Viver para o próximo

 

Luis Eduardo Salvatore é fotógrafo e advogado, mas sua maior vocação é outra: ajudar as pessoas.

Ele já conseguiu levar educação, saúde e cultura a mais de 300 mil brasileiros carentes. Tudo isso graças à sua ONG Instituto Brasil Solidário (IBS).

Tudo começou quando Salvatore descobriu, aos 20 anos, que estava com diabetes. Foi aí que decidiu o que queria na vida: ser feliz. Isso para ele significava realizar alguma coisa para melhorar a vida das pessoas mais carentes.

Decidiu deixar o emprego, abdicar da carreira e seu primeiro passo foi viajar para uma aldeia no Alto Xingu.

Em troca da permissão para entrar na aldeia e fotografar os costumes indígenas, prometeu levar dentistas para cuidar da saúde bucal dos índios. Ao ver o resultado, ficou encantado com a experiência.

Lá encontrou o que realmente queria fazer: ajudar a quem precisava a ter acesso à educação, saúde e cultura.

Assim começou o seu projeto. Depois de quatro anos, em 2000, nasceu o Instituto Brasil Solidário, ONG que tem como princípio o desenvolvimento de programas sociais em comunidades socialmente desfavorecidas e com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).

De lá para cá, a ONG já contabilizou 343 mil beneficiados diretos e atende cerca de dez cidades por ano. Os projetos sociais realizados pelo Instituto Brasil Solidário são fundamentados na convivência, inovação e na necessidade real de cada município.

As equipes viajam por todo o Brasil para desenvolver metodologias educacionais nas escolas e diversas ações voltadas à sustentabilidade, saúde, meio ambiente, teatro, música, cinema e inclusão digital.

“As visitas da ONG incluem escolas de comunidades carentes e todo processo tem começo, meio e fim”, afirma Salvatore.

Uma das ações implementadas nas escolas é a construção de “escovódromos” para incentivar a higiene dental diária, que é programada juntamente com o horário das aulas. Cada aluno ganha um kit para toda a família e aprende a escovar os dentes. "Houve diminuição de cáries e dor de dente, e até de evasão escolar que antes ocorria por esses fatores."

As aulas de fotografia, teatro, música e cinema também são fundamentais para a qualidade de vida e recuperação da auto-estima dessas pessoas.

Givanilson da Silva, 16 anos, é um dos muitos que foram beneficiados pelo instituto. Em 2008 era um dos melhores alunos do curso de fotografia, em Balsas, no Maranhão. O projeto não só ensinou um ofício ao jovem como o colocou no mercado de trabalho. Ele foi empregado por indicação do instituto e hoje é fotógrafo e desenvolve trabalhos de tratamento de imagens em uma loja.

"Para nós, é uma grande conquista. Doamos a ferramenta e depois fazemos a gestão de todo o trabalho. A gente começa a fazer não o nosso sonho, mas o daquela pessoa", afirma Salvatore.

Fonte: Isto É / Revista Diálogo Médico / Ação



Escrito por Julia Lordello às 13h18
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Reciclando pneus

 

Você já parou para pensar no que acontece com pneus velhos que não podem mais ser utilizados? Muitos desses pneus acabam se transformando em um problema ambiental já que vão parar no lixo.

Além de não serem biodegradáveis, eles levam 600 anos para se decompor.

Para diminuir o impacto ambiental que esse material causa, algumas empresas estão reciclando e reutilizando os pneus para fazer asfalto ecológico, tapetes, sapatos e até móveis.

Um exemplo de empresa sustentável que usa o pneu velho como matéria-prima é a Recycoool, que desenvolve sofás, poltronas e mesinhas de centro com a câmara do pneu.

A empresa americana Bristol & Bath também tem uma linha de produtos feitos com o material. São modelos de pia para banheiro feitos com muita criatividade e, claro, pneus.

Aqui no Brasil, a  Goóc é referência em reciclagem de pneus. Desde sua criação, em 2004, a empresa já transformou mais de 2,5 milhões de pneus em sandálias.

Mais que reciclar, a idéia da Goóc é conscientizar as pessoas de como é possível consumir produtos ecologicamente corretos, de forma consciente, sem desrespeitar o meio ambiente.

“Se cada brasileiro adquirir um par de sandálias, teremos eliminado em dois anos cerca de 35 milhões de pneus, já que fazemos 5 sandálias com cada pneu. Tenho gratidão e carinho com este país que me acolheu tão bem. Agora, é minha chance de retribuir ao Brasil, encabeçando uma campanha de preservação ambiental”, afirma o fundador da Goóc Thai Quang Nghia, natural do Vietnã.

Fonte: Casa e Jardim / Revista Fator Brasil / EcoProducers Magazine



Escrito por Julia Lordello às 18h41
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Cidadão digital

 

O seu bairro não tem coleta seletiva? Está precisando de mais verde? A sua rua está cheia de buracos? Você tem duas alternativas: ficar reclamando ou partir para a ação.

Todos nós temos o poder de transformar nossa rua, nosso bairro e até o mundo. E não é preciso elaborar grandes projetos para isso. Basta muita vontade e união.

Pensando nisso o engenheiro Ricardo Joseph criou o site Urbanias, um espaço na internet no qual é possível criar mobilizações para promover mudanças na cidade em que vive, São Paulo.

A idéia do projeto é simples: mostrar para as pessoas como cada um, como cidadão, pode fazer a diferença. Através do site, os paulistanos podem fazer reclamações sobre problemas da metrópole, debater sobre iniciativas bem sucedidas e discutir propostas e soluções que melhorem o dia-a-dia de todos.

Os internautas ainda podem apoiar causas como criação de uma faixa de pedestres, aumento da frota de ônibus, sinalização de trânsito adequada, etc.

Experiências comunitárias sempre chamaram a atenção de Ricardo Joseph. Engenheiro formado pela Universidade de São Paulo e pós-graduado em administração pela Universidade de Yale, nos Estados Unidos, ele resolveu aos 39 anos trocar a bem-sucedida carreira como consultor financeiro e realizar o sonho de promover mudanças na sua cidade. Foi aí que surgiu o Urbanias.

Pensando na efetividade do projeto, Ricardo agregou um serviço para lá de útil: sua equipe analisa a demanda postada e a encaminha para o órgão público responsável. O objetivo é estimular que as ações dos governantes sejam monitoradas e oferecer base para as pessoas se organizarem em prol de transformações no próprio condomínio, na rua, no bairro.

“A intenção é usar o ambiente virtual para fazer mudanças efetivas no mundo real”, diz.

O projeto ainda está no começo, mas a idéia é que daqui a um tempo o Urbanias seja um grande espaço para todos os paulistanos transformarem a cidade em um lugar melhor para se viver.

Fonte: Vida Simples / Revista Época / Portal Aprendiz



Escrito por Julia Lordello às 11h47
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RESUMO DA ÚLTIMA SEMANA

Um pé de esperança

 

Ipê, Goiabeira, Jequitibá, Pau-brasil, Laranjeira, Abacateiro, Umbu, Jacarandá.

Esses são apenas alguns exemplos de nomes de árvores.

Você conhece todas elas? Já parou para pensar como a nossa vida é totalmente ligada à vida delas?

Graças às árvores temos o lápis, o papel, o violão e até o ar que respiramos.

Pensar nisso é fundamental para entender a importância de plantar e cuidar das árvores.

E não é preciso ser ambientalista para sair por aí plantando e espalhando verde e consciência ambiental pela cidade. Bastam pequenas atitudes.

Quer ver?

Aprenda mais sobre as árvores. Só conseguimos proteger aquilo que conhecemos. Uma boa forma de conhecê-las é visitar o jardim botânico da sua cidade ou simplesmente ver programas e filmes que falem sobre elas. Um programa maravilhoso é o “Um Pé de Quê?”, no Canal Futura, que dedica cada episódio a uma espécie diferente de árvore, contando suas origens históricas e sua importância para a vida das pessoas. 

Use a frente e o verso do papel para escrever. Segundo dados do Instituto Akatu, se um milhão de pessoas fizerem isso, a cada mês serão preservadas árvores suficientes para cobrir 18 campos de futebol.

Cuide da natureza! Plante mudas, não jogue lixo nos jardins, não permita que quebrem as folhas e flores das árvores.

Algumas notícias dessa semana foram sobre pessoas e movimentos que estão transformando as cidades em lugares mais verdes e saudáveis para se viver.

Os voluntários que estão plantando árvores nas praças e ruas de suas cidades. No dia da árvore (21/09), tivemos alguns exemplos como a paisagista Juliana Gatti, o artista plástico Rubens Matuck e o programa de reflorestamento via internet Clickarvore.

O projeto Pedal Verde que une o prazer da pedalada ao de preservar a natureza. Uma vez por mês os voluntários saem de bicicleta plantando mudas pela cidade.

E o casal Nóbile, 71 anos, e Satica Bulhões, 66, que por amor a natureza já plantou 12 mil árvores no Costão Leste, parte de um dos principais cartões-postais do Brasil: o Pão de Açúcar. Com isso, eles conseguiram reflorestar uma área de 50 mil m2.

 

Plante uma árvore. Plantar uma semente, regar e vê-la crescer até se transformar em uma árvore é das melhores sensações que existem. E ainda é uma ótima maneira de aprender valores fundamentais como ter paciência (tudo tem seu tempo! Não adianta querer correr, a natureza tem seu próprio ritmo), ficar em paz, respeitar o outro, o meio ambiente e ser um ser humano melhor.

 

Um abraço e uma excelente semana para todos nós!

Para ouvir essa música clique aqui: http://www.gilbertogil.com.br/sec_musica.php?filtro=r



Escrito por Julia Lordello às 15h06
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Senhores do dedo verde

 

Foram mais de 12 mil mudas plantadas no Costão Leste, parte de um dos principais cartões-postais do Brasil: o Pão de Açúcar. Pau-brasil, ipê, jequitibá, jatobá, pitomba – só para lembrar algumas.

Hoje em dia, 15 anos depois, essas pequenas mudas viraram árvores frondosas, que trazem sombra, ar puro e paz para as pessoas e os animais locais.

Tudo isso foi feito heroicamente por apenas quatro mãos. Nóbile, 71 anos, e Satica Bulhões, 66, fizeram um trabalho de formiguinha.

Quando chegaram ali com as primeiras mudas de pau-brasil, foram interpelados por um policial que duvidava que eles conseguissem. “Muitos já tentaram reflorestar isso aqui em vão. Nada cresce mais nesta pedra. Só capim”, disse o policial. “Se eu consegui plantar no sertão, consigo aqui também”, rebateu Nóbile.

Ele disse isso porque desde sua infância, no seco agreste baiano, ele já pensava em que tipo de árvore poderia plantar para conseguir sombra. E não é que ele plantava e conseguia? Com 4 anos, Nóbile plantou sua primeira árvore. E não parou mais.

Quando se casou com Satica, o amor pela natureza cresceu ainda mais. Como o marido, ela sempre achou que o mundo seria melhor se fosse mais verde.

Foi assim, plantando a vida inteira onde quer que fosse – até mesmo na varanda de casa – e pelo puro desejo de deixar mais vida ao planeta, que o casal conseguiu reflorestar uma área de 50 mil m2.

Um trabalho voluntário, quase anônimo, que começava antes de o dia clarear e só acabava à noite. E continua até hoje.

"Vamos plantar até os últimos dias de nossas vidas", afirma o casal.

Fonte: Vida Simples / O Globo / RJ TV



Escrito por Julia Lordello às 10h21
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O PM contador de histórias

 

Era uma vez uma mulher de família muito humilde que em uma noite chuvosa entrou em trabalho de parto. O casal morava com os filhos numa casa de pau a pique. Naquela época, os ônibus paravam de circular às 10 da noite e, quando sentiu as primeiras dores, a mulher percebeu que não poderia esperar.

Ela e o marido caminharam 4 quilômetros, até o posto policial da região, onde uma viatura cuidou de levá-la ao hospital mais próximo. Deu à luz um menino saudável, que cresceu ouvindo histórias. Suas preferidas eram a do Patinho Feio e a do seu próprio nascimento – encantado, ele ouvia a mãe descrever tudo em detalhes e sonhava com o guarda que o havia ajudado a nascer.

O menino cresceu sonhando em ser um herói como aquele. Um dia, também usaria farda e andaria por aí numa viatura, ajudando as pessoas.

Essa é uma das histórias que o PM, contador de histórias e voluntário David dos Santos, 37, conta para gestantes no projeto Leia Comigo, que tem como objetivo trazer mais tranqüilidade para grávidas internadas na UTI.

Sempre que acaba de contar essa história, David tira o avental de voluntário, coloca sua boina militar e apresenta-se, fardado da cabeça aos pés, como protagonista dela.

A reação é sempre a mesma. As futuras mães ficam emocionadas. E ele prossegue. “Esse menino sou eu e minha história não terminou. Porque atrás de um sonho vem outro sonho. Desde cedo, essas e outras histórias que minha mãe contava despertaram em mim o desejo de ficar perto dos livros. Fui atrás disso também e, hoje, estar aqui com vocês tem tudo a ver com isso.”

A realidade não foi tão simples nem tão linear, o que torna a vida de David ainda mais inspiradora para uma obra de ficção. Ele confessa que o sonho do menino foi esmorecendo na medida em que crescia ouvindo dizer que os policiais eram bandidos. Terminou o Ensino Médio e se casou aos 21 anos, mas, quando foi demitido da metalúrgica onde trabalhava, o antigo sonho ressurgiu como opção de emprego.

Aos 25 anos, David virou PM. Logo descobriu que, como em todo lugar, ali havia bons e maus profissionais. “É uma questão de escolha. Eu entrei nessa profissão acreditando que poderia ajudar as pessoas.”

E por um acaso que até parece conto de fadas, David ajudou, em 2003, no nascimento de uma menina. “Fui atender a uma ocorrência numa comunidade e quando já estava indo embora com meu parceiro escutei uma gritaria. Era uma mulher dando à luz. Fomos ajudar. Eu praticamente não fiz nada, só segurei o bebê, mas essa experiência foi marcante na minha vida.”

Como ele mesmo diz, um sonho vem atrás do outro. Depois desse episódio, prestou vestibular e entrou na faculdade. Hoje está no último ano do curso de Letras da Uniesp. Conseguiu se transferir para o setor administrativo da Polícia. Entra às 6 da manhã e sai às 15 horas. Antes de ir para a aula, à noite, passa as tardes em uma maternidade pública, trabalhando como voluntário.

Aquele menino que sonhava ser um herói se transformou em um, e hoje quer mostrar para essas futuras mães como é importante contar histórias e estimular as crianças a sonhar.

"Mostro a importância da leitura para pessoas que nunca nem souberam o que é ter um livro em mãos ", afirma o herói e contador de histórias David.

Fonte: Carta Capital / O Estado de S. Paulo / Revista Crescer



Escrito por Julia Lordello às 13h06
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Pedalando e plantando

 

Com capacete e luvas, Lilia Diniz, 29, ajuda a apertar uma tira de corda em volta de uma enxada na bicicleta de Anderson Leal, 34. Depois, ele equilibra uma muda de árvore, uma palmeira juçara, de cerca de um metro na garupa da bicicleta dela.

São 8h30 de um domingo e eles estão no parque Ibirapuera (SP), à espera de outras pessoas, que também vão carregar plantas, instrumentos e sacos com terra.

Nenhum deles, no entanto, é funcionário do parque. Todos fazem parte de um grupo chamado Pedal Verde, que une o prazer da pedalada ao de preservar a natureza.

A idéia do projeto é simples, mas a causa é grande: plantar árvores nativas em praças, canteiros e ruas carentes de verde, tornando a cidade mais bonita e mais humana, e ainda conscientizar os paulistanos quanto a importância de se preservar o meio ambiente.

No último domingo de cada mês, desde março deste ano, os voluntários saem de bicicleta espalhando verde pela cidade. O grupo já plantou árvores frutíferas e floríferas – como pitangueira, goiabeira, jequitibá-branco e ipê-amarelo.

O número de voluntários cresce a cada mês. Se o domingo é de sol, o grupo passa de 20 pessoas.

"Não é uma questão de quantidade, mas de incentivar os paulistanos a pensarem no tema. Muitos param a gente na rua, ficam curiosos, querem saber o que estamos fazendo", diz a advogada Lilia, uma das precursoras do Pedal Verde.

Na hora do plantio, eles se revezam cavando os buracos, tirando pedras, pondo a muda, ajeitando a terra e regando. Todo mundo ajuda como pode.

No local, mais gente é surpreendida com a ação do grupo. São moradores das redondezas, como a socióloga Janaína Caldas, que todos os dias leva seu cachorro para passear na praça Abelardo Rocas, um dos locais escolhidos pelo grupo para a ação.

"Eles estão de parabéns. Algumas ainda são árvores frutíferas. É muito legal", afirma Janaína.

Além dos vizinhos, que adotam as plantas, os próprios voluntários voltam para ver como as árvores estão. Afinal, uma muda de dois metros de uma espécie que pode chegar a 20 metros ainda é um bebê.

"Plantar não é só cavar e pôr a muda ali. Precisa regar, principalmente no inverno", afirma Juliana Gatti, uma das idealizadoras do projeto que também é fundadora da associação Árvores Vivas, voltada para a educação ambiental.

Na sexta edição do projeto, no último domingo de agosto, foi a primeira vez do designer André Viceconti, amigo de Juliana. "No dia a dia, a gente sempre diz que queria fazer alguma coisa pelo mundo, pela sociedade. Mas ninguém acaba fazendo nada. Por isso, eu resolvi me mexer."

Fonte: Folha de S. Paulo / Revista da Folha / FelizCidadeFeliz



Escrito por Julia Lordello às 14h30
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Café ecológico

 

Uma porta achada no lixão se transformou em tampo de mesa, venezianas velhas viraram um biombo, caixotes de frutas ganharam vida nova transformando-se em prateleiras.

Foi assim que o jornalista Marcelo Kalil e a artista plástica Valesca Kuhn criaram em Porto Alegre o café vegano e ecológico Bonobo.

Marcelo e Valesca são casados e a preocupação ecológica sempre esteve presente na vida dos dois. A idéia de abrir um café verde surgiu da vontade de levar seus valores ecológicos para todos e conscientizar as pessoas de como pode ser simples ter atitudes sustentáveis.

A preocupação com o meio ambiente começa na calçada do café, onde os proprietários plantam temperos e verduras. Os vizinhos ajudam a cuidar e a consumir. Ali também é possível encontrar plaquinhas com frases do tipo: “Pense antes de comprar”; “Não limpe a calçada com mangueira”; “Por favor, preserve este jardim”.

Tudo no Bonobo foi organizado para causar o menor impacto ambiental possível. Os móveis são todos reciclados e reformados, os produtos de limpeza são ecológicos, o espaço usa lâmpadas LEDs e a água da chuva é reaproveitada para regar o jardim.

Os valores ambientais também estão no cardápio, que é 100% natural. Não é servida água mineral aos clientes, para evitar geração de lixo. Água filtrada é oferecida como cortesia.

As entregas são feitas por bike-boys, mensageiros equipados com bicicletas e não carros ou motos. Assim, evita-se a queima de combustíveis e a conseqüente poluição atmosférica.

Valesca criou também camisetas que são vendidas no próprio espaço e tem como foco a consciência ambiental. Uma delas tem o desenho de um pássaro engaiolado e a seguinte frase: “Que crime ele cometeu?”.

O café ainda tem uma micro-biblioteca onde as pessoas podem levar livros emprestados para casa.

“Nossa idéia é mostrar que é possível (e delicioso!) comer bem sem agredir o meio ambiente e os animais”, afirma o casal.

Fonte: Zero Hora / Blog Ar Puro / Planeta Sustentável / Spirito Santo



Escrito por Julia Lordello às 13h50
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Mineiros esquecem livros em lugares públicos para incentivar leitura

 

Em Ibiá, no Alto Paranaíba mineiro, um grupo de pessoas começou a espalhar cultura de uma forma inusitada pela cidade.

Há livros esquecidos em praças, pontos de ônibus, telefones públicos e até em árvores. A intenção é nobre: estimular a leitura entre os moradores.

O leitor que achar o livro tem o compromisso de ler e deixar a obra novamente em algum lugar público. Assim, grandes obras já passaram por muitas mãos, permitindo que apenas um livro seja lido por muitas pessoas.

Mais de cem livros estão espalhados pela cidade.

A primeira reação é quase sempre a mesma: quem vê o livro fica com um pé atrás. Mas encontrar esses objetos perdidos na cidade mineira está ficando cada vez mais comum.

“Achei meio estranho, um livro assim na praça”, disse o trabalhador rural Samuel Palma Freitas.

Aos poucos os moradores se aproximam dos livros para tentar entender o projeto. A sensação de encontrar algo que estava perdido, mesmo que de propósito, chama atenção.

A idéia é explicada em um encarte que vem junto com o livro e tem os seguintes dizeres: “leia e perca novamente”.

“Há muitos livros por aí, em estantes. Lugar de livro não é na estante. Nós precisamos fazer as peças circularem. É isso que a gente tem feito, estamos levando a literatura para vários lugares da cidade”, afirmou o gestor cultural Anderson Henrique Ferreira.

A arquiteta Helen Simone Ribeiro fez a experiência. Depois da leitura, deixou o livro em uma árvore. E aprovou a idéia. “A gente tem alguns livros em casa guardados que não lê mais ou está abandonado. E a idéia é passar esses livros pra frente.”

Várias cidades no mundo estão aderindo a iniciativa de esquecer livros nos espaços públicos. A idéia é tornar o mundo uma grande biblioteca.

Fonte: Via Brasil / Globo.com / Leitura e Crítica



Escrito por Julia Lordello às 12h11
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Turismo que faz a diferença

 

Toda viagem que fazemos gera um impacto no meio ambiente e na sociedade. Por isso é muito importante levar os princípios de sustentabilidade aonde quer que a gente vá.

Pensando nisso o arqueologista, professor universitário e empresário de turismo Enrico Ducrot criou o Eco Luxury, uma associação e um guia online de empreendimentos sustentáveis que tem como objetivo incentivar as pessoas a viajar respeitando o meio ambiente e as comunidades locais.

Ducrot é um apaixonado pela natureza. Com o Eco luxury, ele quer ajudar a garantir a certeza de que as próximas gerações vão encontrar em cada local turístico a mesma beleza natural de hoje e quer contribuir também para a prosperidade dos habitantes de cada terra.

A idéia surgiu quando, em 2003, Ducrot ganhou um prêmio ambiental por um projeto de sustentabilidade que desenvolveu para o Baja California Park, no México. O italiano viu aí a possibilidade de incentivar um novo tipo de turismo: responsável, sem deixar de ser atrativo.

Com o projeto no México, ele percebeu que é possível existir hospedagens de alto nível e sucesso econômico, mas, ao mesmo tempo, sensíveis a situação topográfica da região e a cultura e população locais.

“O parque mexicano tinha regras bastante rígidas de conservação. Nosso objetivo era instalar ali cinco tendas para turistas. Descobrimos que não era impossível interagir com o meio ambiente sem destruí-lo”, relembra Ducrot.

As tendas foram colocadas bem defronte à praia. A pescaria não era proibida, desde que se respeitassem algumas normas. Usando a vara certa e utilizando o peixe como alimento, o turista podia pescar à vontade.

Em 2006, a idéia se tornou negócio. Foi aí que nasceu o Eco Luxury.

Enrico Ducrot e sua equipe buscam hotéis e resorts que já tenham princípios sustentáveis, os ajudam a melhorar o padrão de qualidade do empreendimento e suportam financeiramente outros projetos que tenham essa mesma finalidade.

Para ser membro do grupo, é necessário obedecer alguns itens indispensáveis que vão desde investir parte dos lucros em atividades de apoio ao meio ambiente e cultura até ter parcerias relevantes com a comunidade. “O que queremos é um comprometimento com a terra e seu povo a longo prazo, geração após geração.”

Em sua edição de 2009, o guia indicou 83 hotéis e resorts ecologicamente corretos no mundo. Entre eles, empreendimentos que ajudam na proteção a animais em extinção, levam em conta a qualidade de vida das comunidades locais e fazem o uso inteligente de recursos naturais.

A aliança entre natureza e ser humano é imprescindível. Para o turista, nada mais recompensador do que ter consciência que o dinheiro gasto nas férias está sendo muito bem empregado. É um investimento no futuro. “Como empresário do turismo, aprendi que também precisamos dar e não somente tirar dos nossos destinos”, afirma Ducrot.

Fonte: Planeta Sustentável / Travel Daily News / Eco Luxury



Escrito por Julia Lordello às 14h07
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Plante sua árvore

 

O dia da árvore é comemorado nesta segunda-feira (21/09). Voluntários de todo o país estão plantando mudas de árvores pelas cidades e tentando conscientizar as pessoas de como as ações individuais e campanhas de plantio voluntário podem fazer toda a diferença para tornar as cidades mais verdes.

Plantar uma só árvore pode fazer alguma diferença para o planeta? Sim. Ainda que uma muda de árvore pareça pequena demais para isso, ela pode virar uma grande árvore e render frutos - tanto no sentido literal quanto em forma de benefícios para o meio ambiente.

Juliana Gatti, de 28 anos, é uma dessas pessoas que, literalmente, espalham por aí seus ideais. Desde 2006, ela colhe sementes e frutos para cultivar mudas que são plantadas em parques e praças da capital paulista ou para presentear amigos. Todos os meses, ela também participa do movimento Pedal Verde, quando sai de bicicleta e planta árvores pela cidade.

Somando todas as ações, Juliana já é responsável pelo surgimento de pelo menos cem novas árvores em sua cidade, como embaúbas e paineiras.

O interesse da paisagista pelas árvores surgiu da curiosidade e da mudança de olhar sobre a natureza. “Antes, as árvores eram para mim apenas um tronco marrom e uma copa verde. Até que comecei a reparar mais no desenho das folhas, na textura do tronco e na arquitetura que elas formavam.”

Ela pesquisou, aprendeu os nomes, origens e os cuidados para cultivar as árvores. Hoje, faz parte do projeto Árvores Vivas, que promove educação ambiental e prega o plantio de novos exemplares. “Devemos nossas vidas às árvores”, afirma.

O artista plástico Rubens Matuck é outro apaixonado pela natureza. No bairro onde mora, a Vila Madalena (SP), ele é pai de várias espécies nativas. Com um pequeno grupo de amigos, ele já plantou mais de 2 mil árvores nos arredores de sua casa. “É um trabalho de Gandhi, de formiguinha, e gosto de sentir que estou fazendo minha parte”, diz.

Para que todas as pessoas entendam como é importante respeitar e cuidar da natureza, a SOS Mata Atlântica e o Instituto Ambiental Vidágua criaram o programa de reflorestamento via internet Clickarvore.

Através do projeto qualquer pessoa pode ajudar a plantar árvores sem precisar sair de casa. Basta um simples clique no mouse e, pronto, mais uma muda vai para a terra, financiada por empresas parceiras. A idéia é mostrar como pequenas ações somadas fazem a diferença.

"São 27 mil cliques, em média, por dia, que resultam em 12 mil novos hectares arborizados", contabiliza Ludmila Pugliese, coordenadora de restauração florestal da SOS Mata Atlântica.

Aqui no 365 Dias que Acalmaram o mundo já tivemos vários exemplos de pessoas que estão trazendo mais verde para as cidades, como o executivo Hélio da Silva (1º de agosto), o consultor Flores Welle (23 de julho) e o próprio artista plástico Rubens Matuck (3 de junho), entre outros. São histórias maravilhosas. É só dar uma olhada no histórico do blog e ler as notícias.

Fonte: Globo Rural / Planeta Sustentável



Escrito por Julia Lordello às 12h27
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RESUMO DA ÚLTIMA SEMANA

Aquele tempo que passou

 

Onze e trinta e nove da manhã. Começo a escrever sobre o tempo. Cada palavra que escrevo a mais é mais um segundo que passou. Vou a cozinha beber água e o tempo passa ainda mais.

 

Quando você vê, os segundos se transformaram em minutos, os minutos em horas, as horas em anos.

 

O tempo passa. E como passa.

 

Por isso é tão importante refletir sobre o que queremos na vida. Depois de saber o que queremos, é só gastar o nosso tempo com isso.

 

Todos os dias cada um de nós tem 24 horas para fazer coisas que realmente importam. O que você faz com os seus 1.440 minutos?

 

Algumas notícias dessa semana foram sobre pessoas que decidiram gastar seu tempo para fazer o bem para si mesmo, para o outro e para o mundo.

 

A economista Ivonette Albuquerque que criou o projeto social Galpão Aplauso. Graças a generosidade e a garra de Ivonette, 700 jovens de comunidades de baixa renda no Rio de Janeiro têm aulas de dança, música, teatro, circo e artes plásticas em um enorme armazém na Zona Portuária da cidade.

 

A voluntária Maria Ilze Piquera que decidiu doar uma parte do seu tempo para ajudar gestantes carentes antes, durante e depois do parto. Ilze é doula e coordenadora das voluntárias do Amparo Maternal (maternidade, alojamento e centro de atenção à gestante localizado na zona sul da capital paulista). Seu trabalho é dar carinho e suporte físico e emocional para grávidas que em muitos casos não tem ninguém para ajudar.

As amigas Juliana Bussab e Susan Yamamoto que criaram em São Paulo a ONG Adote um gatinho. Graças a dedicação das moças, 2.600 gatos saíram das ruas para um aconchegante lar.

E o publicitário Valdir Cimino que criou há quase 12 anos na cidade de São Paulo a Associação Viva e Deixe Viver, entidade que conta com o apoio de voluntários que se dedicam a contar histórias para crianças hospitalizadas. Hoje, Cimino lidera um exército de mil contadores que espalham histórias por mais de 70 hospitais de 20 municípios brasileiros.

 

Não desperdice o seu tempo. Faça coisas que realmente importam. O tempo passa e com ele as oportunidades de realizar os seus projetos de vida. Se você não realizá-los, eles ficam lá, naquele tempo que não existe mais.

 

Meio dia e vinte. Acabo de escrever sobre o tempo. Acabo de gastar 2.460 segundos (ou 41 minutos) em algo que realmente me importa. E isso vale a pena.

 

Um abraço e até semana que vem!

Para ouvir essa música clique aqui: http://app.radio.musica.uol.com.br/radiouol/cdcapa.php?artista=Pato-Fu&album=O-Essencial-de-Pato-Fu&codcd=000326-8



Escrito por Julia Lordello às 15h06
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O narrador de esperanças

 

A primeira vez que o publicitário Valdir Cimino leu para aliviar a dor de uma pessoa foi em 1992, aos 32 anos, nos Estados Unidos.

Nessa época, morava em Nova York. Além de fazer estágios e cursos, ele frequentava uma associação onde conversava com idosos americanos.

"Um desses velhinhos sugeriu que eu virasse voluntário em um hospital, onde poderia ler para os doentes", lembra.

Durante dois meses, o publicitário narrou críticas teatrais e cinematográficas para um homem que estava ficando cego. "Antes de perder a visão, ele adorava acompanhar as resenhas dos jornais."

Foi aí que Cimino descobriu o que queria para a vida. "Descobri que ajudar o próximo me deixa muito realizado", diz.

Hoje, 17 anos depois, Valdir Cimino lidera um exército de mil contadores que espalham histórias por mais de 70 hospitais de 20 municípios brasileiros. É a tropa da Associação Viva e Deixe Viver, entidade que criou há quase 12 anos na cidade de São Paulo, inspirado pela experiência que teve no exterior.

Os voluntários vestem um avental branco cheio de penduricalhos e pulam de quarto em quarto para ler livros para crianças hospitalizadas. Usam a fantasia para tirá-las da doença, nem que seja por um minuto. As histórias impedem que desaprendam a sonhar.

"Puxamos o fio da saúde. E é maravilhoso quando ele sai em forma de sorriso", afirma Cimino.

Nascido no bairro de Ipiranga, em 1960, o paulistano Cimino possui uma alma altruísta desde criança. "Queria ser médico para salvar as pessoas", recorda.

Desistiu de ser médico, por falta de vocação, e virou publicitário. Mas a vontade de ajudar os outros continuou. Por isso, começou a doar dinheiro, caixas de leite e brinquedos para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

Em 1997, Cimino resolveu conhecer o hospital com o qual colaborava. Na visita, surpreendeu-se com a frieza da relação entre médicos e pacientes e também com a falta de espaços para as crianças brincarem.

Viu aí uma oportunidade para ajudar. Durante dois meses, pensou em soluções para deixar a estada mais acolhedora para os internados. Lembrou-se, então, de como o americano que estava ficando cego se alegrava ouvindo as resenhas que lia para ele em Nova York. E surgiu a idéia: contaria histórias para as crianças doentes. Assim nasceu a associação.

Valdir Cimino, que na infância sonhava em salvar o próximo, já atendeu mais de 300 mil crianças com a Viva.

Mary Lemos, 14 anos, foi uma das crianças que ele ajudou com suas histórias. Hoje, a moça é a mais jovem voluntária da associação. Eu lembro do Valdir contando uma história que tinha uma borboleta. Dava uma leveza ao hospital. Hoje, eu também leio história para outras crianças.”

Fonte: O Estado de S. Paulo / Revista Época / Associação Viva e Deixe Viver



Escrito por Julia Lordello às 15h02
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Faxina mundial

 

Já imaginou pessoas do mundo inteiro unidas para fazer uma faxina mundial, recolhendo toneladas de lixo e conscientizando as pessoas quanto a preservação do meio ambiente?

É exatamente isso que está acontecendo neste final de semana.

Trata-se do Clean Up the World - Vamos Limpar o Mundo , ação global que conta com o apoio da ONU e está na sua 17ª edição.

Criada na Austrália em 1989, a iniciativa envolve hoje 35 mil pessoas em 120 países. Neste ano, o evento começou na sexta-feira (19) e vai até domingo (20), tendo como tema principal o combate ao aquecimento global.

Durante esses dias, jovens, adultos, voluntários, ativistas e organizações estão se reunindo em todo o mundo em prol de um mundo mais limpo e saudável. Os voluntários recolhem resíduos de praias e águas, plantam árvores, conscientizam a população sobre a preservação do meio ambiente e envolvem a comunidade na busca por soluções para a conservação dos ecossistemas marinhos e circunvizinhos às águas.

Para os organizadores do movimento, mais do que simplesmente recolher e reciclar o lixo, a idéia do projeto é conscientizar as pessoas de como pode ser simples ter atitudes sustentáveis, que vão desde não jogar lixo nas praias e parques até respeitar o outro e o meio ambiente.

“É preciso ter esperança e também responsabilidade. Eu não peço a ninguém que sacrifique seu estilo de vida, porém cada um deve pensar mais a respeito do impacto que suas escolhas de consumo causam na frágil vida da Terra. Peço, sim, que aprendam a viver em harmonia com o planeta”, afirma Ian Kiernan, criador do movimento.

No Brasil, as atividades do Clean Up the World foram realizadas pela primeira vez em 1993. Nesta edição, acontecem atividades em Santa Catarina, no Rio de Janeiro e no litoral paulista.  

Para Rosi Ventura, coordenadora de voluntários do Greenpeace, realizar a campanha Vamos Limpar o Mundo em parceria com outras organizações é somar esforços por um planeta mais azul.

“A união na luta pela preservação dos oceanos que são de todos, nos faz conseguir unir forças com mais parceiros e pessoas engajadas na preservação do meio ambiente”, afirma.

Quem tiver interesse em participar do movimento neste fim de semana, o Clean Up the World mantém um mapa com indicações das comunidades no mundo inteiro, com uma página de atividades para cada uma.

Fonte: Planeta Sustentável / EcoDesenvolvimento / Clean Up the World



Escrito por Julia Lordello às 12h15
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As guardiãs de gatinhos

 

Baby é um siamês que adora carinho e colo. Claire é uma linda filhotinha que adora fazer bagunça com seus irmãos. Tolouse, irmão de Claire, adora um cafuné na barriguinha. Todos os três têm algo em comum: estão à procura de um lar. E as guardiãs que estão ajudando eles e centenas de outros gatinhos a encontrar uma família são as amigas Juliana Bussab, 33, e Susan Yamamoto, 32.

Apaixonadas por gatos desde a infância, Juliana e Susan criaram em 2003 a ONG Adote um Gatinho (SP). Em pouco tempo, ela virou referência. Tudo por causa do cuidado com os mínimos detalhes, da captura do animal à avaliação do adotante.

Desde a criação da ONG, 2.600 gatos saíram das ruas para um aconchegante lar.

Para elas, o importante não é o bichinho ser adotado, mas sim ser bem cuidado por suas novas famílias. Por isso, as moças fazem questão de avaliar com calma o processo de adoção - feito exclusivamente pela internet – que pode levar até três semanas. Além disso, elas entregam o gato pessoalmente para conferir seu novo endereço.

Hoje, a entidade conta com 40 voluntários e mantém cerca de 120 gatos que ainda não foram adotados em sua sede.

Juliana, que é jornalista freelancer, fica responsável pelos trabalhos na sede, enquanto Susan, que trabalha na área de marketing de uma rádio, administra o site.

A internet é uma grande aliada. Para elas, as comunidades nos sites de relacionamento, o blog e um mailing de 11 mil contatos têm um grande impacto no sucesso das adoções.

No site da ONG (www.adoteumgatinho.com.br), há fotos dos animais disponíveis para adoção, o nome dado ao bichano, a historinha que conta onde ele foi encontrado e alguns traços de personalidade. Além disso, donos podem enviar fotos e contar casos sobre a adaptação dos gatos, enquanto voluntários respondem a dúvidas e indicam veterinários que atendem a preço de custo.

As adoções são gratuitas. A ONG se mantém com doações, venda de objetos com o logo da entidade, campanhas e ajuda de veterinários.

O trabalho duro sempre compensa quando vêem aqueles mesmos gatinhos – antes famintos – agora numa casa com suas caminhas, ração, vacinação em dia e um dono carinhoso.

 “Já conseguimos lar para 2.600 gatos, garantindo comida, proteção e cama quentinha. Antigamente muita gente torcia o nariz quando era proposta a adoção de um vira-lata. Esse conceito está mudando. Adotar um animal abandonado é legal. As pessoas mostram que estão interessadas em uma companhia, em um amigo. E amigo não se compra”, afirma Susan.

Fonte: Criativa / Veja SP / Revista Pet Shop / Fauna e Flora



Escrito por Julia Lordello às 14h39
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O apoio que faz nascer

 

Quem olha a foto acima vê uma moça feliz descobrindo as delícias da maternidade. Mas não imagina o quanto foi difícil para Jacqueline Costa, 24 anos, ter tranqüilidade para cuidar de sua filha Agatha, 19 dias.

Ela conseguiu passar por todas as dificuldades graças ao apoio e generosidade de Maria Ilze, voluntária do Amparo Maternal.

Jacqueline vem de uma família com poucos recursos, tanto financeiros quanto psicológicos. Por tudo isso, quando engravidou pela segunda vez se viu completamente desamparada. Tanto o namorado quanto os pais se recusaram a ajudá-la.

Sozinha, foi procurar ajuda no Amparo Maternal. Foi aí que conheceu Ilze e tudo mudou. Graças a voluntária, Jacqueline conseguiu todo o apoio para ter um parto tranqüilo e se preparar para ser uma boa mãe para Agatha.

Maria Ilze Piquera, 69 anos, quatro filhos, também chegou ao Amparo procurando mudanças. Apaixonada por obstetrícia, não colocou seu sonho em prática por falta de recursos para pagar uma faculdade. Mas, aos 40 anos, saiu em busca de sua realização e descobriu o trabalho da instituição. Virou voluntária.

Quando começou, 29 anos atrás, recebia gestantes carentes e conseguia roupas e produtos de higiene a partir das doações. Como faz até hoje, conversava, dava atenção e carinho, e transmitia um pouco de sua vivência.

“Muitas mães chegam sozinhas, sofridas, abandonadas. O mais importante é escutar. Aprendi muito com essas meninas. Mas temos de ter bastante pulso para não chorar. É muito bom ver os bebês nascendo e saber que ajudou. Você lida com o começo de uma vida, com a esperança”, afirma.

O Amparo Maternal (SP) existe desde 1939 – assim como Ilze, faz 70 anos. Lá acontecem cerca de 800 partos por mês (80% deles normais). Algumas das novas mães passam os primeiros meses no local até reestruturarem suas vidas. O Amparo sobrevive graças a doações e já acolheu até hoje 50 mil grávidas.

As grávidas contam com médicos, enfermeiras, assistentes sociais e voluntárias, responsáveis por humanizar sua estadia e oferecer cursos como corte e costura.

Há dez anos, Ilze se tornou coordenadora das voluntárias e está sempre tentando melhorar seu trabalho. A mais recente conquista do grupo foi um curso que capacitou-as como doulas – mulheres que dão suporte físico e emocional antes, durante e depois do parto.

Jacqueline pretende ficar no Amparo até o bebê ter 3 meses. “Minha prioridade agora é trabalhar para criar meus filhos”, diz. Foi preciso muita conversa para conseguir entender a atitude dos seus pais, mas está feliz por saber que a mãe quer muito conhecer a neta.

Ilze, como sempre, acredita em um final feliz.  “Tenho certeza que vai ficar tudo bem assim que toda a família ver o rostinho da Agatha”, aposta.

Fonte: Revista Crescer / Claro! / Amparo Maternal



Escrito por Julia Lordello às 16h05
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O galpão onde crescem talentos

 

O Galpão Aplauso é um armazém colorido destacado na degradada Zona Portuária do Rio de Janeiro. O portão do terreno, pintado de roxo, passa o dia todo aberto. Parece um cenário, imenso.

O lugar servia para descarregar minério de ferro de trens e os trilhos ainda estão intactos no chão. Lá dentro, jovens entre 15 e 24 anos, todos de comunidades de baixa renda, dividem o espaço sem paredes agrupados em animadas rodas de dança, música, teatro, acrobacias de circo e artes plásticas.

Eles vêm de toda parte. A localização facilita. O armazém fica próximo do principal terminal rodoviário da cidade e das duas maiores estações de trem.

Tudo isso só é possível graças a generosidade e a garra de Ivonette Albuquerque, uma economista que trabalhou no mercado financeiro e migrou para a área de comunicação em busca de uma alternativa menos pragmática.

Depois de abrir uma editora e criar a revista Aplauso, ela decidiu que sua atuação cultural poderia ser mais grandiosa.

“Pensei em fazer um trabalho com uns 20 ou 30 jovens moradores de comunidades do Rio. Coisa pequena. Comecei a andar pela Zona Portuária e fiquei encantada e perplexa com o abandono de espaços tão bonitos”, diz.

Quando encontrou o galpão abandonado na Rua General Luiz Mendes de Moraes, descobriu que o terreno era da Companhia Docas. Ivonette passou então uma semana indo diariamente à sala do presidente até que venceu pela insistência.

“Eu fiquei uma semana, das 9h às 17h, esperando. Eu sabia que entrando e mostrando o projeto eles iriam topar. Depois, procurei várias empresas para serem parceiras e só ouvi não. Até que uma amiga me apresentou a um técnico do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que tinha interesse em projetos de integração social. Foi aí que ganhamos nosso padrinho”, conta.

O padrinho do projeto ficou encantado com as idéias de Ivonette, mas não queria 30 jovens assistidos: queria 300. Hoje, 700 jovens integram o projeto.

No armazém, funciona o projeto principal, onde turmas de 300 alunos – 150 pela manhã e 150 à tarde – se revezam por um ano em oficinas de todos os tipos de arte. Todos precisam estar matriculados em escolas e ganham bolsa mensal de R$ 100.

Aqueles que se destacam em cada área vão para as oficinas profissionalizantes, em prédios anexos, no mesmo terreno.

Lá, quem sobressai na dança, na música, no circo ou no teatro vai para a Cia. Aplauso. Quem tem talento nas artes plásticas vai para o coletivo Centro Espacial. E quem tem talento artístico para trabalhar nos bastidores vai para as oficinas de costura para o figurino, de áudio e iluminação, e de serralheria e solda para a montagem da estrutura dos espetáculos.

A lógica de Ivonette e seu grupo é a de que estes jovens saiam prontos para encarar o mercado de trabalho em suas áreas. “Minha principal intenção é que este seja o último projeto social dos jovens que entram aqui”, afirma.

Fonte: Revista Época / O Globo / Revista Intermarket



Escrito por Julia Lordello às 11h50
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