RESUMO DA ÚLTIMA SEMANA Energia limpa
 O despertador toca, você acorda, toma um banho, liga o celular, coloca os pães na torradeira, pega o leite na geladeira, checa os e-mails no computador e sai de carro para o trabalho. As suas manhãs são mais ou menos assim? Pois saiba que isso tudo gasta muita energia e acaba despejando no ar uma grande quantidade de gases que contribuem para o aquecimento global. É por isso que cada vez mais pessoas optam por fontes de energia limpa que, como o próprio nome já diz, é a energia que não polui o meio ambiente. Existem alguns tipos de energia limpa, entre elas a energia solar, em que a energia luminosa do sol é transformada em eletricidade, e a energia eólica, produzida através de correntes de vento. Todas elas têm algo em comum: além de não fazer mal a natureza, aproveitam fontes inesgotáveis de energia que antes eram desperdiçadas. É o sol, o vento, o mar, o lixo. Tudo vira energia limpa. Algumas notícias dessa semana foram exatamente sobre isso. As iniciativas na Dinamarca que usam energia eólica para produzir eletricidade. Lá, há mais de 5,5 mil hélices gerando energia limpa. A Dinamarca produz com a força do vento um quinto da energia elétrica consumida no país. O primeiro parque mundial que aproveita o movimento das ondas – e não o sobe e desce das marés, como é mais comum – para gerar energia limpa. O Okeanós, como é chamado, fica em Póvoa de Varzim, cidade do litoral norte de Portugal, e já produz energia suficiente para abastecer 1500 casas. E o relógio Bedol Water Clock, que utiliza apenas energia limpa. Não usa baterias nem energia elétrica. Ele funciona com água e limão. O aparelho possui um mecanismo composto por um conjunto de eletrodos que reagem e produzem energia a partir de um copo de água e algumas gotas de limão. Pare um pouco e pense o quanto você gasta de energia durante o seu dia. Depois, tente encontrar soluções para evitar todo esse consumo. Pode ser instalar painéis solares na sua casa, dar preferência a produtos que utilizem energia limpa, como luminárias solares ou relógios como este acima, ou simplesmente não deixar o carregador do celular na tomada quando não estiver usando. Parece pouco, de alcance limitado, mas não é. Tudo isso feito por um grande número de pessoas faz uma grande diferença. Pense nisso. Um abraço e um natal com muita paz para todos!
Escrito por Julia Lordello às 20h30
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Relógio movido a limonada  Hoje em dia quase todo mundo tem um relógio em casa. Mais que um simples objeto, o relógio passou a ser fundamental com a correria da vida moderna. É a hora de ir para o trabalho, de pegar os filhos na natação, de tirar a comida do forno, etc. O problema disso tudo é que o relógio é mais um objeto que gasta energia elétrica e, consequentemente, causa um impacto no meio ambiente. Pensando nisso, a empresa Bedol criou o Bedol Water Clock, um relógio (com despertador) que não usa baterias nem energia elétrica. Ele funciona apenas com água e limão. O aparelho possui um mecanismo composto por um conjunto de eletrodos que reagem e produzem energia a partir de um copo de água e algumas gotas de limão – para acelerar o processo. Existe uma abertura na parte de cima do relógio para colocar o líquido. Na hora de reabastecer, um chip de memória interno garante a manutenção do horário, o que evita ter que acertar a hora a cada recarga. A partir daí, ele funciona de seis a oito semanas. “É uma forma de deixar de mandar para o meio ambiente pilhas e baterias que causam muita poluição e ainda economizar uma grande quantidade de energia”, diz o presidente da empresa, Mark Bedol. Fonte: Revista Vida Simples / Blog Planeta Sustentável / Flash News / Tecnosh
Escrito por Julia Lordello às 11h50
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Surfando na onda verde
 Por mais saudável que o surfe possa parecer, a prancha tradicional causa um grande impacto no meio ambiente. Todo material usado em sua fabricação é derivado da extração do petróleo, gerando uma quantidade incalculável de gases liberados de CO2 na natureza. Pensando em transformar essa realidade e oferecer ao mundo a possibilidade de pegar onda usando um equipamento amigo da natureza, o surfista e fabricante de pranchas Daniel Aranha criou a e-board, a primeira prancha ambientalmente correta e 100% reciclável do mundo. “Quem pega onda quer ajudar o meio ambiente”, afirma Daniel. A e-board se parece com uma prancha comum. A diferença está nos materiais e no processo de fabricação. Os materiais utilizados na criação da prancha não dependem da extração de petróleo ou qualquer outra matéria-prima de origem mineral. São todos naturais, reciclados e orgânicos, livres de emissão de gases ou resíduos que agridam a natureza. Todo processo de fabricação é neutralizado com o plantio de árvores em áreas de reflorestamento, tudo certificado pela CANTORCO2e / GPSA, parceiras do projeto. A prancha sustentável é vendida através de parceiros do projeto como a Osklen e as organizações ambientalistas WWF, Sea Shepherd Conservation Society (ONG que luta pela preservação dos ecossistemas marinhos) e Surfrider Foundation (ONG americana que atua na conservação de praias). Uma parte do dinheiro recebido com as vendas vai para programas de proteção ambiental. Fonte: Revista Época / Mundo Eco / Energia Eficiente
Escrito por Julia Lordello às 14h57
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Campanha iniciada pelo Twitter arrecada 78 mil livros para crianças  Heber Dias de Sousa, Laura Furquim Xavier e José Luiz Goldfarb nunca se encontraram pessoalmente. Mas, juntos, viraram uma espécie de Papai Noel de crianças que têm pouco acesso a livros. Em outubro, eles criaram uma campanha pelo site Twitter para incentivar seus leitores a doar livros para comunidades pobres neste natal. O que começou com uma simples idéia de incentivo a solidariedade se transformou em uma grande campanha por todo o Brasil. O projeto nasceu depois que Heber, de forma despretensiosa, sugeriu a seus leitores do Twitter que doassem livros usados. Laura, professora de química em Minas Gerais, leu e gostou da iniciativa. Passou, então, a divulgar e, através de parcerias, conseguiu criar pontos de doação em todos os Estados. Goldfarb, curador há 19 anos do Prêmio Jabuti e professor da PUC-SP, seguiu na mesma direção. Com experiência em campanhas de arrecadação de livros, foi atrás de empresas que quisessem participar da iniciativa. O projeto cresceu, ganhou forma e apoio. A Fundação Abrinq, a ONG Visão Mundial e o projeto Sempre um Papo se tornaram parceiros da campanha. Com isso, desde que deixou o mundo virtual, a iniciativa já arrecadou 78 mil livros de literatura. E eles não pensam em parar por aqui. A meta do grupo é chegar aos 100 mil livros até o dia 23. Os livros recebidos serão entregues a comunidades carentes e bibliotecas públicas, dentro e fora das escolas. Os organizadores esperam presentear entre 300 e 500 salas de leitura, que podem atingir até 500 mil jovens.
"Queremos encher as bibliotecas de literatura para que os jovens adquiram o hábito da leitura por prazer", diz Goldfarb. Os locais de coleta podem ser encontrados no blog da iniciativa (http://doeumlivrononatal.blogspot.com/). E no Twitter, é possível entrar em contato com os organizadores (http://twitter.com/doeumlivro). Fonte: Folha de S. Paulo / Metro São Paulo / Fundação Abrinq
Escrito por Julia Lordello às 15h07
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No balanço das ondas
Quem passa por Póvoa de Varzim, cidade do litoral norte de Portugal, avista no horizonte três enormes “serpentes marinhas” vermelhas a boiar no mar. Essas grandes serpentes, que na verdade são geradores de energia formados por grandes tubos de aço articulados com 37 metros de comprimento cada um, fazem parte de um projeto para proteger o meio ambiente e gerar energia limpa. É o Okeanós, o primeiro parque mundial que aproveita o movimento das ondas – e não o sobe e desce das marés, como é mais comum – para gerar energia. Ao oscilar como cobras com o quebrar das ondas, os geradores acionam as turbinas e produzem energia (enviada à terra por cabos submarinos) suficiente para abastecer 1500 casas. E essa é apenas a fase experimental do projeto. Até o fim de 2011, a idéia é que 28 serpentes (ou geradores) estejam em ação para poder iluminar a vida de cerca de 250 mil habitantes da cidade. Tudo isso através de uma fonte limpa, renovável e ainda capaz de poupar ao meio ambiente 60 mil toneladas de dióxido de carbono por ano. Tudo só com o doce balanço do mar. Fonte: Revista Vida Simples / Jornal de Notícias
Escrito por Julia Lordello às 23h53
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Natal solidário  O Natal é uma das datas mais esperadas por milhares de crianças em todo o mundo. Cada uma guarda um pedido muito especial para o Papai Noel. Mais que dar presentes, o bom velhinho tem um papel fundamental na vida dos pequenos: mostrar que os sonhos não são impossíveis, muito pelo contrário, eles podem acontecer. Pensando nisso, instituições e voluntários de todo o Brasil se transformam em Papai Noel e organizam campanhas todo final de ano para doar presentes para crianças carentes que normalmente não receberiam nada. O trabalho de Antônio Ivo Daflon como Papai Noel completa 34 anos em 2009 com mais de 30 mil presentes doados. Daflon conta que, quando criança, morava no interior, na cidade de São Sebastião do Alto, no Norte Fluminense, e não tinha comemorações de Natal. Quando se mudou com a irmã para o Rio de Janeiro, conheceu a festa e se encantou. Com 23 anos, se propôs a ser o Papai Noel no evento de final de ano da empresa onde trabalhava. A irmã costurou a primeira roupa. No ano seguinte, ele e a mulher resolveram visitar um orfanato, levando presentes, e Daflon descobriu que aquela fantasia vermelha tinha um significado muito maior. A partir dessa semente o trabalho foi crescendo e hoje são mais de 10 instituições atendidas, incluindo hospitais. Nos centros médicos, o Papai Noel chega com presentes e conversa com todos os pacientes. No Inca (Instituto Nacional do Câncer), ele vai há 18 anos. Segundo Daflon, com o tempo seu trabalho passou a ser reconhecido pelos médicos como forma de auxiliar na terapia. “O Papai Noel tem poder de recuperação no paciente”, conta. Outro projeto que transforma o natal de muitas crianças é o Árvore Solidária do shopping Pollo Shop, em Curitiba, que há dez anos monta pinheiros natalinos enfeitados com cartões com o nome e a idade de crianças para serem presenteadas. Para participar, os clientes pegam as informações da criança nas árvores de qualquer uma das sedes do Pollo Shop e podem escolher entre entregar o presente no estabelecimento ou na instituição de caridade da criança escolhida. O presente pode ser roupa, calçado ou brinquedo. Segundo o coordenador do shopping, Ivo Petris, cerca de 2 mil crianças de 20 instituições de caridade são auxiliadas anualmente pela campanha. “Com uma atitude simples é possível levar a alegria para o Natal de muitos”, afirma. Neste ano, o supermercado Angeloni, em Curitiba, também montou dentro de sua loja no Água Verde uma grande árvore de Natal enfeitada com fotos e informações, como nome, tamanho de roupa e calçado de crianças de três creches. Bastaram poucos dias após a montagem do pinheiro para os clientes garantirem o Natal dos 251 meninos e meninas nela retratados. Fonte: Gazeta do Povo / O Globo / Revista Crescer / Pollo Shop
Escrito por Julia Lordello às 23h22
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Dinamarca é exemplo de energia limpa  A Dinamarca, onde acontece a Conferência do Clima, é um país que tem muitos exemplos interessantes de iniciativas em defesa do meio ambiente. Um deles é o uso de energia eólica. Lá, na terra e no mar, o vento não sopra à toa. Gigantescos cataventos dominam a paisagem. As turbinas instaladas no alto transformam correntes de ar em fonte energética. A tecnologia eólica é um ótimo caminho para um futuro mais sustentável. Causa pouco dano ao ambiente, evita a emissão de toneladas de gás carbônico e se utiliza de um recurso abundante e gratuito: o vento. A Dinamarca produz com a força do vento um quinto da energia elétrica consumida no país. Em 2020, metade da eletricidade dinamarquesa será produzida assim. E em vez de terra firme, a maioria dos cataventos gigantes é construída no mar, onde o vento é mais intenso, e constante. São 80 turbinas só em uma usina de energia eólica no Mar do Norte. Em todo o país, há mais de 5,5 mil hélices gerando energia limpa. Mais que reduzir suas emissões de CO2, com esses projetos os dinamarqueses estão conseguindo mostrar que a possibilidade de sustentar grandes cidades e complexos industriais com a energia dos ventos não é apenas um sonho de ecologistas. É concreto, possível e está começando a acontecer. Fonte: Jornal Nacional / Planeta Sustentável / The New York Times
Escrito por Julia Lordello às 16h00
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Amigos da natureza  As hortas, assim como os espaços verdes, são cada vez mais freqüentes nas instituições de ensino. Com isso, as crianças aprendem desde pequenas a respeitar a natureza e a ter uma alimentação mais saudável. Na escola Amigos do Verde, em Porto Alegre (RS), a consciência ecológica está presente em cada detalhe das atividades realizadas por alunos e professores. Lá, as crianças descobrem de forma natural maneiras de conviver com o meio ambiente. Galinhas, patos, coelhos, telhado verde, horta orgânica, composteira, oficinas de reciclagem e nutrição saudável fazem parte do dia-a-dia dos alunos. “Aqui as crianças aprendem desde pequenas que fazem parte da natureza, que tudo está interligado”, afirma Silvia Carneiro, fundadora e diretora da escola. Em Curitiba (PR), os amigos Ari Bordin, Carlos Córtes e Dimas Braga criaram voluntariamente uma horta em uma creche no bairro Santa Cândida. A convivência com a plantação mudou a rotina de cem crianças de 3 a 6 anos atendidas gratuitamente pela instituição. Durante toda a semana, elas aprendem a plantar, colher e cuidar da terra. E se aproximando da natureza, elas também aprendem a respeitá-la. Depois, os legumes e verduras cultivados vão parar na própria merenda. Caio Borges, Jonatham Calixto e Cecília de Costa, todos com 6 anos, divertem-se com a experiência. Estão aprendendo o nome de hortaliças antes desconhecidas na mesa e aos poucos começam a mudar os hábitos da família. “A horta pedagógica promove um interesse maior dos alunos em consumir produtos mais saudáveis. Não se deve apenas falar dos benefícios de uma alimentação saudável na sala de aula. É preciso vivenciá-la. O exemplo prático é sempre o meio mais eficaz de aprendizagem”, diz Ana Flavia Badue, diretora do Instituto Kairós, que atua com educação para o consumo responsável. Fonte: Gazeta do Povo / Revista Crescer / Mobilizadores / Zero Hora
Escrito por Julia Lordello às 13h50
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RESUMO DA ÚLTIMA SEMANA Depois que a chuva passar
 Essa não foi uma semana fácil. Estão acontecendo impasses na Conferência do Clima, temporais despejaram sobre São Paulo o equivalente às chuvas previstas para todo o mês de dezembro e um amigo muito querido, o dramaturgo Mário Bortolotto, foi baleado em um assalto ao bar Parlapatões, na Praça Roosevelt (SP). Tudo isso é muito ruim. Não há dúvida. Mas, por incrível que pareça, existe um lado bom nisso tudo também. Sabe aquela história que depois da crise vem a transformação? Ou que depois da chuva vem o arco-íris? É exatamente isso. A crise é uma ótima forma de tirar a gente da zona de conforto, de fazer a gente agir, de fazer as coisas mudarem. Toda essa discussão em relação ao clima do planeta está fazendo as pessoas pararem para pensar e conversar sobre o meio ambiente (e as formas de protegê-lo) como nunca. Os temporais, terremotos, tufões, também. Estão aí para nos lembrar que se não adotarmos um modo de vida mais sustentável, as coisas vão começar a piorar. E o assalto ao Parlapatões talvez faça as pessoas entenderem a importância de um bom policiamento em uma área cultural importantíssima e quem sabe traga as mesas para o lado de fora dos bares novamente (as mesinhas que ficavam na calçada e deixavam a Roosevelt mais movimentada e, consequentemente, mais segura, foram proibidas e retiradas devido a reclamações de moradores em relação ao barulho). As coisas ruins sempre vão acontecer. Pequenas ou grandes. O que faz a diferença é a maneira como lidamos com elas. Enxergar as coisas boas que a crise traz não é uma questão de otimismo. É uma questão de inteligência. De saber olhar para onde se deve olhar e não se distrair com coisas que não vão te levar a nada. Pense nisso. Um abraço e até semana que vem! Ps: Uma coisa boa da crise é que, além de trazer aprendizado, alguma hora ela passa. Isso é certo. E, pelo menos em parte, já está passando. O Mário está bem melhor, ainda no hospital, mas bem.
Escrito por Julia Lordello às 23h01
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Novos hábitos ajudam a preservar o planeta  Nessa semana, representantes de 193 países estão reunidos na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança climática em Copenhague para definir um acordo climático global para a redução das emissões dos gases de efeito estufa. Ainda não se sabe qual será o resultado desse encontro, mas uma coisa é certa: toda essa discussão está conseguindo conscientizar as pessoas quanto a importância de se preservar o meio ambiente e está trazendo hábitos mais sustentáveis para a nossa vida. Um exemplo disso é o número de pessoas que estão deixando o carro em casa para dar preferência a meios de transporte mais limpos. Todos os dias, pelo menos 1,8 milhão de paulistanos deixam o carro em casa e vão a pé até o metrô. Um pequeno passo para o pedestre e um salto e tanto para o planeta. Em todo o mundo, a bicicleta também está começando a ganhar mais espaço. Em Amsterdã, cerca de 40% dos deslocamentos na cidade são feitos com as bikes. Quase todos os moradores têm ao menos uma. Com 750 mil habitantes, a cidade tem 400 quilômetros de ciclovias. Aqui no Brasil, outro hábito sustentável que está crescendo é o uso de sacolas retornáveis. Este ano, consumidores recusaram 87 milhões de sacolinhas plásticas só na maior rede de supermercados do país. Com essa atitude, as pessoas estão conseguindo tirar do meio ambiente um vilão que leva 300 anos para desaparecer. "O cidadão é fundamental nesse processo. Dá para reduzir as emissões em até 30% mudando hábitos dentro de casa. Temos de adaptar a vida para a nova realidade da humanidade", afirma Miriam Duailibi, do Instituto Ecoar. Seja comendo menos carne, economizando energia e água ou simplesmente dando carona para ir ao trabalho, o fato é que as pessoas estão começando a entender que a grande mudança não vai ser feita apenas pelos governantes, mas principalmente por cada um de nós. As pequenas ações no dia-a-dia podem fazer toda a diferença para a preservação do planeta. Fonte: Jornal Nacional / Vida Simples / Planeta Sustentável / Estado de S. Paulo
Escrito por Julia Lordello às 14h53
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Poesia para todos  "Povo lindo, povo inteligente." Com esse bordão, o poeta Sérgio Vaz se dirige à platéia reunida no bar do Zé Batidão, na periferia de São Paulo. Lá, professores, sorveteiros, desempregados, donas de casa, advogados, taxistas, enfermeiras e estudantes se transformam em poetas. Pegam o microfone e tomam conta da literatura, que nunca tinha sido deles até então. É a Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia), projeto criado por Sérgio que a cada quarta-feira, nos últimos oito anos, reúne centenas de pessoas vindas de todos os cantos da periferia paulista. São pessoas comuns que, num boteco de quebrada, recitam e ouvem poesia. “Trabalho a vida toda com poesia e nunca vi uma platéia reagir assim. Sérgio Vaz e a Cooperifa democratizaram o uso da palavra, numa operação política brilhante”, diz a crítica literária Heloisa Buarque de Hollanda. Vozes tímidas, outras emocionadas. Algumas raivosas, indignadas. Cidadãos que encontram ali um espaço de expressão. Os temas variam: justiça social, preconceito, racismo e amor. Antes e depois de encararem o microfone, os participantes são encorajados com aplausos, muitos aplausos. Todos têm muito respeito pelo que o outro tem a dizer. "Aqui se fermentam idéias que antes ficavam guardadas na gaveta. É muita emoção. A palavra tem o poder de contagiar as pessoas", afirma a professora Lu Souza, que adotou o sarau há cinco anos. A idéia de Sérgio é levar arte e poesia para o povo e fazer uma verdadeira transformação social. E é exatamente isso que ele está conseguindo fazer. "Muita gente da comunidade teve seu primeiro contato com o livro no sarau e até voltou a estudar", revela Sérgio. E a Cooperifa não parou por aqui. Além do sarau, o grupo criou outros projetos fantásticos como a Chuva de Livros, que consiste na distribuição de 500 exemplares à comunidade todo mês de agosto, o Prêmio Cooperifa, que entrega troféus a pessoas e entidades que ajudam a transformar a periferia num lugar melhor, e ainda o Cinema na Laje, que ocorre quinzenalmente com exibições de documentários e filmes alternativos. “A entrada é franca, a pipoca é gratuita e a Lua sincera”, divulga Sérgio. Fonte: Revista Época / Bons Fluidos / Planeta Sustentável
Escrito por Julia Lordello às 22h03
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Calendário de vira-latas tem renda revertida para entidades  Nina é cheia de manias, só dorme no seu velho colchão e rejeita qualquer cama nova. Patrick e Ariel adoram uma aventura. Já Sasha é uma linda senhora que gosta muito de brincar. Os quatro têm muitas coisas em comum. São vira-latas, encontraram uma família que os ama, e ainda são estrelas de um projeto muito especial: o Celebridade Vira-Lata. A idéia do grupo é incentivar a adoção de vira-latas, mostrar que eles podem ser excelentes companheiros e ainda ajudar instituições que cuidam desses animais. Para isso, o projeto criou um calendário para 2010. Cada mês traz a imagem de um vira-lata cuja história teve um final feliz. Junto com a fotografia, tem também um pequeno textinho sobre cada um. Nina, Patrick, Ariel, Sasha e outros companheiros de quatro patas são retratados pelo Celebridade Vira-Lata como modelos e ícones de beleza. Com isso, o grupo quer mostrar que não importa a raça, a cor ou o porte. Todo cachorro tem o direito de ser cuidado, amado e respeitado. O calendário de parede pode ser comprado no site do projeto (www.celebridadeviralata.com.br). A renda será revertida para entidades que cuidam de vira-latas. Fonte: Folha Online / m&m online / Verde Dentro / Celebridade Vira-Lata
Escrito por Julia Lordello às 18h58
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Benditos palhaços  Respeitável público, hoje (10/12) é o Dia do Palhaço. Há 18 anos palhaços para lá de especiais percorrem corredores e quartos de hospitais para levar alegria a crianças hospitalizadas. São os Doutores da Alegria. Eles fazem de conta que são médicos para crianças que fazem de conta que acreditam. Toda essa magia traz para o hospital um remédio milagroso: a risada. Tudo isso começou em 1991. Ao fim de uma temporada em Nova York, onde trabalhou em um dos primeiros programas do mundo a colocar palhaços em hospitais, o Clown Care Unit, o ator Wellington Nogueira voltou a São Paulo para cuidar de seu pai, internado no Hospital das Clínicas. Um dia, meio sem compromisso, ele colocou o nariz vermelho e partiu para o Instituto da Criança. Não parou mais. E assim nasceu a ONG Doutores da Alegria. “Na minha estréia visitei três quartos. No último, um menino estava preso na cama, com gesso da cintura pra baixo. No final, ele me disse: “Doutor, tô me sentindo bem mais leve”. Ali foi o divisor de águas da minha vida. Foi arrebatador ver o meu ofício tocar a vida de uma pessoa e fazer essa pessoa tocar a minha”, conta Wellington. De lá pra cá, o projeto só cresceu. Hoje, a ONG realiza cerca de 75 mil visitas por ano a crianças internadas em hospitais de São Paulo, Recife e Belo Horizonte. Para a decoradora Sheila França, o projeto fez toda a diferença na vida do seu filho. Há alguns anos, ele precisou ser internado após um diagnóstico de leucemia. O tratamento de nove meses, que tinha tudo para ser penoso, foi vivido à base de risadas. “Eles iam duas vezes por semana visitar meu garoto. Foi ótimo! Os doutores trouxeram alegria a todos, não só às crianças. A recuperação dele foi rápida”, conta. A pediatra Simone Xavier afirma que a reação das crianças à passagem dos palhaços pelo hospital é realmente animadora. “O batimento cardíaco fica mais lento, sinal de que elas se tranqüilizaram. Além disso, o comportamento das crianças em relação aos médicos fica mais receptivo”, diz. Aqui no 365 Dias que Acalmaram o Mundo já tivemos uma entrevista fantástica com o adorável Dr. Escrich, ou melhor, Fernando Escrich, palhaço, artista formador e coordenador de expansão dos Doutores da Alegria. É só dar uma olhada nas entrevistas do blog. Imperdível. Fonte: Estado de S. Paulo / Revista Quem / Isto É / PodCast / Revista Brasileiros
Escrito por Julia Lordello às 23h42
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Murais amorosos  Cansado de só ver pichações de protesto e de revolta nos muros de Filadélfia, sua cidade natal, o artista plástico Stephen Powers teve uma idéia criativa e inusitada: criar mensagens de amor nos muros, calçadas e telhados que estão no caminho de uma antiga rota de trem que passa por 20 quarteirões da cidade. Foi assim que nasceu o projeto A Love Letter For You. A idéia é transformar o espaço urbano, trazer a arte para perto dos moradores e ainda espalhar mensagens de amor e esperança pela cidade. Para fazer o projeto, Stephen convocou 40 voluntários, entre artistas e grafiteiros do mundo todo e moradores da comunidade local (que aprenderam técnicas de pintura em wokshops gratuitos). Juntos, coloriram 50 paredes com frases que foram enviadas por pessoas comuns para o site do projeto (www.aloveletterforyou.com). Essa foi a maneira que o artista plástico encontrou de realmente envolver a comunidade no projeto. E foi exatamente isso que aconteceu. Quem passa pelas ruas de Filadélfia se encanta com os murais amorosos. “São mensagens de amor que estão presentes em qualquer vizinhança, que dizem respeito a todos nós”, afirma Stephen, que trabalha agora para transformar a ação em um documentário e dois livros. Fonte: Revista Vida Simples / The New York Times / The Wall Street Journal
Escrito por Julia Lordello às 17h37
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Sapatos para todos  Em uma viagem de férias à América do Sul, o empreendedor Blake Mycoskie reparou nos pés das crianças argentinas: muitas delas andavam descalças por não terem dinheiro para comprar sapatos. Sem proteção para os pés, elas estão expostas a riscos de corte, de contaminação e até mesmo privadas de andar longas distâncias – o jeito mais barato de se deslocar - para conseguir ir à escola, receber educação e ter oportunidades de crescimento. Pensando nisso, Mycoskie teve uma idéia simples: criar uma empresa em que a cada par de sapatos vendido, um outro par é doado para uma criança que precise, ao redor do mundo. Foi assim que nasceu a Toms Shoes. No primeiro ano do projeto One by One, em 2006, o empresário retornou à Argentina e doou 10 mil pares de sapato. “É um trabalho emocionante. A primeira vez que eu levei os sapatos para as crianças e vi a alegria no rosto delas, eu soube que era isso que eu ia fazer para resto da minha vida”, afirma Mycoskie. Desde então, o movimento só cresceu. A Toms Shoes tem lojas espalhadas em vários países como Inglaterra e Estados Unidos e comercializa seus produtos também pelo site. Até agora, o projeto já distribuiu mais de 140 mil pares a crianças nos Estados Unidos, Argentina, Etiópia e África do Sul. Fonte: Blog Planeta Sustentável / Los Angeles Times / The Huffington Post / PAPERMAG
Escrito por Julia Lordello às 23h47
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Banho sem desperdício  Quanto tempo você demora no banho? Se você é daquelas pessoas que passam uma eternidade debaixo do chuveiro, saiba que esse é um hábito nada sustentável. Para tentar conscientizar as pessoas quanto a importância de não desperdiçar água e ainda poupar concretamente esse recurso natural, foi criado o Efergy Shower Timer. O gadget tem uma simples função: avisar quando é hora de acabar o banho. Para isso, basta conectar o aparelho em um chuveiro elétrico, regular o tempo e ligá-lo quando abrir a torneira. Quando seu tempo terminar, o aparelho emitirá um sinal para evitar que os mais distraídos fiquem mais tempo que o necessário. Dessa forma, o usuário evita consumir mais água e energia elétrica do que realmente precisa e pode ter um maior controle do tempo que passa no banho. A regulagem do tempo é feita com base no tempo que se leva para consumir um litro de água. Isso permite que você escolha quantos litros pretende gastar em cada banho. A recomendação é que se gaste apenas 35 litros em cada chuveirada. Com a escolha, o contador calcula automaticamente quanto tempo você levará para utilizar essa água e te avisará quando chegar ao seu limite. Em um mundo de recursos finitos, economizar água é mais que importante, é fundamental para o futuro do planeta. Fonte: EcoDesenvolvimento / EnviroGadget.com / Superinteressante
Escrito por Julia Lordello às 23h44
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RESUMO DA ÚLTIMA SEMANA O igual que é diferente 
Segundo o Aurélio, a palavra diferença significa falta de semelhança ou igualdade, distinção, variedade, etc. Na vida, essa é uma palavra bem relativa. De fato depende dos olhos de quem vê. No Japão, um brasileiro chama a atenção pela diferença. Já no Brasil, é o contrário. É o japonês que é o diferente. Em um espetáculo de balé, por exemplo, um punk vai sobressair na platéia. Já em um show de rock, ele vai ser igual aos outros. Para um cachorro, um porco é muito diferente. Mas para os outros porcos, ele é só mais um. Isso é para tudo na vida. Quando olhamos para situações ou pessoas com um certo estranhamento, não significa que elas não são normais, são apenas diferentes. E a gente, também é diferente para elas. Pensar nisso é fundamental para entender que todos somos diferentes de alguma forma. A diferença que está no outro está na gente também. Duas notícias dessa semana me fizeram pensar sobre isso. O Dia Internacional das Pessoas com Deficiências, que trouxe exemplos de projetos de inclusão social através do esporte. O Instituto Benjamin Constant (IBC) que oferece todo tipo de esportes (natação, judô, atletismo, etc.) para pessoas com diferentes deficiências visuais; E O Cesta de Três, criado pela Associação Desportiva para Deficientes (ADD), que consiste em ensinar o basquete em cadeira de rodas para crianças de 6 a 16 anos. E o projeto Diálogo no Escuro, que é uma exposição onde pessoas que enxergam são conduzidas por guias deficientes visuais, em pequenos grupos de pessoas, num espaço totalmente escuro. No interior da mostra, situações provocam sensações de vento, cheiro, temperatura, sons e texturas. A idéia é fazer as pessoas experimentarem seus outros sentidos. Somos negros, brancos, com pernas, sem pernas, mudos, falantes, africanos, holandeses, altos, baixos, punks, hippies, intelectuais, flamenguistas, vascaínos, grandes, pequenos. Somos diferentes. Somos iguais. Somos muitos. Viva a diferença! Um abraço e uma excelente semana para todos nós!
Escrito por Julia Lordello às 22h25
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No escuro  Tudo escuro. Os primeiros passos são os mais difíceis. A bengala tateia num ritmo ansioso. A mão livre busca reconhecer nas texturas da parede a indicação de um caminho, alguma forma familiar. Aos poucos, porém, a escuridão se transforma num manto confortável, acolhedor, e a voz do guia assegura as pessoas de que elas estão indo bem. Ágil em seu meio, o guia percebe cada um dos movimentos das oito pessoas do grupo visitante. Com a gentileza de quem ensina as primeiras lições a uma criança, ele os conduz através do breu total por uma floresta, uma ponte, um barco, uma feira, uma rua movimentada na cidade, um bar (onde todos tomam café, conversam e até dançam!). Depois de 15 minutos, todos se acostumam com a falta de visão e o percurso, que dura uma hora e meia, se transforma em uma verdadeira aventura dos sentidos. No universo tátil, auditivo, olfativo e gustativo, a aparência perde o sentido. A empatia entre as pessoas se constrói naturalmente, livre da tirania habitual do olhar. Assim é a mostra Diálogo no Escuro, criada pelo filósofo alemão Andréas Heinecke, que já passou por 130 cidades em 19 países. A idéia é fazer uma breve reprodução da vida sem os olhos, dar a oportunidade para as pessoas reverem conceitos e preconceitos, dar trabalho para deficientes visuais, que trabalham principalmente como guias, mas também em outras funções, e principalmente mostrar para as pessoas que o mundo de quem não enxerga não é pior, é apenas diferente. “Aqui as pessoas que enxergam precisam da ajuda de quem não enxerga. Essa inversão de papéis nos faz pensar sobre os nossos preconceitos. No escuro, raça, religião, nacionalidade, sexo, idade ou profissão, nada disso importa”, afirma Heinecke. O projeto já gerou 6 mil empregos para pessoas com diferentes deficiências visuais. No Brasil, a mostra fixou residência em Campinas (SP), no Galleria Shopping. Fonte: Revista Vida Simples / Project M / Ode Magazine
Escrito por Julia Lordello às 22h25
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Pessoas que fazem o bem  Neste sábado (05/12), é celebrado o Dia Internacional do Voluntariado. Cada vez mais pessoas comuns estão descobrindo que é possível transformar o mundo e estão arregaçando as mangas para mudar a realidade à sua volta São estudantes, executivos, donas-de-casa, aposentados, que, aqui e ali, doam sua energia e disposição para realizar ações voluntárias. A economista Luciana Chinaglia é uma dessas pessoas. Desde 1998, dedica uma grande parte do seu tempo à sua ONG Banco de Alimentos, criada com a missão de ajudar a combater o desperdício e a fome. Através da ONG, ela coordena a arrecadação de 35 toneladas mensais de alimentos que teriam como destino o lixo. Quatro carros coletam sobras em sacolões, mercados, padarias e indústrias alimentícias de São Paulo. Depois é feita uma triagem dos alimentos em boas condições para o consumo, que são doados para 48 instituições beneficentes. “Tenho certeza de que criamos a realidade à nossa volta. Então, é uma questão de bom senso: se mais pessoas ficam melhor, você também fica melhor”, afirma Luciana.
Por seis anos o publicitário paulista Valdir Cimino foi um doador passivo. Dava dinheiro e brinquedos para hospitais, sem envolvimento. Mas se incomodava com a falta de tratamento mais humanizado nos ambientes hospitalares. Depois de um tempo, percebeu que uma boa maneira de ajudar seria contando histórias para as crianças e adolescentes hospitalizados. Usar a fantasia para tirá-las da doença, nem que fosse por alguns minutos. Assim nasceu sua ONG Viva e Deixe Viver. Hoje, a ONG tem 1200 voluntários contadores de história, que recebem treinamento e orientação para atender em 56 hospitais pelo Brasil. “Se cada um olhar ao redor de seu umbigo e descobrir uma coisa legal, faça. Porque se você está fazendo um bem para o próximo, o bem é para você também”, diz Valdir.
A designer e educadora ambiental Suzana Padua afirma que se transformou depois que criou junto com o marido, o biólogo Claudio Padua, a ONG Ipê (Instituto de Pesquisas Ecológicas), que hoje é a terceira maior ONG ambiental brasileira. "A sensação de ter feito diferença dá uma sensação de propósito na vida. E isso me transformou para sempre." Fonte: Revista Vida Simples / Jornal Nacional / Folha de S. Paulo / Viva e Deixe Viver
Escrito por Julia Lordello às 21h51
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Música do bem  Seja para acalmar, alegrar, dançar ou cantar... a música é um caminho universal para o bem estar. Tanto assim que especialistas no assunto, os musicoterapeutas, utilizam-se dela como tratamento coadjuvante em adultos e crianças que passam por internação hospitalar, traumas ou têm alguma deficiência. "A mais eficiente forma de despistar a dor é a música. Entre música e dor, o cérebro prefere música", diz a musicoterapeuta Marly Chagas. No Hcor (Hospital do Coração), de São Paulo, um projeto de música está ajudando na recuperação de pacientes com problemas cardiovasculares. Em dias pré-determinados, diferentes músicos comparecem ao local para executar peças dirigidas aos pacientes e acompanhantes. "O ambiente se torna mais leve. A música ecoa para os quartos, as pessoas saem felizes, abrem as portas para ouvir. É ótimo para quem está sofrendo, pois faz com que essa pessoa queira melhorar, se cuidar", conta Silvia Cury, fundadora do projeto e psicóloga do HCor. Além disso, já existem estudos que mostram que os benefícios não são somente emocionais, mas também se refletem na redução da pressão arterial e da freqüência respiratória e na normalização das taxas de batimentos cardíacos. No sertão sergipano, em Nossa Senhora da Glória, um projeto de musicoterapia acabou se transformando até em uma banda. A Banda Luz do Sol, que hoje tem quinze integrantes, é formada por crianças, jovens e adultos com deficiência mental e distúrbio de comportamento. O projeto foi criado como forma de estender o tratamento do ambulatório de saúde mental da região. "Os integrantes da banda encontraram uma forma de se comunicar melhor e alguns uma maneira de canalizar a agressividade", diz a musicoterapeuta Sony Regina Petris. A música ajuda também os prematuros a se desenvolverem melhor. Um estudo realizado pela Universidade de Alberta, no Canadá, sugere que as canções auxiliam no aprendizado da sucção e na redução da dor em procedimentos médicos. A análise, que partiu de nove estudos realizados entre 1989 e 2006, também mostrou que quando o bebê houve música em hospitais os efeitos aparecem na freqüência cardíaca e saturação do oxigênio. É possível ainda, em alguns casos, reduzir o uso de drogas e outras medicações. "Na UTI neonatal, a música diminui de 4 a 10 dias o tempo de internação da criança. Ela age no sistema nervoso, é realmente incrível", afirma Marly Chagas. Fonte: Globo Repórter / Veja.com / Revista Crescer / Folha Online
Escrito por Julia Lordello às 23h42
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Inclusão pelo esporte  Nesta quinta-feira (03/12), é celebrado o Dia Internacional das Pessoas com Deficiências. A idéia é conscientizar a todos de que ninguém é igual a ninguém e ainda promover melhorias no dia-a-dia de quem tem alguma deficiência. Pesquisas no mundo inteiro já estão conseguindo provar que uma ótima maneira de melhorar a qualidade de vida e a inclusão de pessoas com necessidades especiais é através do esporte. Atualmente, a atividade física é considerada um complemento no tratamento convencional de deficientes. "Quem pratica esporte se adapta muito mais rapidamente ao mundo e à sua situação, vê mais resultados e tem mais incentivos. O esporte melhora a coordenação, a resistência, a força, o intelecto, além de ser ótimo para a auto-estima, o que ajuda a pessoa a se sentir incluída", afirma Roberto Vital, chefe do Departamento Médico do Comitê Paraolímpico Brasileiro. No Instituto Benjamin Constant (IBC), no Rio de Janeiro, pessoas com diferentes deficiências visuais praticam todo tipo de esporte: natação, judô, atletismo, futsal, etc. Bolas com guizo no futsal e guias ligados ao atleta por uma corda na corrida são algumas das adaptações para a prática dos esportes. Mas há modalidades criadas especialmente para cegos e portadores de baixa visão, como o goalball. Nesse jogo, todos os jogadores são vendados. Assim, os que têm pouca visão não levam vantagem sobre os que não enxergam nada. A manha do esporte é perseguir a bola, que possui guizos, pelo som. E depois localizar a trave de nove metros de largura, bem maior do que as convencionais, para fazer o gol com as mãos. "O jogo, além de divertido, favorece a independência dos deficientes visuais, ao desenvolver sua orientação espacial", diz a coordenadora de Educação Física do IBC, Soraia Corrêa. Em São Paulo, um projeto está transformando a vida de alguns pequenos esportistas com deficiência física: é o Cesta de Três, criado pela Associação Desportiva para Deficientes (ADD), que consiste em ensinar o basquete em cadeira de rodas para crianças de 6 a 16 anos. "O esporte é um grande convite ao deficiente para se integrar. Ele se fortalece de todas as formas, na reabilitação física e na convivência social", afirma a psicóloga Eliane Assumpção, coordenadora de projetos infantis na ADD. Larissa Leme, 13 anos, paraplégica, descobriu isso no Cesta de Três. "Para quem anda, fazer uma cesta não é tão gratificante quanto para alguém que a faz sentado. É maravilhosa a sensação de ter conseguido vencer tantos obstáculos", explica ela. Fonte: Revista Crescer / EcoDesenvolvimento
Escrito por Julia Lordello às 21h49
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Sorrisos garantidos  Elizeu Souza Marinho, 16, morador da comunidade de Paraisópolis, em São Paulo, só falava olhando para baixo. Não tinha os dentes da frente, e mal se ouvia a sua voz. “Não me lembro do som do meu riso”, diz. O maior sonho de John Lennon Machado, 17, era ter um sorriso alinhado e sentir prazer ao se olhar no espelho. Esse era também o desejo de Maria Rita da Conceição, 13 anos. Foi pensando nessas pessoas que o dentista Fábio Bibancos criou há 7 anos a ONG Turma do Bem, que conta com o trabalho voluntário de cirurgiões-dentistas que atendem crianças e adolescentes de baixa renda, proporcionando-lhes tratamento odontológico gratuito até completarem 18 anos. A idéia de Bibancos é fazer com que cada dentista no Brasil adote pelo menos um sorriso de uma criança ou adolescente carente, atendendo gratuitamente em seus próprios consultórios. “Isso teria um grande efeito multiplicador e acabaria sendo um sinal de que a idéia de as crianças brasileiras sorrindo bonito – todas elas, e não só as ricas – não é o sonho de um idealista”, diz. A ONG compromete-se a selecionar o paciente, sempre um aluno da rede pública, e os dentistas se inscrevem para fazer o tratamento. Foi com base nessa adoção que o sorriso de Elizeu, John Lennon e Maria Rita foi recuperado, e o mesmo aconteceu com outras 12 mil crianças brasileiras. Hoje, 6.000 dentistas fazem parte do projeto. Em congressos de odontologia, Bibancos luta para aumentar a legião de voluntários. Afirma que os jovens recuperam mais que o sorriso: resgatam a dignidade. "Um dentista é muito mais do que um cara que tem habilidade manual. É uma pessoa de formação humanista, que precisa saber cuidar do outro, ter sensibilidade para entender o momento pelo o qual a pessoa está passando. As pessoas deixam de sorrir, comer e beijar porque não têm dentes. A odontologia pode ser um meio de resgate social", afirma Bibancos. Fonte: Folha de S. Paulo / Revista Época / Veja SP / Globo.com / Orbitas
Escrito por Julia Lordello às 23h47
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Voluntários viram Papai Noel em Seul  Dezembro é o mês que contagia qualquer canto do universo com o espírito do Natal. São luzes decorando as ruas, famílias preparando as ceias e árvores enfeitadas comemorando a chegada do bom velhinho. Mais que uma comemoração, o natal é uma época de esperança. Foi pensando nisso que um grupo de voluntários sul-coreanos saiu pelas ruas da cidade de Seul, nesta terça-feira (1/12), de uma maneira bem inusitada: vestidos de Papai Noel. Foram mais de 1.000 pessoas que resolveram se unir para arrecadar fundos para projetos sociais e levar uma mensagem de paz para o mundo. Antes de sair para a passeata, todos se reuniram em uma praça e fizeram o símbolo de um coração. Depois, caminharam pelas ruas da cidade e se encontraram em outro ponto onde houve shows e apresentações feitas por pessoas da própria comunidade. Durante todo o tempo, as pessoas podiam doar qualquer quantia através de urnas que alguns voluntários carregavam. A idéia do grupo foi mostrar para as pessoas que quando nos unimos podemos fazer coisas realmente boas. E foi exatamente isso que eles fizeram. Fonte: UOL Notícias / Yahoo Korea / Cool Forward Mail / Revista Crescer
Escrito por Julia Lordello às 23h49
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Aldeia indígena no Pará ganha centro de informática  No último domingo (29), a aldeia indígena do Mangue, no município de Itaituba (PA), ganhou um centro de informática. Os equipamentos oferecem acesso à internet e vão beneficiar os cerca de 150 índios das etnias munduruku e apiaká que vivem no local. A indiazinha paraense Ikõ Biray, de 12 anos, ficou entusiasmada com os computadores. “Quero ser enfermeira para ajudar meus irmãos índios”, disse ao navegar pela primeira vez na internet. E esse não é um caso isolado. Cada vez mais aldeias estão conectadas através da internet. Um bom exemplo disso é o projeto Índios Online, uma rede virtual que há cinco anos tem conectado índios e aldeias de todos os cantos do país. Atualmente a rede reúne 24 etnias. A idéia é resgatar a cultura, a auto-estima e a cidadania dos povos indígenas, dando a eles a possibilidade de contar a sua própria história para o mundo e ainda reivindicar seus direitos. "A história e a realidade dos indígenas durante muito tempo foi contada apenas por antropólogos e outros pesquisadores, mas raramente por eles próprios. Esse projeto está conseguindo mostrar para o mundo os índios na visão dos índios", afirma Sebastian Gerlic, da ONG Thidewas, responsável pelo projeto. Segundo estimativas da Thidewas, o projeto alcança mais de 50 mil pessoas. "Em textos, fotos e vídeos, os indígenas mostram um perfil de suas culturas, arquivam memórias, partilham conhecimentos, lutam pelos seus direitos e conseguem ser cidadãos mais ativos". Fonte: Globo.com / Folha Online / Deutsche Welle / Tek
Escrito por Julia Lordello às 23h22
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RESUMO DA ÚLTIMA SEMANA Nem que seja por um dia
 Deixar o carro em casa e ir para o trabalho à pé ou de bicicleta, reciclar o lixo, não comer carne, abrir a porta do prédio para o vizinho entrar, fechar a torneira para escovar os dentes, usar escadas ao invés de elevador, fazer algum trabalho voluntário, dar preferência a alimentos orgânicos. Já imaginou tirar um dia na semana, no mês ou no ano para só fazer o bem para os outros, para o meio ambiente e para si mesmo? Essa pode ser uma ótima forma de mudar alguns antigos hábitos que não te levam a nada e adquirir outros saudáveis de uma forma simples e sem dar muito trabalho. E o que começa sendo apenas um dia, pode virar uma atitude para a vida toda. Duas notícias dessa semana me fizeram pensar sobre isso. O movimento Dia sem Compras, que foi criado há 16 anos para questionar o consumo desenfreado. Este ano, a iniciativa aconteceu no dia 27 de novembro. O objetivo é incentivar as pessoas a ficarem pelo menos 24 horas sem gastar nem um centavo. E a campanha Segunda Sem Carne. A idéia é conscientizar a todos que deixar de consumir proteína animal ajuda a preservar o meio ambiente e incentivar as pessoas a deixarem a carne de lado ao menos um dia da semana, às segundas-feiras. Você pode ajudar a transformar o mundo de maneira simples, sem precisar fazer grandes revoluções ou mudanças radicais. O importante é começar a mudança dentro de cada um de nós. Se todos os 6,5 bilhões de habitantes do mundo resolverem, nem que seja por um dia (na semana, no mês ou no ano), cuidar da natureza, pensar no outro, fazer o bem, já é um belo começo. Que tal começar por você? Um abraço e até semana que vem!
Escrito por Julia Lordello às 18h39
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Segunda sem carne  Existem muitas maneiras de trazer a sustentabilidade para o nosso dia-a-dia. Uma delas é reduzir o consumo de carne. O gás metano emitido no processo digestivo do gado é o terceiro fator para o agravamento do aquecimento global no planeta, com 16% das emissões de gases estufa – ultrapassando as emissões dos meios de transporte. Além disso, um estudo da organização WWF estima que 1 quilo de carne de gado exige 16 mil litros de água, contando a ração e a água consumidas até seu terceiro ano de vida. Pensando nisso, a Sociedade Vegetariana Brasileira, em parceria com a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo, criou a campanha Segunda Sem Carne. A idéia é conscientizar a todos que deixar de consumir proteína animal ajuda a preservar o meio ambiente e incentivar as pessoas a deixarem a carne de lado ao menos um dia da semana, às segundas-feiras. O designer Érico Almeida, 26 anos, faz parte do time que mudou seus hábitos em nome do planeta. “Há um bom tempo não como frango e carne vermelha. Eu me sinto mais leve não só fisicamente. Fico feliz de estar contribuindo de alguma forma”, conta Érico. Na Grã-Betanha, a campanha vigora desde junho por iniciativa do ex-beatle Paul McCartney. “Temos que nos preocupar com a mudança climática. Ao fazer pequenas mudanças na alimentação, uma pessoa pode fazer grandes contribuições ao planeta. A alimentação vegetariana faz bem à saúde e protege a Terra”, afirma Paul. Amanhã é segunda-feira. Que tal começar a campanha? Fonte: Vida Simples / La Vanguardia / UOL Notícias / o Globo / Gazeta do Povo
Escrito por Julia Lordello às 18h38
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