemi, em São Paulo.  Uma vez por ano, gerentes de diversas áreas do shopping largam seus computadores para manobrar carros, fazer limpeza ou trabalhar na jardinagem. A idéia do programa é aproximar os executivos dos funcionários e fazer com que todos entendam como é fundamental o trabalho que cada uma dessas pessoas exerce no shopping, seja limpar as escadas ou trabalhar como gerente.

Descubra o nome do seu carteiro. Dê bom dia para os garis. Respeite os operários da sua obra.

Lembrar que cada um desses trabalhadores já chorou querendo o colo da mãe assim como você quando bebê é uma ótima maneira de nos colocarmos no mesmo lugar. Todos nós nascemos, vivemos e morremos. E cada um tem o seu caminho e a sua função, nem mais importante nem menos. É apenas um caminho, é apenas uma função.

Um abraço e até semana que vem!

Para ouvir essa música clique aqui: http://www.kboing.com.br/script/radioonline/busca_artista.php?artista=seujorge&cat=music



Escrito por Julia Lordello às 14h13
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Turismo do bem

 

As viagens pelo Brasil podem ficar muito mais interessantes. Imagine um roteiro com visitas a projetos sociais que refletem a convivência harmônica de comunidades com a natureza. Nesse passeio, restaurantes sofisticados são trocados por comidinhas caseiras, a impessoalidade dos hotéis é substituída pelo aconchego das casas dos moradores locais e as festas dão lugar a apresentações de dança, música e contação de histórias.

É exatamente isso que propõe a ONG Projeto Bagagem, criada em 2002, que tem como principal objetivo incentivar e promover o turismo comunitário.

A idéia é melhorar a qualidade de vida de comunidades brasileiras de baixa renda e valorizar a cultura e tradição de cada região por meio do desenvolvimento desse tipo de turismo do bem.

Nessas viagens, a convivência com pessoas locais é a principal atração.

No roteiro Amazônia Ribeirinha, organizado com a ONG Saúde e Alegria, é possível ver de perto como vivem as comunidades ao longo dos rios Tapajós e Arapuins.

Na Chapada Diamantina (BA), o foco é o projeto de fortalecimento da tradição oral desenvolvido pela ONG Grãos de Luz e Griô. Aqui, a atração são os griôs, líderes comunitários que apresentam suas tradições e histórias.

Já no roteiro Conexões Caiçaras Guaraqueçaba, desenvolvido com a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Cooperguará Ecotur, a atração são comunidades que vivem no maior corredor contínuo de Mata Atlântica.

Os roteiros se empenham em causar o menor impacto possível no meio ambiente e a renda gerada pelo turismo é aplicada nas próprias comunidades.

Além de curtir a natureza exuberante, esses viajantes do bem ainda têm uma oportunidade única: aproveitar as conversas de pé de ouvido para entender como essas comunidades chegaram tão perto da sustentabilidade.

Fonte: Repórter Eco / Vida Simples / Página 22 / Terra



Escrito por Julia Lordello às 13h54
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A praça também é sua

 

Você já parou para pensar que a praça da sua rua também é sua? Algumas pessoas estão começando a tomar consciência disso e a transformar voluntariamente praças públicas em espaços mais bonitos, alegres e humanos.

Orquídeas, lírios, azaléias, rosas e pingos de ouro compõem os 600 metros quadrados da Praça Padre Mário Fontana, na Mooca, zona leste de São Paulo. A beleza se deve ao trabalho de quatro décadas de Aldo D'Angelo, de 80 anos, e da mulher, Léa, de 78

Quando se mudaram para o bairro, só havia terra no local. O casal limpou a área e plantou flores e árvores. Desde a criação da praça, eles são responsáveis por sua conservação.

Para Aldo, as pessoas deveriam tornar as praças lugares tão agradáveis quanto às suas próprias salas de visitas. “As pessoas deveriam transformar as praças públicas em jardins particulares”, afirma.

A professora de inglês e italiano Noemi Camerini também decidiu transformar uma praça do bairro onde mora, na zona oeste de São Paulo.

Desde que sua neta Jade nasceu, tinha vontade de levá-la para brincar na pracinha, mas não conseguia já que o espaço era cheio de lixo e entulhos. Decidida a mudar isso, pediu a ajuda dos vizinhos. Bateu de porta em porta para arrecadar dinheiro e convidar as pessoas para transformar o espaço público.

A idéia deu tão certo que, além de criar uma praça novinha, houve uma mudança de atitude no bairro. As pessoas se uniram e passaram a cuidar do espaço. "Eu notei que quando um começa a limpar, os outros começam a vir atrás. Ou seja: ficam sem jeito de sujar e passam a cuidar do espaço”, conta Noemi.

A pequena Alice, 4 anos, ganhou um presente inusitado no seu último aniversário: uma praça.

Tudo começou quando sua mãe Cecília Lotufo perguntou o que ela gostaria de fazer em seu aniversário. Alice disse que queria comemorar na pracinha próxima a sua casa. Acontece que a praça no bairro da Lapa, em São Paulo, estava maltratada e com os brinquedos quebrados.

Cecília, então, mobilizou amigos e a vizinhança para ajudar a recuperar os brinquedos e a área verde. Também pediu ajuda à prefeitura.

A prefeitura se comprometeu a consertar as calçadas e instalar novos brinquedos. Os amigos se entusiasmaram com a idéia: um decidiu construir uma amarelinha de pedra, outro colocou um balanço de pneu, outros doaram mudas para serem plantadas.

Cecília aproveitou e chamou logo toda a vizinhança para a festa de Alice na pracinha, que havia se transformado em um espaço lindo e agradável para todos. A praça ganhou vida. Um presente que vai ficar para a história da Alice e de todas as pessoas do bairro.

“Acredito que toda essa história vai dar força, no futuro, para Alice acreditar nas mudanças, acreditar que as coisas podem acontecer quando a gente deseja e corre atrás”, afirma Cecília.

Fonte: Repórter Eco / Vida Simples / Revista Bons Fluidos / SPTV / Portal Onne



Escrito por Julia Lordello às 15h48
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Auxiliar de limpeza por um dia

 

Com um uniforme cinza de saia e blusa, Flávia Kujawski, 37 anos, chegou ao Shopping Iguatemi, em São Paulo, para um dia de trabalho como auxiliar de limpeza. Com um esfregão nas mãos, limpou as escadas do terceiro piso do sofisticado centro comercial.

Essa história seria banal, não fosse um detalhe: ela é gerente de relacionamento e serviços do Iguatemi.

Flávia foi um dos 28 executivos que participaram do programa Troca de funções: hoje eu sou você. Uma vez por ano, durante três horas, gerentes de diversas áreas do shopping saem de suas cadeiras reclináveis e largam seus computadores para manobrar carros, trabalhar na jardinagem, checar extintores de incêndio e auxiliar as clientes a trocar a fralda dos filhos.

A idéia do programa, que é feito há dez anos, é aproximar os executivos dos funcionários e fazer com que todos entendam como é fundamental e importante o trabalho que cada uma dessas pessoas exerce no shopping, seja limpar as escadas ou trabalhar como gerente.

A troca de funções também é uma ótima oportunidade para gerar melhorias no centro comercial. Depois da experiência, os executivos fazem um levantamento das dificuldades existentes em cada trabalho e sugerem mudanças que podem facilitar a vida dos funcionários e dos clientes.

“A cada ano, recebemos uma centena de sugestões. E cerca de 90% são implementadas”, diz Sandro Fernandes, gerente-geral do shopping.

Com o programa, seguranças, auxiliares de limpeza, jardineiros e outros profissionais passam a ter mais orgulho do que fazem e adquirem um novo olhar sobre o seu próprio trabalho, e os executivos passam a entender melhor o dia-a-dia do shopping e a admirar e valorizar as outras funções.

“Essa atividade tem frentes de grande valor. Desde a questão de percepção e motivação das equipes à valorização das atividades dos colegas, já que o pessoal sente na pele as dificuldades do cotidiano. Depois disso, os executivos voltam para seus cargos com uma percepção completamente diferente da coletividade e um apreço maior pelo que os outros fazem”, afirma Charles Krell, vice-presidente de operações da rede Iguatemi.

Fonte: Época Negócios / Zero Hora / A Notícia / Gazeta Mercantil



Escrito por Julia Lordello às 12h42
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A biblioteca dos garis

 

Gilson de Souza mora com a mulher e a filha na periferia de São Paulo. Depois de trabalhar, nunca volta para casa de mãos vazias. Tem sempre um livro por perto. Apaixonado por romances, ele estimula a mulher a aproveitar as horas vagas para também conhecer um mundo novo.

“Quando comecei a aprender a ler, eu já me interessava. Já vem de família. Minha família inteira gosta de ler. Então, peguei esse costume”, diz.

Gilson é um dos 12 mil funcionários responsáveis pela limpeza de São Paulo.

No centro da capital paulista, eles se reúnem para o almoço ou a troca de turno no alojamento dos garis. Para dar oportunidade a esses trabalhadores e incentivar a leitura, a ONG Educa São Paulo instalou ali, há quatro anos, uma biblioteca comunitária conhecida por todos como a biblioteca dos garis.

“Eu interajo com a biblioteca e me transporto para outro mundo. Esse momento das 11 horas ao meio-dia é o mais gostoso”, conta Gilson.

Além de Gilson, Berenice, José Soares da Silva e tantos outros garis estão começando a entender o quanto é importante e prazeroso o ato de ler.

“Essa biblioteca é um caminho aberto para a cultura. Não é porque somos garis que a gente não tem informação e cultura. Eu gosto de filosofia e estou lendo o livro Aprender a Envelhecer porque eu já estou preocupada com isso”, afirma Berenice.

A biblioteca, que tem quatro mil títulos, foi montada com doações. O projeto deu tão certo que despertou o interesse até de quem não sabia ler.

Os organizadores perceberam que alguns garis, apesar de terem o Ensino Médio completo, iam à biblioteca e não conseguiam ler os livros, só folheavam. São os chamados analfabetos funcionais, aqueles que conhecem as letras mão não conseguem interpretar as frases.

Foi aí que surgiu a idéia de criar um programa de alfabetização na própria biblioteca. A ONG fez uma parceria com a PUC de São Paulo e os alunos da universidade tornaram-se professores voluntários. A biblioteca virou sala de aula com 120 garis matriculados, encantados com a idéia de aprender a ler.

“A gente vem ver os livros, mas só olhar. Quero aprender a ler, pra pegar um livro, sentar e ler mesmo”, diz o gari José Soares da Silva.

As aulas vão além do ensinar a ler e a escrever. O objetivo é estimular o conhecimento, ampliar a visão de mundo e resgatar a cidadania.

“A nossa contribuição é dar visibilidade a esse cuidador da cidade, a esse que embeleza a cidade pela sua limpeza. Dar a ele, através do processo educativo, uma possibilidade de galgar outros passos, construir novos sonhos e possibilidades”, afirma Maria Graciani, voluntária e coordenadora do projeto de alfabetização.

Fonte: Ação / Revista Almanaque Brasil / Terra



Escrito por Julia Lordello às 14h24
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A dança que liberta

 

Um olhar diferente sobre os gestos. Um jeito de fazer a dança de forma livre, aberta a todas as pessoas, adaptada a diferentes corpos, pessoas que andam, pessoas que não andam, que escutam, que são surdas. Nessa dança, todos são convidados a se libertar. Inclusive a platéia.

É essa a proposta da Candoco Dance Company, companhia britânica de dança contemporânea de bailarinos com e sem deficiência física que com sensibilidade leva ao palco diferentes formas de movimento em coreografias democráticas.

A idéia da companhia, fundada em 1991, é criar um trabalho de qualidade e mostrar que as pessoas com e sem deficiência podem conviver cotidianamente, desenvolver habilidades, sem necessariamente precisarem de um tratamento diferenciado ou especial.

“A dança é um direito de todos e quanto mais variedade tiver a dança, melhor será. O fato de o grupo ter pessoas com fisicalidades distintas, bailarinos muitas vezes rejeitados em outros lugares, com coreografias que promovem a inclusão criativa desses artistas me animaram a ingressar no grupo”, afirma o brasileiro Pedro Machado, um dos diretores artísticos da companhia.

A companhia de dança foi criada pela bailarina Celeste Dandeker. Após sofrer um grave acidente, Celeste se viu impossibilitada de fazer o que mais gostava na vida: dançar. Determinada a não desistir dos seus sonhos, passou a explorar exercícios e movimentos que se adaptassem à sua nova realidade.

Ao perceber as inúmeras possibilidades de movimentos que a dança dá para qualquer pessoa, com ou sem deficiência, e entender o quanto dançar foi importante para a sua recuperação, ela resolveu fundar a Candoco.

Hoje, a companhia é respeitada no mundo todo, já fez turnês em mais de 50 países, ganhou diversos prêmios e trabalhou com coreógrafos de renome internacional, como Siobhan Davies, Stephen Petronio e Javier de Frutos.

“A dança naturalmente quebra nossas defesas - você tem que permitir que as pessoas te toquem e te observem. Ultrapassa barreiras o tempo todo, por isso é uma ótima maneira de fazer as pessoas refletirem sobre a integração em relação à deficiência”, afirma Celeste.

Além das apresentações, o grupo realiza oficinas e estágios para incluir bailarinos com qualquer tipo de deficiência física e mostrar que na dança tudo é possível.

“A Candoco mudou minha atitude com o mundo e comigo. Me ensinou a confiar novamente nas pessoas e acreditar em mim mesma. A melhor coisa que aprendi lá é que somos todos iguais”, afirma a bailarina Welly O’Brien, 34 anos, que fez uma das oficinas depois que perdeu a perna em um acidente de trem.

Nessa semana, a companhia se apresentará em São Paulo (dias 7,8 e 9 de outubro). Daqui, segue para outros países com o mesmo objetivo: libertar e transformar bailarinos e platéias do mundo inteiro.

Fonte: O Estado de S. Paulo / The Independent / Teatro Alfa / Aplauso Brasil



Escrito por Julia Lordello às 14h49
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Morar de bem com a natureza

A sua casa é sustentável? Tem painel solar, sistema de coleta de água da chuva, lixeiras seletivas? Há cada vez mais exemplos de pessoas que adotam atitudes sustentáveis e optam por morar de bem com a natureza.

Isso se deve, em parte, ao sentimento de urgência ecológica que vem se difundindo em conseqüência das mudanças climáticas. As pessoas estão começando a entender que se não cuidarmos do meio ambiente, os recursos do planeta vão acabar. Hoje, trazer a sustentabilidade para dentro de casa não é apenas uma questão de consciência ambiental, é uma necessidade.

No condomínio Vale do Sol, em Belo Horizonte, Flávio Negrão, diretor de meio ambiente do Instituto dos Arquitetos do Brasil, e sua mulher, Camila Alterthum, optaram pela arquitetura que dialoga com o meio ambiente.

Lo­ca­lizada em uma área de cerrado, a casa foi criada com a preocupação de se preservar as espécies nativas como mirtáceas e barbatimão. O telhado é de telha reciclada de tubo de pasta de dente e o forro é de placas de tetrapak, feito de embalagens recicladas. O piso é de taco de demolição.

"O projeto foi pensado em função da vegetação. Desmatamos o mínimo possível, o tanto exato para erguer a casa, e compensamos com o plantio de novas árvores onde foi possível", conta Flávio.

A casa do empresário Fernando Pena, no condomínio Vila Del Rey, é outro bom exemplo de construção sustentável.  Pensando em reduzir o custo com água, ele planejou um sistema de captação para molhar os jardins. Enterrou duas caixas no solo, sendo que a primeira alimenta a segunda com a água coletada da chuva e a segunda é alimentada também com as águas do chão e das pias dos banheiros.

Pena produz ainda o adubo consumido em seus jardins e hortas. Todo material orgânico gerado no próprio terreno como folhas, podas e cortes de grama são usados para fazer compostagem. “O meu critério é não desperdiçar nada”, diz Fernando.

O casal de mineiros João Henrique Reis e Tarina Rubinger abandonou há dois anos o apartamento no bairro Santo Agostinho e se mudou para a Casa da Montanha, localizada no condomínio Pasárgada. O cuidado com a natureza pautou toda a construção e o projeto da casa, assinado pelos arquitetos Carlos Solano e Celso Borges.

Os arquitetos optaram por incorporar uma enorme parede que separa a sala da área de cozinha e serviço, toda de adobe, feito com a terra local. Isso faz com que a temperatura da casa fique sempre agradável, o que diminui o uso de ar-condicionado. As portas, janelas e escadas são de material de demolição, o que evita o consumo de madeiras novas. E tem aquecimento solar na piscina, nos chuveiros e em todo o piso da casa.

“Sinto que estamos contribuindo para a sustentabilidade do planeta. É indescritível acordar e respirar ar puro, colher verduras e frutas orgânicas. Nossa opção teve muito a ver com o nascimento dos nossos filhos. Queríamos que eles tivessem uma vida mais saudável e em contato com a natureza”, afirma Tarina.

Fonte: Revista Viver Brasil / Estado Ecológico / Planeta Sustentável / Casa e Jardim



Escrito por Julia Lordello às 12h23
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Os operários da arte

 

Antônio Feitosa, 57, trabalha como ajudante de encanador. Ele cursou apenas a primeira série do ensino fundamental e nunca pisou em uma exposição. Mas é um artista. Com direito a diploma -o único que recebeu na vida, exposto na estante de casa- e obra-prima à mostra em uma galeria de arte.

Gabriel Alves, Dirceu Floriano, José Felizardo e Antônio do Nascimento também trabalham em canteiros de obra e são artistas.

Gente que faz flores, quadros, luminárias e móveis surgirem a partir de restos de concreto, ferro, encanamento, tinta e madeira utilizados na construção de edifícios.

Todos fazem parte da história da ONG Mestres da Obra, projeto de inclusão social e sustentabilidade que monta ateliês-escola dentro de canteiros de obra, onde os operários transformam resíduos da construção civil em arte.

O projeto que está transformando a vida desses trabalhadores foi idealizado em 2002 pelo arquiteto e artista plástico Arthur Pugliese e pelo educador ambiental Daniel Cywinski.

A idéia é trazer arte, qualidade de vida e resgatar a auto-estima desses operários, além de implantar um projeto auto-sustentável de preservação ambiental, reaproveitando o material das construções que iria para o lixo.

“Estar no Mestres da Obra é estar em um espaço mais humano. Até os responsáveis pela obra conversam mais com a gente, se importam com a gente, dão mais atenção. É tudo melhor. A gente trabalha melhor”, afirma Gabriel Alves, 43, carpinteiro.

As aulas acontecem duas vezes por semana, no final do expediente e são abertas a todos os operários, que são acompanhados de um psicólogo, um artista plástico e um professor de história da arte.

“Isso deu vida pra minha própria pessoa. Eu passei a ter amor pela minha própria pessoa ainda mais e por aquilo que eu faço também”, conta Dirceu Floriano, que há 30 anos trabalha como armador.

Durante as aulas, os tímidos alunos acabam descobrindo que sabem muitas coisas. "Nem sabia que seríamos capazes de fazer arte", diz o operário José Felizardo, 34 anos. Ele nunca foi a uma exposição ou museu. "Só estive no cinema uma vez, mas deve fazer mais de 10 anos."

O moldador Antônio do Nascimento, 36, entrou no projeto a contragosto. Hoje, dedica as horas livres para fazer arte. “Disseram que arte era uma forma de a gente demonstrar os sentimentos. Isso foi me dando mais sensibilidade e, quando eu fazia as peças, tinha uma outra visão das coisas.”

O Mestres da Obra mantém uma galeria de arte, em São Paulo, onde estão expostos os trabalhos de todos esses operários-artistas. No acervo, há cerca de 500 obras.

Fonte: Ação / Revista da Folha / Folha de S. Paulo / Jornal da Tarde / BIS Setin



Escrito por Julia Lordello às 12h40
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RESUMO DA ÚLTIMA SEMANA

Você é o que você queria (e quer) ser?

 

Astronauta, artista de circo, super-herói. Você queria ser alguma dessas coisas quando criança?

A criança não tem medo de sonhar. Quando a gente é pequeno, as possibilidades do que a gente vai ser quando crescer são grandes.

Acontece que quando a gente cresce, todos esses sonhos ficam lá, em algum lugar da infância. Passamos a acreditar que o sucesso da carreira está em ganhar dinheiro e ser bem sucedido. Mas o que é ser bem sucedido?

Para muitos, é provocar admiração no outro, conquistar poder, ser reconhecido. Com isso, essas pessoas acabam deixando de lado o que tem de mais valioso: sua vocação, aquilo que lhe faz feliz, que lhe dá prazer e dá sentido à vida.

Há pouco tempo, li uma ótima matéria da jornalista Débora Didonê, na revista Vida Simples, que falava sobre isso.  No texto “Raça de Heróis”, Débora dá exemplos de pessoas que largaram uma carreira bem sucedida e a estabilidade para correr atrás dos seus sonhos. O mais bacana é que ela mostra que não existe mágica nessas histórias. É apenas o resultado de quem acredita naquilo que busca.

Todos nós temos a possibilidade e o direito de fazer aquilo que gostamos. E isso definitivamente não significa ficar apenas sonhando sem ter dinheiro para pagar as contas. Para chegar à auto-realização é preciso estar com os pés no chão, traçar metas e, principalmente, estar preparado para superar frustrações e conflitos.

Resolvi escrever sobre isso porque duas notícias dessa semana foram sobre pessoas que tiveram a coragem de abrir mão de uma carreira estável para realizar os seus sonhos.

O engenheiro Ricardo Joseph que criou o projeto Urbanias, que consiste em um site onde os paulistanos podem fazer reclamações sobre problemas da metrópole e discutir propostas e soluções que melhorem o dia-a-dia de todos. Formado pela Universidade de São Paulo e pós-graduado em administração pela Universidade de Yale, nos Estados Unidos, ele resolveu aos 39 anos trocar a bem-sucedida carreira como consultor financeiro e realizar o sonho de promover mudanças na sua cidade.

E o fotógrafo e advogado Luis Eduardo Salvatore que decidiu deixar o emprego e abdicar da carreira para fazer o que realmente gosta: ajudar as pessoas. Ele já conseguiu levar educação, saúde e cultura a mais de 300 mil brasileiros carentes. Tudo isso graças à sua ONG Instituto Brasil Solidário (IBS).

Seja fiel a você e aos seus sonhos. Lute pelo que você acredita. Não é fácil, é preciso coragem, mas vale a pena. Quando fazemos o que realmente nos deixa feliz, a vida passa a ter sentido. Você é o que você queria (e quer) ser? Pense nisso.

Um abraço e até semana que vem!

 

Para ouvir essa música clique aqui: http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/cdcapa.php?artista=Seu-Jorge&album=The-Life-Aquatic-Studio-Sessions&codcd=009177-7



Escrito por Julia Lordello às 20h06
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Plantando o futuro

 

Transformar área de pastagem em floresta. Foi com essa idéia, que a princípio soou como absurda, que tudo começou.

Acostumados a percorrer o mundo em função do trabalho com a fotografia, Sebastião Salgado e a mulher, Lélia Wanick, viram de perto a ação do homem sob a natureza. “A gente esqueceu que a gente é natureza. O ser humano é a única espécie que destrói a casa de outras milhares”, observa Sal­gado.

Incomodados com o tamanho do estrago, decidiram fazer sua parte. “Nem que fosse uma gota no oceano, queríamos dar nossa contribuição ao mundo”, pontua Lélia.

E assim foi criado o Instituto Terra, uma organização não governamental, que trabalha com a recuperação da mata atlântica e a educação ambiental na região de Aimorés, cidade natal do renomado fotógrafo mineiro.

Passados 10 anos, a semente bro­tou. O casal já plantou mais de um milhão e meio de árvores. O pasto deu espaço a uma floresta. No lugar do gado, mudas de plantas. Quase 500 hectares de ma­ta já foram recuperados na região do Vale do Rio Doce.

“Eu acho isso aí um milagre. É uma maravilha a gente pensar que a gente pode refazer o mundo outra vez”, diz Lélia.

A sede funciona na fazenda Bulcão, antiga propriedade rural da família Salgado. Junto com outros produtores rurais, o pai de Sebastião foi um dos responsáveis pela destruição do ecossistema da região. “Naquela época, não se via utilidade para floresta. O comum era queimar as árvores para fazer pasto”, diz o fotógrafo.

Decidido a recuperar todo o verde, Sebastião ligou para o Professor e ambientalista Célio Valle, diretor de biodiversidade do Instituto Estadual de Florestas, para pedir ajuda.

Célio sobrevoou a região com o casal e sugeriu que transformassem o local em uma Reserva Particular do Patri­mô­nio Natural. Os dois encararam o desafio. Foi aí que nasceu o Instituto Terra.

Além de reflorestar, uma grande preocupação do casal é conscientizar as pessoas de como cada um tem um papel fundamental na preservação do meio ambiente. É dessa preocupação que o instituto extraiu sua outra vocação: educação ambiental.

Um dos projetos de educação é o Projeto Terrinhas. Criado em 2005, o programa forma monitores ambientais mirins. Depois de formados, esses monitores saem preparados para agir em defesa do meio ambiente e levam todo o conhecimento para as outras crianças das escolas da região.

Tiago Resende é um dos pequenos monitores. Aos 11 anos, ele entrou para o Terrinhas porque está preocupado com o aquecimento global. “Eu sei que eu tinha que conscientizar-me mais, porque eu não sabia o bastante para preservar a natureza”, afirma.

Sebastião e Lélia não pensam em parar por aqui. O projeto do casal é plantar e ver crescer 50 milhões de árvores em 50 anos. Um milhão e meio, já estão crescendo.

Fonte: Revista Viver Brasil / Globo Rural / Planeta Sustentável / Um Pé de Quê?



Escrito por Julia Lordello às 13h59
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O encontro de gerações

 

Nessa semana foi comemorado o dia do idoso (01/10). Pensando em resgatar o conhecimento histórico-cultural dos idosos, aumentar sua auto-estima e garantir seu direito de cidadão, além de despertar nas crianças os sentimentos de respeito e valorização do idoso, algumas escolas estão criando projetos para aproximar as duas gerações.

A idéia dos projetos é mostrar que esse encontro de gerações pode ser muito divertido e gerar um grande aprendizado tanto para as crianças quanto para os idosos.

Há cerca de oito anos, Seu Caetano, um senhor que já tem mais de 80 anos, ligou para a Escola Municipal de Educação Infantil Professor Ignácio Henrique Romeiro (SP) e pediu para ir até o colégio contar as histórias de quando era criança, em uma das classes. A experiência foi tão legal que a direção o convidou novamente, mas, dessa vez, para conversar com todos os alunos.

A partir daí, ele passou a ir à escola ensinar a cuidar das plantas, a fazer compostagem e a plantar árvores. Seu Caetano é uma das inspirações e dos participantes do Projeto Intergeracional, que ensina os pequenos a valorizar o idoso e, como o próprio nome já diz, propõe uma troca de aprendizado entre gerações.

Assim, os idosos são convidados a visitar o colégio em datas especiais para cantar, dançar, conversar e até construir brinquedos. No Dia das Crianças do ano passado, um grupo de idosos se uniu às mães dos alunos para criar brinquedos feitos de maneira sustentável que foram entregues às crianças.

Para não ficar para trás, os alunos também se apresentam para os idosos e visitam casas de repouso. O primeiro projeto das crianças foi uma bandinha, mas eles também cantam e dançam.

“O carinho que eles têm com os idosos é espontâneo. Todo mundo fica feliz: os idosos e as crianças. É uma troca de energia muito grande. Queremos que eles cresçam assim, respeitando os idosos”, diz Huguetti Davini, diretora da Escola.

Outro acontecimento bacana aconteceu quando a calçada estava esburacada. Os alunos, quando foram passear pelas redondezas para avaliar as condições da rua, observaram a quantidade de buracos que poderia prejudicar os idosos. “Eles mesmos perceberam que era muito perigoso para os idosos andarem por ali porque eles podiam cair e se machucar”, conta Huguetti.

Assim, em mais uma mostra de atitude, as crianças escreveram uma cartinha para o subprefeito, pedindo melhorias que incluíam até uma rampa para os idosos poderem circular com segurança. O pedido foi atendido do jeito que a meninada pediu.

No Colégio Palmares (SP), os alunos são incentivados a fazer trabalhos voluntários em asilos e creches. Os estudantes fazem brincadeiras, teatro e uma série de entretenimentos e, uma vez por mês, auxiliam no incentivo de recolhimento de mantimentos que são doados às seis entidades vinculadas.

Não há qualquer tipo de benefício extra em termos de pontuação ou bônus escolar. Quem pratica as ações o faz por generosidade. Essa é uma forma que o colégio encontrou de ensinar cidadania e respeito aos idosos e à criança. "A boa escola é aquela que transforma o aluno. O que ele não pode, em hipótese alguma, é sair do mesmo jeito que entrou", afirma a diretora Zilda Toscano.

Fonte: Planeta Sustentável / Meu Planetinha / Unesp / Revista Veja



Escrito por Julia Lordello às 10h05
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Mundo participa de ato pela paz

 

Em 2 de outubro comemora-se o Dia Internacional da Não-Violência. Para lembrar ao mundo da data – que também é aniversário do nascimento do líder indiano Mahatma Gandhi -, a organização internacional Mundo sem Guerras irá promover a Marcha Mundial pela Paz e pela Não-Violência.

Trata-se de uma manifestação global de conscientização para um mundo sem violência, cujas propostas são o fim dos arsenais nucleares, a retirada imediata de tropas em países invadidos e a redução progressiva de todos os tipos de armas e de todas as formas de violência.

A idéia da iniciativa é conscientizar as pessoas para todo tipo de violência, seja ela ambiental ou psicológica, entre outras, e não apenas física, e lembrar o quanto é importante trazer a paz para nossa vida e para o mundo.

O percurso total da marcha – que pretende ser a maior da história - será feito por uma equipe base, composta por cerca 50 pessoas de diferentes nacionalidades, que partirá da Nova Zelândia no dia 2 de outubro. O destino final dessas pessoas será na Cordilheira dos Andes, em Punta de Vacas, na Argentina, em 2 de janeiro de 2010.

Durante 90 dias, essa equipe passará por mais de 90 países e 100 cidades, nos cinco continentes. São mais de 160 mil quilômetros, a serem percorridos por diversos meios como ônibus, trem, bicicleta, barco e avião.

No caminho, a equipe multicultural terá a oportunidade de falar sobre a paz com pessoas de diferentes nacionalidades, religiões e culturas. De cidadãos comuns a personalidades.

Os pacifistas contam com o apoio de mais de 300 organizações de todo o mundo e de personalidades como Leonardo Boff, Maurício de Souza, José Saramago, Pedro Almodóvar, entre outros.

“Achei excelente a iniciativa de se organizar um evento mundial incluindo-se pessoas e organizações de todas as raças, culturas e posicionamentos ideológicos. Nós precisamos unir todas as forças e criar uma consciência planetária pelo fim das guerras, dos arsenais nucleares e de toda forma de violência”, afirma Maurício de Souza.

Por onde o grupo passar, terá um comitê local e acontecerão atividades em prol da causa, como fóruns, festivais, eventos culturais e educativos, entre outros.

No Brasil, a marcha deve desembarcar em Manaus apenas em 16 de dezembro e passará por Recife (PE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS).

Fonte: Planeta Sustentável / Globo.com / Marcha Mundial pela Paz e pela Não-Violência



Escrito por Julia Lordello às 11h02
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O teatro que recupera a fala

 

Altas doses de fraternidade, exercícios para relaxar o corpo e a mente e ensaios divertidos uma vez por semana.

Essa combinação de ingredientes está mudando a vida de 60 pessoas com problemas de fala - uma disfunção chamada afasia.

Elas fazem parte do grupo Ser em Cena, em São Paulo, um trabalho pioneiro no País que usa técnicas de teatro e de fonoaudiologia para a reabilitação e integração social de quem tem dificuldade de expressão. Entre as causas do problema estão acidentes vasculares cerebrais e traumatismo craniano.

Atualmente, a trupe ensaia o quarto espetáculo, "Sinal dos Tempos", com estréia marcada para dezembro. O texto foi escrito pela fonoaudióloga Fernanda Papaterra, especialista em afasia. Ela criou a ONG que dá nome ao grupo há sete anos em parceria com o mímico, clown e ex-paciente Nichollas Wahba.

A história de Nichollas se entrelaçou com as histórias dos afásicos depois de ter sofrido um acidente de carro, aos 16 anos, que resultou num  traumatismo craniano que o deixou afásico. Ele precisou de mais de quatro meses para voltar a emitir uma só palavra.

“Foi muito difícil, mas não desisti. Sabia o que era mala, identificava a palavra quando a ouvia, mas quando abria a boca, não saia som. Não conseguia dizer: mala”, conta.

Enquanto ele se esforçava para ser compreendido e recebia a ajuda de sua mãe, iniciou-se uma busca por especialistas em afasia. Nesta procura, a fonoaudióloga Fernanda Papaterra tornou-se a responsável pelo tratamento de Nichollas, que já era ligado à arte teatral, e, mesmo com a afasia, dava continuidade aos cursos de teatro.

Em 2002, Fernanda assistiu a uma apresentação de afásicos do Le Théâtre Aphasique, durante um congresso de fonoaudiologia, no Canadá. Inspirada nesta experiência, ela convidou Nichollas a fundar a entidade.

Foi assim que nasceu a ONG Ser em Cena. Hoje, Nichollas é um exemplo dos benefícios do método. "Eu me recuperei e sei que outros também conseguirão se tiverem condições."

Durante os encontros do grupo, pessoas de várias idades fazem caretas, cantam, decoram textos, se soltam. A participação é gratuita.

"O teatro é uma forma de quebrar preconceitos. O Ser em Cena é um espaço de ajuda mútua e de convivência amistosa. Aqui, eles se sentem incluídos de novo na vida social, sem inibição, sem medo de falar", afirma Nichollas.

Quando Aracy Bueno, 63, entrou para o grupo, há cinco anos, sofria para concluir uma frase. Hoje, se expressa sem inibição. "Melhorei muito aqui, inclusive da memória", diz.

Essa é também a história de José Madeira, 76 anos, Lucas Rodrigues, 25 anos, e Sérgio Finocchiaro, 60 anos, entre outros participantes.

"O teatro não substitui a terapia individual, mas auxilia muito na recuperação", afirma Fernanda.

Fonte: Isto É / Diário do Comércio / Neomondo



Escrito por Julia Lordello às 11h10
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