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Escrito por Julia Lordello às 23h34
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Construindo para o bem  Usar o conhecimento da engenharia para impulsionar o desenvolvimento humano e social em todo o mundo. É esse o objetivo dos Engenheiros Sem Fronteiras, uma rede de ONGs surgida na França, nos anos 70, que hoje está em mais de 40 países. Na linha dos Médicos Sem Fronteiras, os doutores que oferecem serviços de saúde em comunidades carentes mundo afora, dessa vez engenheiros civis, elétricos, mecânicos e químicos, entre outros, extrapolam os limites geográficos de seus países para dar a quem precisa acesso a água limpa e potável, energia elétrica, esgoto e todo tipo de infra-estrutura que possa trazer mais dignidade e qualidade à vida das pessoas. A idéia é usar e até criar tecnologias auto-sustentáveis, de acordo com a necessidade de cada comunidade, trabalhando com mão-de-obra e materiais locais. “Eu acho que é uma espécie de dever de todos os engenheiros usar todo o nosso conhecimento para ajudar a desenvolver infra-estruturas locais e internacionais de forma sustentável, para ajudar as pessoas. É isso o que a gente faz”, diz Kelsey Edwardsen, voluntária do projeto. Com esse trabalho, voluntários de diferentes países estão transformando a vida de milhares de moradores de comunidades carentes ao redor do mundo. Na Guatemala, por exemplo, um grupo de norte-americanos desenhou miniturbinas de energia eólica para substituir o uso de lâmpadas de querosene, prejudicial à saúde e ao meio ambiente. Por aqui, também já foram desenvolvidos projetos estrangeiros no litoral paranaense e na Amazônia. “Nós ajudamos com o básico. É incrível ver como é possível com tão pouco transformar tantas vidas. É um projeto maravilhoso”, afirma Kelsey. Fonte: Revista Vida Simples / Gazette Times / The Telegraph Durango
Escrito por Julia Lordello às 13h33
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Fazendo arte com lixo  Disquetes, fitas de vídeo, fitas cassetes. Há alguns anos, esses objetos eram indispensáveis no nosso dia-a-dia, mas com o avanço tecnológico eles se tornaram obsoletos, sendo substituídos por inúmeros arquivos de dados. O grande problema é que a maior parte desses materiais foi parar direto no lixo, gerando um grande impacto no meio ambiente. Foi pensando nisso que o artista plástico britânico Nick Gentry decidiu dar uma nova vida a esses antigos objetos. O que seria lixo se transformou em verdadeiras obras de arte. Gentry usa disquetes, fitas de vídeo e fitas cassetes para criar telas que retratam faces, identidades e lembranças que poderiam estar armazenadas nesses formatos de mídia. “Eu cresci nos anos 80 e 90 e nesta época esses objetos eram muito importantes. Eles desempenharam um grande papel no que eu aprendi sobre o mundo. Meus filmes favoritos, músicas, lembranças, tudo era armazenado neles. De repente, tudo isso se tornou obsoleto, virou lixo. Por isso quis fazer esse projeto, para mostrar que ainda há vida nesses objetos e que o nosso lixo pode ser muito valioso”, afirmou Gentry. Fonte: Globo.com / Blog Planeta Sustentável / Telegraph
Escrito por Julia Lordello às 23h48
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Retrospectiva
Vá a pé para o colégio e salve o planeta!  Muito se fala sobre ousadas tecnologias para reduzir, ao máximo, a emissão de gases poluentes. O debate é muito válido, mas, às vezes, nos concentramos tanto em grandes projetos que esquecemos das pequenas atitudes do dia-a-dia que também podem contribuir para o meio-ambiente – como, por exemplo, ir a pé para a escola. Em Lecco, na Itália, as escolas decidiram lembrar as pessoas disso e criaram o Piedibus (“ônibus com pés”, em tradução livre) para levar os estudantes ao colégio. São 450 crianças que caminham juntas, acompanhadas de monitores, ao longo de 17 rotas de ônibus em direção a 10 escolas diferentes. A iniciativa ajuda a combater a obesidade infantil, melhora o trânsito da cidade e, principalmente, diminui a emissão de poluentes. Segundo dados do governo, desde o início do projeto, em 2003, cem mil carros já deixaram de circular nas ruas de manhã e milhares de toneladas de carbono deixaram de ser lançadas no planeta. O mais legal é que as caminhadas matinais estão longe de ser um castigo para a criançada. Elas se divertem no caminho para a escola, fazendo brincadeiras ao longo do percurso, ganham consciência ambiental desde pequenas e, ainda, tomam conta da cidade. Muitas apontam, para os monitores, os carros estacionados em lugares proibidos ou os donos de cachorros que não recolhem as necessidades de seus bichinhos. Com isso, além de ir para a escola de uma forma bem mais sustentável, elas ainda aprendem a cuidar das ruas da cidade. Giulio Greppi, de 9 anos, é um dos mais empolgados com o projeto. Antes, costumava ir de carro até a escola, mas agora percorre a pé o percurso de aproximadamente meio quilômetro. "É muito legal. Assim encontro meus amigos e nos sentimos especiais porque sabemos que é bom para o meio ambiente", diz ele. Fonte: The New York Times / Blog Planeta Sustentável / Vida Simples
Escrito por Julia Lordello às 15h49
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Caixinhas de som sustentáveis  Computadores, aparelhos de som, relógios, celulares. É cada vez maior o número de aparelhos eletrônicos que estão presentes na nossa vida. O problema disso tudo é que todos esses eletrônicos acabam gerando um grande impacto no meio ambiente. Pensando nisso, um grupo de designers criou o DIY Eco Speakers, um kit de caixinhas de som sustentáveis. A idéia dos designers era criar caixas de som que fossem simples, divertidas e mais sustentáveis do que as caixas que encontramos normalmente por aí. E mais, eles queriam mostrar que é possível, de forma simples, tornar os eletrônicos mais verdes e ecológicos. E é exatamente isso que eles conseguiram. O kit é feito com 70% de material reciclado (e reciclável), incluindo a embalagem, vem com seis lápis de cor para o usuário personalizar o alto-falante, o que torna o aparelho único, e ainda é mais barato que os tradicionais. O equipamento possui também um plug universal que permite tocar músicas de qualquer aparelho de som. Basta desdobrar a caixa, montar as peças e plugar o mp3. Simples e sustentável. Fonte: The Huffington Post / UOL Notícias / EcoDesenvolvimento / It’sGreenDesign / Planeta Sustentável
Escrito por Julia Lordello às 19h52
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Um médico para todos  Fernando Nobre tem uma história de vida muito especial. Aos 58 anos, Fernando poderia estar em sua clínica, ser um respeitado urologista e dar entrevista em um gabinete de uma grande universidade da Bélgica. Mas há 30 anos ele trocou o hospital, a pesquisa e o conforto da Europa por terremotos, ciclones e guerras nos países mais pobres do mundo. Tudo para ajudar a quem realmente precisa. “Quando decidi fazer essa mudança, algumas pessoas acharam que eu estava louco. Mas isso era a opinião deles, não a minha. Acho que cada um de nós tem que saber o que quer e eu sabia o que eu queria”, conta. A idéia de Fernando era fazer do mundo seu consultório e ajudar vítimas de tragédias de diferentes países e realidades. Foi assim que há 25 anos ele fundou, em Portugal, a Assistência Médica Internacional (AMI), uma organização humanitária que atende os doentes, denuncia o que vê e luta pelos que precisam. Nas últimas décadas, ele participou junto com voluntários de sua ONG de mais de 200 missões humanitárias e levou assistência médica a mais de 70 países ao redor do mundo. No momento, está no Haiti com sua equipe ajudando os sobreviventes do terremoto. Fernando não acredita na neutralidade do médico. Para ele, o médico tem como missão cuidar dos seres humanos e levar tranqüilidade e paz para quem tem dor e precisa de ajuda. “Precisamos nos unir e nos ajudar. Os seres humanos espalhados pelo mundo não diferem muito uns dos outros. São todos seres humanos. Todos merecem amor e atenção. Eu acredito que juntos podemos construir um mundo melhor”, afirma. Fonte: Bom Dia Brasil / Expresso.pt / Publico.pt / JPN / AMI
Escrito por Julia Lordello às 23h47
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Um pequeno herói  Charlie Simpson tem apenas sete anos, mas é um verdadeiro herói. Com apenas uma bicicleta e muita boa vontade, ele conseguiu arrecadar quase 100 mil libras esterlinas (US$ 160 mil) para ajudar os sobreviventes do terremoto no Haiti. Tudo começou quando o menino viu na televisão as notícias sobre a tragédia. Charlie ficou muito triste e disse para a sua mãe, Leonora Simpson, que gostaria de ajudar de alguma forma. Depois de ter algumas idéias, ele decidiu que iria fazer um passeio de bicicleta ao redor do parque perto de sua casa, em Fulham, leste de Londres, e que tentaria arrecadar dinheiro com os vizinhos para fazer uma doação. “Ele ficou muito tocado e queria fazer algo para ajudar. Sentou no meu colo e conversamos sobre as coisas que ele podia fazer. Foi aí que ele teve a idéia do passeio de bicicleta. Foi muito bom vê-lo tão motivado”, contou a mãe. Para ajudar o filho, Leonora criou um site convidando a todos para o passeio, explicando o projeto e pedindo doações. A expectativa de Charlie era arrecadar no máximo 500 libras (US$ 800) para doar para o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), mas alguns jornais descobriram sua história e passaram a divulgar a iniciativa. A partir daí, o projeto passou a receber doações de voluntários do mundo todo. “O que começou como uma pequena volta no parque com seu pai se transformou em algo muito maior. Ele se dedicou tanto que conseguiu levantar uma quantidade fenomenal de dinheiro. Estou extremamente orgulhosa do nosso Charlie", disse Leonora. E ele não pensa em parar por aqui. “Agora eu quero descobrir qual vai ser o meu próximo plano para ajudar as pessoas e fazer do mundo um lugar melhor”, afirmou o pequeno herói. Fonte: The Guardian / The Huffington Post / Metro / O Globo / EcoDesenvolvimento
Escrito por Julia Lordello às 17h25
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Doando alimentos através de um clique  Um simples clique no mouse e, pronto, mais 1 kg de alimento é doado para uma instituição ou projeto social no Rio Grande do Sul. É essa a proposta do programa de doação de alimentos via internet Clique Alimentos. O projeto foi criado pela instituição Banco de Alimentos para facilitar a ação voluntária de quem quer contribuir com a distribuição de alimentos e ajudar no combate a fome. A idéia é simples: o internauta vai ao site da iniciativa e através de um clique doa 1 kg de alimento, financiado por empresas parceiras. Ao clicar, é possível ainda escolher a cidade que receberá o alimento e ver qual empresa patrocinou a doação. “Nesse projeto, todos se unem para ajudar a quem precisa. Pessoas comuns, empresas e organizações. Todos juntos para combater a fome no nosso país”, afirmam os organizadores do projeto. Até o momento, já foram doados 494100 kg de alimentos. Que tal doar também? É rápido, não custa nada e ajuda muita gente. Clique! Fonte: EcoDesenvolvimento / Zero Hora / Blog do yogodoshi / Clique Alimentos
Escrito por Julia Lordello às 21h39
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RESUMO DA ÚLTIMA SEMANA Pegada Ecológica
 Você sabia que tudo o que a gente faz deixa uma marca no meio ambiente? Desde o primeiro minuto que a gente acorda até a hora de dormir, todas as nossas ações gastam parte dos recursos do planeta e deixam rastros, ou melhor, pegadas. São as chamadas pegadas ecológicas, que podem ser maiores ou menores, dependendo das nossas atitudes e escolhas. Pensar nisso nos faz refletir o quanto é importante fazermos escolhas mais conscientes e sustentáveis. Algumas notícias dessa semana me fizeram pensar sobre isso. O Bike Tour, passeio ciclístico que aconteceu nesta semana na cidade de São Paulo. A idéia é incentivar as pessoas a usar bicicletas para se locomover pelo espaço urbano e mostrar que a bicicleta é um meio de transporte mais limpo e ecológico e ainda faz bem a saúde. O documentário The Story of Stuff (A História das Coisas), criado pela ambientalista Annie Leonard, que mostra de maneira brilhante de onde vêm as coisas que compramos, para onde elas vão quando jogamos fora e, principalmente, como é importante termos consciência do que consumimos. A grife alemã Bee Bee que teve uma idéia fantástica: transformar as antigas blusas dos pais, especialmente aquelas que tem algum significado para o pai ou para a mãe, em novas roupinhas infantis. A idéia é dar nova vida as roupas e mostrar que é possível diminuir o uso de matéria-prima, reutilizar materiais, reduzir a produção de lixo, e ainda criar roupinhas criativas e muito mais especiais que peças originais compradas nas lojas. E os produtos de limpeza sustentáveis, que limpam a casa sem descuidar do meio ambiente. Reciclar o lixo, deixar o carro em casa e ir a pé para o trabalho, preferir produtos ecológicos, consumir alimentos orgânicos, usar sacolas retornáveis, não utilizar descartáveis, economizar água e luz. Existem muitas maneiras de você diminuir suas pegadas e viver com o menor impacto sobre o meio ambiente. Que marcas você quer deixar no planeta? Pense nisso! Um abraço e uma semana maravilhosa para todos nós! Ps: Nessa semana, além de notícias boas, tivemos a entrevista com o adorável Fernando Escrich, palhaço, artista formador e coordenador de expansão dos Doutores da Alegria. Imperdível. E a sugestão para um mundo melhor do desenhista e escritor Fábio Yabu. Um belíssimo texto que nos lembra o poder das pequenas ações individuais. Vale a pena tirar um tempo para ler com calma.
Escrito por Julia Lordello às 23h50
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Fábio Yabu

Categoria: SUGESTÕES
Escrito por Julia Lordello às 23h49
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Limpeza verde  Tudo o que compramos provoca algum impacto no meio ambiente. É por isso que é fundamental buscarmos maneiras mais conscientes e sustentáveis de nos alimentar, nos vestir e consumir em geral. E isso vale também para os produtos de limpeza. Muitas pessoas não sabem, mas uma grande parte desses produtos demora anos para se decompor e contém corantes, fragrâncias e conservantes que poluem o meio ambiente. Limpar a casa com produtos que poluem e ficam por anos e anos no meio ambiente é o mesmo que empurrar a sujeira para debaixo do tapete. Uma boa opção para uma limpeza mais sustentável é dar preferência a produtos biodegradáveis, que se decompõem em poucos dias, enquanto, por exemplo, um sabão em pó normal demora mais de 20 anos. Melhor ainda se suas matérias-primas forem de origem vegetal e não petroquímica. Uma das pioneiras no movimento de produtos de limpeza sustentáveis no Brasil é a Cassiopéia, criada há 28 anos. Os produtos da marca são 100% naturais. “Nós temos a preocupação de preservar a natureza. Quanto mais pessoas comprarem a idéia de utilizar produtos naturais, mais as futuras gerações ganharão qualidade de vida, pois teremos um planeta mais limpo e sustentável”, afirmam os criadores da marca. Outra maneira de cuidar da limpeza da casa de forma mais consciente é optar por refis, assim você evita o desperdício de embalagens e produz menos lixo. Preferir produtos verdes é mais que bacana, é fundamental para um futuro mais sustentável. Fonte: O Guia Verde / Planeta Sustentável / Revista Bons Fluidos / 50 formas inteligentes de preservar o planeta
Escrito por Julia Lordello às 22h11
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Entrevista
Fernando Escrich é definitivamente um ser humano especial. Tão especial que além dos e-mails indicando notícias boas que pedimos, chegaram muitos pedidos para reprisar a entrevista com ele. Por isso, a primeira entrevista do ano é muito mais que uma entrevista, é uma homenagem a esse grande ser humano que encantou a todos nesse espaço. Com vocês: Fernando Escrich. 
Escrito por Julia Lordello às 23h50
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Camisas antigas dos pais viram roupas para os filhos  Bons hábitos devem ser passados de pais para filhos. Quando são hábitos sustentáveis, melhor ainda. Pensando nisso, a grife alemã Bee Bee teve uma idéia fantástica: transformar as antigas blusas dos pais, especialmente aquelas que tem algum significado para o pai ou para a mãe, em novas e divertidas roupinhas infantis, que podem ser novas blusas ou até macacões para bebês. O cliente envia para a loja a peça que ele deseja reaproveitar e a entrega da nova roupa é feita em casa. A idéia é dar nova vida as roupas e mostrar que é possível diminuir o uso de matéria-prima, reutilizar materiais, reduzir a produção de lixo, e ainda criar roupinhas criativas e muito mais especiais que peças originais compradas nas lojas. Os pequenos acabam vestindo, literalmente, a camisa dos três R’s (reduzir, reutilizar e reciclar). “Pode ser uma velha T-shirt, uma antiga blusa da banda favorita ou mesmo uma camisa de time de futebol. A nova roupa feita a partir da antiga peça além de ser sustentável, acaba se transformando em uma roupa exclusiva e uma lembrança muito especial passada de pai para filho”, afirmam Zwillinge Denny e Miri, criadores da marca. Fonte: EcoDesenvolvimento / Revista Vida Simples / Bee Bee
Escrito por Julia Lordello às 10h47
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Retrospectiva
O plantador de árvores  Uma vida dedicada a plantar árvores. É essa a história do consultor Flores Welle, mais conhecido como Seu Flores, que já reflorestou grande parte da sua cidade, Holambra, no interior de São Paulo. A profissão de plantador de árvores, como ele define seu trabalho, começou cedo. "Quando tinha sete anos, meu pai me mostrou um punhado de grãos e perguntou o que era. Respondi que era milho, mas a resposta foi negativa. Ele disse que eram sementes de milho, me explicando que, plantadas, cada uma das sementes daria origem a uma nova planta com outras novas espigas. Foi esse ato singelo que despertou meu interesse", conta. A partir daí, Seu Flores não parou mais. Autodidata, coletava sementes de todas as árvores que encontrava e plantava. Seu pai, Guilherme Welle, um dos fundadores de Holambra, era professor de botânica e identificava as espécies coletadas pelo filho. Aos 12 anos, ele plantou 100 mil mudas de ipê roxo. "Lembro que 30 mil plantas vingaram." Antes dos 18 anos, já era conhecido na região por suas mudas. Por conta própria, coletava as sementes e fazia as mudas em embalagens de óleo recicladas. "Pegava carona para recolher essas embalagens nos postos de gasolina, que jogavam tudo no lixo. Voltava para casa cheio delas", recorda. O que era apenas vocação, passou a ser trabalho. Hoje, Seu Flores é consultor e tem uma empresa que elabora projetos de reflorestamento e faz o plantio de árvores. O plantador de árvores mora até hoje na casa onde nasceu. No quintal da casa, mostra um jequitibá-rosa, plantado por ele há 32 anos. “Plantador de árvores é uma profissão muito nobre. Tenho filhos espalhados por muitos lugares. São as minhas árvores”, afirma orgulhoso. Fonte: Jornal da Band / Estadão
Escrito por Julia Lordello às 09h25
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A história das coisas  Desde a sua extração, passando pela venda, uso e descarte, todas as coisas em nossas vidas causam um impacto no meio ambiente, na vida das pessoas e no mundo. É a camisa que usamos, o presente que compramos, a comida que comemos. Tudo o que consumimos deixa um rastro no planeta, que pode ser grande ou pequeno, dependendo das nossas escolhas. Pensando nisso, a ambientalista Annie Leonard criou o documentário The Story of Stuff (A História das Coisas), que é uma animação que mostra de maneira brilhante de onde vêm as coisas que compramos, para onde elas vão quando jogamos fora e, principalmente, como é importante termos consciência do que consumimos. A História das Coisas nasceu depois de vinte anos de estudos e viagens que Annie fez pelo mundo. A idéia é mostrar para as pessoas de uma maneira simples e divertida que todo mundo gasta uma parte dos recursos do planeta e que se cada um se conscientizar sobre o efeito dos seus atos e passar a consumir menos e melhor, teremos um futuro mais sustentável. O projeto deu tão certo que mais de sete milhões de pessoas já assistiram ao filme em seu site e centenas de escolas e professores aderiram ao projeto e levaram a animação para a sala de aula. “Acredito que o filme chegou às pessoas, conseguiu tocá-las de verdade, principalmente por ser uma animação. Falamos de um assunto sério de uma forma agradável, divertida e simples. O filme ensina, faz você rir e consegue mudar para sempre a maneira como você olha para todas as coisas em sua vida. Fico feliz de ter conseguido fazer esse projeto”, afirma Annie. O documentário é imperdível e pode ser visto com legendas em português no próprio site do projeto (http://www.storyofstuff.com/) ou no YouTube (http://www.youtube.com/watch?v=3c88_Z0FF4k&feature=player_embedded). Fonte: The New York Times / Vida Simples / EcoDesenvolvimento / Blog Reciclando Conceitos / The Story of Stuff
Escrito por Julia Lordello às 14h30
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Jovem leva educação gratuita para crianças nas Filipinas  O educador e assistente social Efren Peñaflorida, de 28 anos, é uma pessoa comum, mas faz uma grande diferença na vida de centenas de crianças nas Filipinas. Há 12 anos, ele criou a ONG Dynamic Teen Company, que leva educação para crianças que moram em comunidades carentes no país. O jovem filipino também cresceu em um bairro pobre e pode ver o quanto a vida desses meninos é difícil. A maioria não tem acesso à educação. Efren só conseguiu estudar e se formar graças à ajuda de uma ONG australiana. Foi aí que nasceu a vontade de fazer pelos outros o que a ONG fez por ele. “Eles precisam de educação para ter uma vida melhor. Eu quis dar para eles o que outros me deram”, conta. A Dynamic Teen Company é formada por um grupo de voluntários que nas manhãs de sábado se reúne para levar em um carrinho de mão cadernos, lápis de cor, lápis e livros para alfabetizar, educar e ensinar bons valores para crianças que moram em regiões pobres. Graças a seu trabalho, Efren foi nomeado o herói do ano de 2009 na terceira edição do CNN Heroes: An All-Star Tribute, concurso promovido pelo canal de TV americana CNN que destaca 10 pessoas e organizações pelas suas ações heróicas durante o ano. Para ele, o mais importante desse prêmio foi conseguir mostrar que não é preciso muito para transformar a vida de outras pessoas e que, assim como ele, todos nós podemos ser heróis. “Nosso planeta está cheio de heróis, jovens e velhos, ricos e pobres, homens, mulheres, de diferentes cores, culturas e crenças. Cada pessoa tem um herói escondido dentro de si, você só tem que olhar para dentro de você, encontrá-lo e descobrir o que pode fazer para ajudar o próximo. Nós todos somos capazes de contribuir de alguma forma para melhorar a nossa comunidade e o mundo”, afirma. Fonte: UOL Educação / CNN / The Huffington Post / Asian Journal
Escrito por Julia Lordello às 13h34
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Um palco para todos  Um palco para todos. Um jeito de fazer teatro e arte de forma livre, aberto a todas as pessoas, adaptado a diferentes corpos, pessoas que andam, pessoas que não andam, que enxergam, que são cegas. É essa a proposta do Grupo Oficina de Menestréis, companhia-escola de teatro de São Paulo que reuni atores com e sem deficiência física. Nos espetáculos do grupo, todos cantam, interpretam, dançam e, sobretudo, emocionam. A idéia de incluir pessoas com diferentes deficiências veio do ator e diretor Deto Montenegro, um dos fundadores do grupo. “Nosso grupo sempre foi aberto a todos, mesmo quando não tinha pessoas com deficiência. Por isso, foi natural quando surgiu essa oportunidade. Fui adaptando tudo. Adaptei e utilizei a cadeira de rodas, por exemplo, como recurso de cena. O resultado é maravilhoso. O público consegue ver além da cadeira de rodas e se emociona”, afirma Deto. Há quatro anos, Vanessa Romanelli, de 24 anos, faz parte da companhia. Desde pequena, não pode caminhar devido a uma atrofia espinhal. O projeto foi fundamental para a atriz descobrir seus talentos e superar suas limitações. “É um projeto maravilhoso. Já trabalhei em cinco musicais na companhia. Hoje, consigo até empinar a cadeira!", comemora. Fonte: Vida Simples / Folha de S. Paulo / Veja SP / Ação / Grupo Oficina de Menestréis
Escrito por Julia Lordello às 11h16
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Bike Tour leva bicicletas para as ruas de São Paulo  Nesta segunda-feira (25), dia em que a cidade de São Paulo comemora 456 anos, cerca de 6 mil pessoas participaram da segunda edição do Bike Tour na capital paulista. Juntos, os ciclistas percorreram nove quilômetros, da Ponte Estaiada, no Brooklin, Zona Sul de São Paulo, até a USP. O Bike Tour é um passeio ciclístico que nasceu há 4 anos em Portugal. A idéia é incentivar as pessoas a usar bicicletas para se locomover pelo espaço urbano e mostrar que além ser um meio de transporte mais ecológico e limpo, a bicicleta faz bem a saúde e transforma as cidades em lugares menos barulhentos e mais agradáveis. “O Bike Tour é uma ótima oportunidade para mostrarmos que a bicicleta é para todos e faz bem para a saúde, para o trânsito e para o meio ambiente. Se as pessoas começarem a ter mais consciência disso, todos ganham. Teremos um estilo de vida mais saudável”, afirmou um dos organizadores do evento. Neste ano, o evento teve uma novidade: 40 cadeirantes e 40 deficientes visuais participaram do passeio. As bicicletas foram adaptadas às necessidades dos atletas. Tudo para mostrar que a bicicleta é para todos. “É uma emoção muito grande participar junto com todo mundo dessa pedalada. Foi uma sensação maravilhosa”, contou Zilda, uma das pessoas com deficiência visual que participou do passeio. Fonte: O Globo / SPTV / Globo.com / Portal Terra
Escrito por Julia Lordello às 19h12
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RESUMO DA ÚLTIMA SEMANA O poder da arte
 “Por mais que as cruentas e inglórias batalhas do cotidiano tornem um homem duro ou cínico o bastante para fazê-lo indiferente às desgraças ou alegrias coletivas, sempre haverá no seu coração, por minúsculo que seja, um recanto suave onde ele guarda ecos dos sons de algum momento de amor que viveu em sua vida. Bendito seja quem souber dirigir-se a esse homem que se deixou endurecer, de forma a atingi-lo no pequeno núcleo macio de sua sensibilidade e por aí despertá-lo, tirá-lo da apatia, essa grotesca forma de autodestruição a que, por desencanto ou medo, se sujeita, e inquietá-lo e comovê-lo para as lutas comuns da libertação.”
O texto acima é um pedaço do belíssimo poema o Ator, de Plínio Marcos. Há alguns anos, uma pessoa muito especial me mostrou esse poema e ele me ajudou muito a entender a importância que a arte tem para a sociedade e para o mundo. Quando comecei a pensar no resumo dessa semana e vi que iria falar sobre o poder que a arte tem de transformar o ser humano, lembrei dele na mesma hora. Acredito que todo mundo tem algum sentimento bom dentro de si, mesmo que não seja aparente. E a arte tem mesmo esse poder de chegar a esse lugar, de tocar as pessoas e lembrá-las de seus melhores sentimentos. Algumas notícias dessa semana foram prova disso. São projetos que usam a música, o teatro e outras formas de arte para formar bons seres humanos e mudar o mundo. O Projeto Arrastão criado pela dona de casa Maria Rita Bueno que oferece oficinas de arte para mais de 400 crianças de comunidades carentes de São Paulo. A ONG tem inclusive uma banda que faz música com instrumentos feitos de material reciclado, a Arrasta-Lata. A ONG Pensando Junto, no Rio de Janeiro, criada pelo rapper e ativista social Gabriel O Pensador. Graças ao trabalho da ONG, jovens da comunidade da Rocinha que antes faziam malabarismo no trânsito passaram a estudar e a ter aulas de dança, rap, discotecagem e artes plásticas. E a Associação Meninos do Morumbi criada pelo músico Flávio Pimenta que oferece oficinas de música e arte em geral para jovens de comunidades carentes de São Paulo. A associação começou com 30 alunos. Hoje, são quase 4 mil. Através do trabalho da ONG, nasceu ainda o grupo artístico Meninos do Morumbi, que até hoje já fez em torno de 700 shows no Brasil e na Europa. A arte nos torna pessoas melhores e mais felizes. E quanto mais pessoas felizes e melhores, melhor será o mundo. Pense nisso. Um abraço e uma excelente semana para todos nós! Ps: Aqui no 365 Dias que Acalmaram o Mundo já tivemos uma entrevista muito especial com o ator e diretor Johayne Hildefonso, que trabalha em dois projetos sociais que são referência em inclusão social através da arte: o Nós do Morro e o Grupo Cultural AfroReggae. Para quem ainda não leu, vale a pena dar uma olhada. É outro belíssimo exemplo do poder da arte.
Escrito por Julia Lordello às 22h41
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Vacas pelas ruas de São Paulo  Nos últimos dias, moradores de São Paulo têm se deparado com vacas cheias de personalidade nas ruas da cidade. Essa invasão bovina tem um motivo: é a CowParade, que espalhou pelas ruas de São Paulo 90 vacas de fibra em tamanho natural, expostas até 21 de março. A mostra, que é considerada a maior exposição de arte de rua do mundo, já passou por Londres, Nova York, Tóquio, Barcelona, Praga e outras 50 cidades mundo afora em seus doze anos de existência. Em todas as edições, as vacas são produzidas por artistas locais. A idéia é transformar o espaço público em um lugar mais humano e agradável, levar arte para o dia-a-dia de pessoas que nunca tiveram a oportunidade de ir à um museu ou exposição e ainda trazer discussões fundamentais para a sociedade, já que cada vaca aborda um tema diferente. Nessa edição, é possível encontrar, por exemplo, a Cicowvia, uma vaca a favor da bicicleta, meio de transporte mais limpo e ecológico, a Cowleta Seletiva, que incentiva a coleta seletiva e a reciclagem do lixo, e a Cowgestionamento, que chama a atenção para o problema do trânsito na cidade. "É um evento fantástico. Fala de temas muito importantes para a cidade como trânsito, cidadania, educação, sustentabilidade. Além disso, é uma ótima forma de democratização da cultura porque tira a arte de dentro do museu e leva às pessoas”, afirma uma das organizadoras da mostra. E o projeto não para por aí. Ao final de cada temporada, as vaquinhas ainda são leiloadas e o dinheiro arrecadado é doado para ONGs locais. As vacas decoradas já arrecadaram US$21 milhões para ações de responsabilidade social no mundo todo. Este ano, a verba será revertida para a Fundação Gol de Letra, que desenvolve programas de Educação Integral para mais de 1.200 crianças no Rio de Janeiro e em São Paulo. Fonte: Estadão / Último Segundo / Veja SP / Catraca Livre
Escrito por Julia Lordello às 22h38
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Sustentabilidade no parque  Nossas atitudes, por mais simples que sejam, tem um impacto na nossa vida, na vida do outro e no planeta. É por isso que é tão importante aderirmos a hábitos sustentáveis. Reciclar o lixo, economizar luz e água, usar sacola retornável. Todas essas pequenas atitudes podem fazer uma grande diferença para o planeta. Foi pensando nisso que o Planeta Sustentável, movimento que tem como principal objetivo promover a sustentabilidade, criou o evento Planeta no Parque, que começou ontem (22/01) e vai até segunda-feira (25/01), no Parque do Ibirapuera (SP). A idéia é mostrar para as pessoas como pode ser simples trazer mais verde e sustentabilidade para a nossa vida. Durante todos os dias, o público vai ter a oportunidade de aprender a fazer uma horta, separar o lixo, reciclar, participar de oficinas de educação ambiental, debates sobre temas como aquecimento global, energia e cidadania, e ainda assistir a shows com convidados muito especiais. Entre eles, a banda AfroReggae, que também dará uma oficina sobre como fabricar e tocar instrumentos musicais de percussão a partir de materiais reciclados, e o Coral da Gente, iniciativa do Instituto Baccarelli que reúne jovens das comunidades carentes de Heliópolis (SP). A Banda Pequeno Cidadão, dos músicos Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra, Taciana Barros, Antonio Pinto e seus filhos, se apresentou ontem. O grupo levou para o parque músicas com mensagens muito bacanas, como “não maltratar as lagartixas e outros animais” ou “não brincar no banho para não desperdiçar água”. Para eles, é fundamental trazer a sustentabilidade para o dia-a-dia da criançada. “Somos a primeira geração a educar os filhos pensando nessa questão da sustentabilidade e é muito bacana ver como eles captam essa mensagem de forma rápida. Meu filho, por exemplo, costuma patrulhar as atitudes dos vizinhos e é capaz de segurar um papel de chiclete por horas na mão para não jogá-lo no chão”, afirmou Taciana. Todas as atividades do evento são gratuitas e abertas para quem quiser participar. Fonte: Planeta Sustentável / Veja SP / Orbitas
Escrito por Julia Lordello às 21h50
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Retrospectiva
Nós somos o que fazemos  A idéia é simples: uma pequena ação multiplicada por muitas pessoas pode mudar o mundo. Pensando nisso, os idealizadores do movimento We are What we do (http://www.wearewhatwedo.org/) listaram 130 atitudes que vão desde evitar o uso de sacolas plásticas sempre que possível e fazer café para uma pessoa mais ocupada do que você até “não começar uma guerra”. Os cadastrados devem escolher o que fazem para melhorar o mundo e montar sua própria trilha sustentável. Dessa forma, os usuários podem acompanhar os caminhos percorridos por outros, adicioná-los como amigos, mandar sua mensagem para o mundo e contabilizar tudo isso. Dá para saber quantas e quais pessoas marcaram a opção “Não cantar no chuveiro”, por exemplo, ao todo, por país e por gênero. Utilizar transportes públicos sempre que puder, plantar uma árvore, não deixar o celular carregando mais do que o tempo necessário, ser educado com o outro, lembrar o nome das pessoas, fazer uma pessoa sorrir. Todas essas pequenas ações, que se encontram no site, mudam não só o cotidiano de cada um, mas também o meio-ambiente e a comunidade. Para ajudar os cadastrados, cada opção de atitude traz, além da explicação, papéis de parede para download e links interessantes relacionados. A filosofia do movimento (pequenas ações + muitas pessoas = grandes mudanças) já está se espalhando pelo mundo. O movimento, que nasceu na Inglaterra, já tem representantes na Austrália, Canadá e Alemanha. Fonte: Blog Planeta Sustentável / Revista Claudia / We are what we do
Escrito por Julia Lordello às 12h26
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Música transforma vida de crianças e adolescentes  Levar arte e educação para jovens de comunidades carentes de São Paulo. Foi com esse objetivo que há 14 anos o músico Flávio Pimenta criou a Associação Meninos do Morumbi. A idéia de Flávio era oferecer oficinas de música e arte em geral, ensinar bons valores e dar oportunidade para esses jovens transformarem suas vidas e terem um futuro melhor. A ONG começou com 30 alunos. Hoje, são quase 4 mil jovens que encontram ali uma oportunidade de aprender música, fazer arte, se expressar, trabalhar em grupo e construir uma nova história pessoal. Claudinei de Oliveira é um exemplo disso. Aos 9 anos, era considerado um caso perdido. A mãe abandonou o menino, o pai era alcoólatra e seus irmãos viviam todos em orfanatos. Um dia, Flávio o convidou para participar de aulas de percussão com outros garotos da comunidade. Dinei, como é conhecido, nunca tinha assistido a uma aula, do que quer que fosse, em toda a vida. Pegou gosto pela música. Passou a estudar na ONG e também entrou para a escola. Depois de um tempo, se tornou um dos funcionários do projeto. “Eu acredito que a música é transformadora. A gente não forma apenas bons músicos, mas principalmente bons seres humanos”, afirma Flávio. O projeto é considerado modelo no Brasil pela Unesco e oferece, além das aulas de música, aulas de teatro, dança, inglês, informática, fotografia, esportes e acompanhamento médico e odontológico. Através do trabalho da ONG, nasceu ainda o grupo artístico Meninos do Morumbi, que até hoje já fez em torno de 700 shows no Brasil e na Europa. Fonte: Bravo! / Revista Veja / Ação / Orbitas / Portal do Voluntário / Planeta Sustentável
Escrito por Julia Lordello às 16h17
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Inclusão pelo toque  Todo vestido de branco, o deficiente visual José Luiz Oliveira, 39 anos, chega cedo à praça Benedito Calixto, no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Depois de tomar um café e fazer exercícios de alongamento para braços, pernas e coluna, ele está pronto para mais um dia de trabalho. Essa também é a rotina das deficientes visuais Aparecida Santos e Samantha Gouvea, companheiras de trabalho de José. Todos eles são massagistas e descobriram essa profissão graças a um projeto muito especial: o Instituto Oniki, que ensina massagem oriental a deficientes visuais. A ideia do instituto é mostrar que pessoas com deficiências visuais podem ter uma profissão e trabalhar normalmente, melhorar auto-estima e as perspectivas de vida e de trabalho dessas pessoas, e criar condições para que as pessoas com deficiência participem cada vez mais da vida em sociedade. A vida de José mudou completamente depois que conheceu o Instituto Oniki. Antes de estudar massagem, ele era pedreiro e eletricista. Há nove anos, perdeu a visão por causa de glaucoma e uma doença chamada retinose pigmentar. Pensou que não poderia mais trabalhar. Foi quando sua irmã o levou para a escola de massagistas. “Aprendi a fazer massagem oriental. Agora tenho uma profissão e ganho o suficiente para me sustentar. Isso é muito importante. Voltei a me sentir bem”, afirma ele, que recebeu o diploma de massoterapeuta há dois anos. No Japão e na China, onde a massagem terapêutica é uma prática tradicional, é comum ser ministrada por pessoas com deficiência visual há centenas de anos. Aqui no Brasil, apesar de ser uma opção mais recente, a especialização tem se mostrado um meio eficiente de ampliar o campo de trabalho e a inclusão social de deficientes visuais. “Nosso sonho é profissionalizar parte da população de cegos do Brasil. E isso está começando a acontecer, aos poucos, mas é o começo”, afirma um dos administradores do instituto. Fonte: Isto É / Sentidos / Instituto Oniki
Escrito por Julia Lordello às 23h51
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Muito além do rap  Há sete anos, o envolvimento de Gabriel O Pensador com causas sociais ultrapassou o limite das letras de suas músicas. De tanto olhar para os garotos que fazem malabarismo no trânsito para conseguir algum trocado, o rapper e ativista social decidiu fazer algo, na prática, para ajudar. Foi assim que nasceu a ONG Pensando Junto, que oferece aulas de reforço escolar, cursos de rap, dança, discotecagem e artes plásticas, cesta básica, passeios mensais a teatros e museus, e acompanhamento médico e odontológico a crianças e jovens da comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro. A idade mínima para entrar na ONG é de 8 anos e, quando chegam aos 17, os alunos são encaminhados para empresas que participam do projeto oferecendo empregos. Para Gabriel, o mais importante é ajudar esses jovens a repensar seus valores e desenvolver sua auto-estima, para que cada um tenha a oportunidade de descobrir o que quer para a vida e consiga correr atrás de seus sonhos. “Mesmo a vida sendo difícil, é importante a gente cultivar os sorrisos, o amor, a esperança e o que mais for possível plantar e regar”, afirma Gabriel. Fonte: Revista Quem / Revista Crescer / SRZD / ONG Pensando Junto
Escrito por Julia Lordello às 16h09
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Ensinando a pescar  Mais que dar o peixe, fundamental é ensinar a pescar. Foi com esse ideal que a dona de casa Maria Rita Bueno criou o Projeto Arrastão. A idéia do projeto é ajudar mães de comunidades carentes de São Paulo a aumentarem a renda de casa e ainda educar seus filhos. Tudo começou em 1968, quando Maria Rita teve vontade de fazer um projeto que pudesse gerar oportunidades para mães que, por condições financeiras e sociais limitadas, nem poderiam sonhar com uma situação melhor. Mais que doar alimentos e ajudar essas famílias, ela queria valorizar a capacidade de cada um de poder pescar o seu próprio peixe. Foi aí que surgiu a idéia de investir na profissionalização das mulheres através de oficinas de costura. Só que, para elas irem trabalhar, era preciso ter um espaço para deixar os filhos. Assim, ao lado das oficinas de costura surgiu um local para a creche. Com o tempo, a estratégia mudou: o projeto principal passou a ser a educação das crianças. Hoje, em busca de um lugar para deixar os filhos, as mães descobrem que podem ter muito mais. Foi assim com Robsoneide da Silva. Ela conheceu o projeto por causa de sua filha Kelly, de 6 anos, e ficou sabendo da oficina de costura. Hoje é funcionária do núcleo de moda e design. “Estou muito perto de realizar meu sonho, que é abrir o próprio negócio. Sem o Arrastão nada seria possível”, diz Robsoneide. Atualmente mais de 400 crianças estudam na educação infantil e outras centenas participam de projetos, que acontecem antes ou depois do período de aula. A ONG tem biblioteca, aulas de arte, oficinas de reciclagem, a banda Arrasta-Lata, que faz música com instrumentos feitos de material reciclado, debates sobre sexualidade e o mercado de trabalho, e os cursos profissionalizantes para as mães.
Mais que oferecer oficinas e atividades, o projeto quer formar bons seres humanos. E é exatamente isso que eles estão conseguindo. “Não acho que o Arrastão me ajude apenas na minha vida profissional, mas também na pessoal. Eu me tornei uma pessoa melhor depois que entrei aqui”, afirma Thalita Sena, de 11 anos. Fonte: Revista Crescer / Orbitas / Ação
Escrito por Julia Lordello às 20h19
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